terça-feira, 27 de setembro de 2016

Administração de metotrexato fora do ambiente hospitalar

Metotrexato é uma droga antineoplásica indicada principalmente no tratamento de neoplasias trofoblásticas; leucemias; psoríase; artrite reumatoide, incluindo artrite reumatoide juvenil poliarticular; carcinomas de mama, cabeça e pescoço e pulmonares; osteossarcoma; sarcomas de tecidos moles; carcinoma do trato GI, esôfago e testículo; linfomas.

A via intramuscular, para administração de metotrexato, tem sido indicada principalmente para o tratamento de artrite reumatoide. Essa via é desejável porque possibilita uma melhor absorção que a via oral e com pico de concentração similar ao da via intravenosa. Além disso, apresenta uma baixa incidência de eventos adversos. 

Nesse sentido, a administração do medicamento via intramuscular tem sido largamente empregado. Entretanto, o metotrexato é um medicamento citotóxico, e necessita de cuidados especiais de manipulação, transporte, administração e descarte. 

Considerando esse aspecto, é fundamental a preocupação com o profissional de saúde e com as condições ambientais para a manipulação do medicamento e controle dos riscos. 

Os medicamentos antineoplásicos são carcinogênicos, mutagênicos e teratogênicos, por isso a exposição do profissional durante o preparo desses medicamentos deve impreterivelmente incluir o uso de EPIs e EPC conforme recomendado na RDC 220\2004. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Como escrever os Medicamentos corretamente

Profissionais de saúde e seu pessoal de suporte frequentemente produzem copias manuscritas de informações que eles viram impressas; com isso essas informações estão sujeitas a possibilidades ainda maiores de erro ou má interpretação por parte de outros. Então, deve ser tomado cuidado particular quanto ao modo de expressar nomes e potências de medicamentos ao criar documentos manuscritos de cuidados médicos.


Seguem alguns exemplos de regras de escrita segura sugeridas pelo Institute for Sale Medication Practices, Inc.* (Instituto de Práticas Seguras de Medicação, Inc.)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Como se testa um cosmético sem crueldade animal? Com pele 3D

Atualmente, existem muitos métodos de ensaio em laboratório que podem ser usados ​​no lugar de testes em animais. Em vez de medir quanto tempo leva um produto químico para queimar a córnea do olho de um coelho, os fabricantes podem agora testar esse produto químico em estruturas de tecido 3D semelhantes à córnea produzidos a partir de células humanas. Troca-se, assim, a desumana técnica "in vivo" por outras que não afligem nenhum animal.

No Brasil, a Natura foi uma das primeiras gigantes do setor a extinguir os testes de cosméticos em animais, em 2006. Para comemorar os dez anos desse marco, a empresa abriu seu laboratório de análise toxicológica para jornalistas que foram conferir de perto como são realizados os testes de segurança na fábrica, em Cajamar, São Paulo. Nesse tempo, a empresa investiu em infraestrutura de laboratório, em equipamentos modernos e na contratação de cientistas especializados na área.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Enxaqueca: estatinas são uma opção viável de tratamento?

Estudos estimam que cerca de 38% dos pacientes com enxaqueca precisam de terapia preventiva, mas poucos (de 3% a 13%) tomam medicamentos profiláticos. Quando as drogas recomendadas falham, o uso de estatinas é viável?

As diretrizes atuais de prevenção da enxaqueca recomendam drogas antiepilépticas, incluindo divalproato de sódio, valproato de sódio e topiramato; e beta-bloqueadores, incluindo metoprolol, propranolol e timolol, como agentes de primeira linha. Frovatriptano é recomendado para enxaqueca menstrual. Estatinas não são mencionados nas diretrizes atuais. Então, porque utilizá-las?

O potencial uso de estatinas na prevenção da enxaqueca foi proposto pela primeira vez em um relato de caso, há mais de 10 anos. Um homem de 58 anos de idade tomou atorvastatina 20 mg por dia para colesterol alto. Ele tinha histórico de enxaqueca (cerca de dois episódios por mês), desde os 20 anos. Após iniciar terapia com estatina, seus ataques de enxaqueca desapareceram.

A invenção de um estudante de 22 anos que pode salvar 1 milhão de vidas por ano

Um estudante da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, criou uma espécie de microgeladeira de vacinas que tem o potencial de salvar 1,5 milhão de vidas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Criado por William Broadway, o aparelho, que de tão pequeno pode ser carregado na mochila, lhe rendeu uma vaga entre os finalistas de um dos prêmios de tecnologia mais prestigiados do mundo, o James Dyson 2016, organizado pela instituição homônima para incentivar jovens designers a solucionar problemas cotidianos.

Vacinas precisam ser mantidas entre 2º e 8ºC para serem eficazes. E o refrigerador criado por Broadway consegue manter essa temperatura de forma constante por 30 dias. O Isobar também poderia ser usado para proteger órgãos doados, transplantes de sangue e células-tronco.