sábado, 18 de fevereiro de 2017

Exames para pacientes de diálise têm inconsistência alarmante

Um exame de sangue de rotina usado para determinar a saúde e o bem-estar dos pacientes em tratamentos de hemodiálise produz resultados preocupantemente inconsistentes dependendo de qual método de teste é usado, afirmaram Lorin Bachmann e seus colegas da Universidade da Virgínia (EUA).

A inconsistência significa que os médicos têm nas mãos informações potencialmente imprecisas para tomar decisões importantes sobre o paciente; e os pacientes com doença renal podem estar pagando por suplementos nutricionais desnecessários por causa disso.

"Nós baseamos muitas das nossas decisões em parâmetros de laboratório, e eles têm que ser tão precisos quanto possível. Obviamente, isso coloca uma sombra sobre os resultados, que não são tão claros como deveriam ser. Você realmente não sabe como basear uma decisão," disse o Dr. David Bruns, coordenador da equipe.

Brasileiros desenvolvem exame para diagnosticar Alzheimer

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão desenvolvendo um método simples, rápido e de baixo custo para detectar a doença de Alzheimer - algo inédito em termos mundiais.

Atualmente, os médicos contam apenas com técnicas pouco precisas para o diagnóstico, como tomografia, ressonância magnética e análise clínica dos sintomas, o que traz muita subjetividade ao diagnóstico.

"É muito difícil diferenciar o Alzheimer de outros tipos de demência. Normalmente, pessoas idosas tendem a ter mais demências, 60% das quais são relacionadas ao Alzheimer," explica o professor Ronaldo Censi Faria, um dos responsáveis pela pesquisa.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Fiocruz Pernambuco cria nova vacina para a febre amarela

Pesquisadores da Fiocruz Pernambuco desenvolveram uma nova vacina contra a febre amarela. Baseada no RNA do vírus, ela foi testada em camundongos e os resultados alcançaram 100% de proteção, mesmo índice alcançado pela vacina convencional hoje ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Entre as vantagens desse novo imunizante, está a possibilidade de ser ofertada para os grupos de risco da vacina de vírus atenuado (crianças, gestantes, idosos, imunodeprimidos e pessoas com alergia a proteínas do ovo) além da capacidade de produção em larga escala.

A maior cobertura da vacina de DNA pode constituir um benefício a mais para a população em época de surto da doença, como ocorre agora no Brasil, onde já foram registrados 1.170 casos suspeitos em seis estados, tendo sido confirmadas mortes em três deles. 

Outra vantagem é que a nova vacina é mais segura. “A segurança está no fato da imunização ser feita sem a presença do vírus vivo, mesmo que enfraquecido, o que torna nula a chance de ocorrer reações adversas e provocar óbito, pelo fato do DNA ser considerado uma molécula inerte no nosso organismo”, afirma Rafael Dhalia, que desenvolveu o imunizante, já patenteado em todo o mundo, junto com o seu colega médico Ernesto Marques. Ambos são pesquisadores do Departamento de Virologia e Terapia Experimental (Lavite) da Fiocruz Pernambuco.

Nova técnica detecta metástases precocemente

Um novo dispositivo está a ser desenvolvimento com o intuito de separar as células tumorais circulantes (CTC) do sangue numa interface líquido-líquido, dá conta um estudo publicado na revista “Analytical Chemistry”.

As CTC são células que se separam do tumor principal e são transportadas no fluxo sanguíneo. Estas células cancerígenas desempenham um importante papel na disseminação de metástases do cancro. Torna-se assim crucial a detecção das mesmas numa altura inicial de forma a ser possível monitorizar a metastização da doença. 

O novo estudo que está afiliado com o Ulsan National Institute of Science And Technology (UNIST), na Coreia do Sul, consiste no desenvolvimento de uma técnica que capta, no espaço de um minuto, 95% das CTC através de um sistema que consiste num disco autônomo equipado com uma Tecnologia de Separação Assistida de Fluído (Fluid Assisted Separation Technology – FAST) que funciona como um laboratório.

O dispositivo foi inspirado em membranas de anti-incrustação com poros impregnados de líquido, sem obstruções, seletivo, altamente sensível, rápido, consegue isolar CTC viáveis no sangue sem necessitar de tratamento prévio de amostras. 

Mulheres grávidas devem evitar alcaçuz e glicirrizina

O alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L.), e seu adoçante natural, chamado glicirrizina, pode ter efeitos nocivos a longo prazo sobre o desenvolvimento do bebê - atingindo até a adolescência.

Por isto, os pesquisadores finlandeses que descobriram a associação afirmam que as mulheres devem evitar consumir grandes quantidades de alcaçuz durante a gravidez.

Segundo eles, ainda não se conhecem os limites para um consumo seguro da glicirrizina durante a gravidez.

O extrato do alcaçuz é usado em confeitaria, em medicamentos para tosse e na produção de alguns tipos de cerveja.

Efeitos da glicirrizina na gravidez

O estudo, realizado pela Universidade de Helsinque e pelo Instituto Nacional de Saúde e Bem-estar da Finlândia comparou 378 jovens de cerca de 13 anos de idade cujas mães tinham consumido "grande quantidade" (mais de 500 mg) ou "pouco/nenhum" (menos de 249 mg) de glicirrizina por semana durante a gravidez - 500 mg de glicirrizina correspondem, em média, a 250 g de alcaçuz.