sexta-feira, 27 de maio de 2016

Duas postagens em redes sociais bastam para identificar usuário

Georreferenciamento

Se a privacidade online é uma questão que lhe preocupa, talvez seja melhor você se preocupar com outras coisas, pois parece haver pouco a se fazer para se manter anônimo na internet.

Um estudo realizado em conjunto por pesquisadores do Google e da Universidade de Colúmbia mostram que bastam duas postagens georreferenciadas, em redes sociais diferentes, para que se possa descobrir a identidade de um usuário na internet.

O georreferenciamento refere-se à localização geográfica do usuário, o que pode ser feito pelo GPS dos telefones celulares, pelas redes Wi-Fi ou estações de telefonia acessadas pelo aparelho ou mesmo pelo IP dos computadores.

Sem privacidade

Os autores criaram um algoritmo que compara postagens georreferenciadas feitas no Twitter com publicações no Instagram e no Foursquare, tentando identificar contas mantidas pela mesma pessoa.

O sistema desenvolvido calcula a probabilidade de uma pessoa, postando na rede "A" num determinado local e horário, também postar na rede "B" em outro local e horário. Bastam duas postagens para identificar um usuário específico.

Exercício físico intenso destrói células do sistema imunológico

Apoptose

Pesquisadores descobriram que o exercício físico intenso pode acelerar o processo de morte celular dos neutrófilos, células do sistema imunológico.

Importante para o equilíbrio do funcionamento do organismo, a morte celular programada, ou apoptose, é um mecanismo que deve ocorrer de forma ordenada - do contrário, há danos à saúde, como quando células tumorais, que deveriam morrer naturalmente, persistem.

"Várias células do nosso organismo estão morrendo [a cada instante] para que outras novas ocupem seu lugar. Assim ocorre com os neutrófilos, que têm um tempo desejado na corrente sanguínea porque novas células do tipo estão continuamente sendo produzidas na medula óssea, em um processo fisiológico equilibrado que é prejudicado se a apoptose é diminuída", explica a professora Tânia Cristina Curi, da Universidade Cruzeiro do Sul.

Neutrófilos

Mas parece que atividades físicas muito intensas podem disparar a apoptose antes da hora. E, mais importante, atingindo células do sistema imunológico.

Retardar aposentadoria pode levar a uma vida mais longa

Trabalho e vida longa

Parecem inevitáveis mudanças na Previdência Social que deverão retardar a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros, eventualmente estabelecendo uma idade mínima.

A boa notícia é que trabalhar anos adicionais após completar o tempo suficiente para se aposentar pode aumentar a expectativa de vida do trabalhador, enquanto se aposentar mais cedo pode ser um fator de risco para diminuir a longevidade.

Adultos saudáveis que esperaram mais um ano para se aposentarem depois de completaram os 65 anos tiveram um risco 11% menor de morte por todas as causas, mesmo quando se leva em conta as questões demográficas, de estilo de vida e de saúde.

Mesmo adultos que descreveram a si mesmos como tendo uma má saúde foram propensos a viver mais tempo quando se mantiveram trabalhando, o que indica que outros fatores, além da saúde prévia, podem afetar a mortalidade pós-aposentadoria.

"Pode não se aplicar a todos, mas acho que o trabalho dá às pessoas uma série de benefícios econômicos e sociais que poderiam impactar a duração de suas vidas," disse o professor Chenkai Wu, da Universidade Estadual de Oregon (EUA), que liderou o estudo.

Menor risco de morrer

A equipe dividiu o grupo em aposentados não saudáveis - aqueles que indicaram que a saúde foi um fator em sua decisão de se aposentar - e aposentados saudáveis - que indicaram que a saúde não pesou em sua decisão de aposentar. Cerca de dois terços do grupo caiu na categoria saudável.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Uma Pílula para dois sexos?

Já imaginou uma pílula anticoncepcional sem hormônios, que pudesse ser tomada tanto por homens como por mulheres? Cientistas americanos estão investindo em uma linha de pesquisa inédita, que busca uma molécula capaz de bloquear o fornecimento de “combustível” para os espermatozoides, impedindo assim que eles tenham força para alcançar o óvulo.

A primeira etapa foi a identificação de uma proteína (ABHD2), que está envolvida com o fornecimento de energia para o espermatozoide se deslocar e penetrar no óvulo. O próximo passo é desenvolver uma droga que “trave” esse mecanismo, evitando a fertilização.

Para os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, essa nova substância, em teoria, poderia fazer o bloqueio de energia tanto no corpo masculino como no feminino, dividindo a responsabilidade da prevenção da gravidez de forma mais justa entre os dois sexos. O trabalho foi publicado na revista Science da última semana e noticiado pelo jornal Daily Mail.

Mais de 50 anos depois da primeira pílula anticoncepcional feminina, ainda não há no mercado um produto capaz do mesmo papel nos homens. Os métodos hoje disponíveis têm vias de administração complexas (injetáveis), podem interferir na libido (desejo) e, pior, comprometer a fertilidade de forma definitiva. Apesar dos avanços dos últimos anos, o homem hoje (além de usar a camisinha) tem um papel reduzido na contracepção.

Especialistas avaliam que a maior divisão de responsabilidade para evitar a gravidez indesejada poderia melhorar o relacionamento do casal.

Sepse: descoberto medicamento com potencial para tratamento

Pequenas doses de um fármaco utilizado no tratamento de cancro poderá interromper a resposta descontrolada do sistema imunitário à infecção que conduz à sepse e outras condições semelhantes, revela um estudo norte-americano publicado na revista científica “Science”.

A investigação levada a cabo por cientistas da Escola de Medicina Mount Sinai, nos EUA, revela que, tanto em cultura de células como em modelo animal, a utilização de uma pequena dose do inibidor topoisomerase I (Top 1) pode influenciar a resposta inflamatória aguda à infecção sem afetar o mecanismo de defesa do organismo.
  
A sepse é provocada por uma resposta excessiva do sistema imunitário do hospedeiro a uma infecção, o que pode conduzir a insuficiências em vários órgãos e, em último caso, à morte. De acordo com os investigadores, estes eventos ocorrem quando o corpo fica sem saber como ajustar o nível de inflamação, de modo que esta seja suficiente para suprimir a infecção, mas não em demasia a ponto de prejudicar o organismo. Esta condição possui uma taxa de mortalidade situada entre os 20 e 50% e é a décima causa de morte nos EUA, à frente da sida e do cancro da mama.

“Atualmente não existe qualquer tratamento orientado especificamente para a sepse ou para outro tipo de inflamações que promovam esta tempestade inflamatória”, pelo que um tratamento desse gênero é algo que Ivan Marazzi, autor sênior do estudo, considera “desesperadamente necessário”.

“Os nossos resultados sugerem que uma terapia baseada em inibidores Top 1 poderá salvar milhões de pessoas afetadas pela sepse, pandemias e outras deficiências congênitas associadas a episódios inflamatórios agudos, conhecidos como tempestade de citocina ou inflamatória”, revelou o cientista.