segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Células mesenquimais retardam progressão do câncer de mama em camundongos

Um tratamento com células-tronco mesenquimais humanas aumentou em 50% a sobrevida de camundongos com câncer de mama em experimentos realizados na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A pesquisa foi conduzida no âmbito do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco, um dos CEPIDs apoiados pela FAPESP. Os resultados foram divulgados na revista Stem Cells International.
“A terapia com células mesenquimais não curou a doença, mas retardou sua progressão. E aplicamos apenas duas injeções de células-tronco nos animais. É possível que um tratamento continuado, aliado à cirurgia para remoção do tumor, tenha um resultado ainda mais significativo”, comentou Tatiana Jazedje, coordenadora da pesquisa.

Encontradas em praticamente todos os órgãos humanos e também de roedores, as células-tronco mesenquimais auxiliam na sobrevivência dos tecidos produzindo diversos fatores que garantem suporte para o crescimento e a diferenciação celular. Embora não tenham a capacidade de se diferenciar em todos os tecidos do corpo como fazem as células-tronco embrionárias, são consideradas interessantes do ponto de vista terapêutico, pois têm propriedades anti-inflamatórias, antiapoptóticas (evitam a morte celular) e imunomoduladoras que estão sendo testadas contra diversas doenças.

Como proliferam as células dos vasos sanguíneos ao redor de um tumor

O investigador Rui Travasso, do Departamento de Física da Universidade de Coimbra (UC), liderou uma equipe interdisciplinar internacional que simulou o crescimento de vasos sanguíneos que ocorre durante o desenvolvimento de um tumor, permitindo esclarecer como a proliferação das células dos vasos sanguíneos é regulada durante o crescimento vascular. 

Este trabalho envolveu físicos, engenheiros biomédicos, médicos e biólogos no desenvolvimento de um modelo computacional quantitativo que descreve o crescimento de novos vasos sanguíneos e terá importantes implicações no desenvolvimento de novos tratamentos para o cancro e não só.
«Este modelo computacional, desenvolvido a partir de experiências realizadas pelos grupos coordenados por Henrique Girão e Raquel Seiça, da Faculdade de Medicina da UC, demonstrou pela primeira vez como a proliferação das células que compõem os vasos sanguíneos depende da tensão mecânica a que está sujeito o novo vaso durante o seu crescimento», sublinha o líder do estudo.

Rui Travasso explica que «entender em detalhe como os vasos sanguíneos crescem é essencial para controlar o crescimento tumoral. O desenvolvimento de vários tumores e de diversas patologias como a retinopatia diabética alicerça-se num rápido crescimento da vasculatura sanguínea. No caso do cancro, estes novos vasos são os responsáveis por levar ao tumor os nutrientes necessários à sua rápida proliferação».

Como as crenças espirituais auxiliam os pacientes com câncer

Espiritualidade e saúde

Pesquisas entre pacientes revelam que a maioria dos indivíduos com câncer tem crenças religiosas e espirituais, ou tiram conforto das experiências religiosas e espirituais.

Mas qual o impacto que isso tem sobre a saúde dos pacientes - saúde em sentido amplo, física, emocional e social?

Uma análise de todos os estudos publicados sobre o tema - que incluíram mais de 44 mil pacientes no total - foi publicada no exemplar deste mês da revista Cancer, da Sociedade Americana do Câncer.

Os resultados indicam que a religião e a espiritualidade têm associações significativas com a saúde dos doentes, mas houve grande variabilidade entre os estudos individuais revisados a respeito de como as diferentes dimensões da religião e da espiritualidade dizem respeito a diferentes aspectos da saúde.

Cientistas descobrem como memórias traumáticas se escondem no cérebro

Algumas experiências estressantes, como abusos repetidos na infância, são tão fortes e traumáticas que suas memórias se escondem como sombras no cérebro. A princípio, isso pode parecer algo bom, já que as lembranças dolorosas não podem ser acessadas conscientemente, protegendo o indivíduo de constantemente ter que reviver a dor emocional destes eventos. Mas estas memórias suprimidas podem causar uma série de problemas psicológicos graves, desde ansiedade e depressão a desordens de estresse pós-traumático ou dissociativas.

Há tempos os cientistas acreditam que um processo conhecido como aprendizagem dependente do estado está por trás da formação destas memórias inacessíveis para a mente consciente. Assim, informações gravadas em um estado particular de humor, excitação ou induzido por drogas só seriam melhor recuperadas quando o cérebro fosse posto novamente sob o mesmo estado anímico. 

Câncer não necessariamente tem origem genética

Proteínas ligadas ao câncer

O câncer pode ser causado exclusivamente por desequilíbrios de proteínas dentro das células, sem qualquer alteração genética.

Esta descoberta histórica representa um grande avanço para a Medicina porque, até agora, as aberrações e mutações genéticas eram vistas como a principal causa de quase todos os cânceres.

A pesquisa demonstra que o desequilíbrio proteico é uma poderosa ferramenta de prognóstico, indicando se pacientes são ou não propensos a responder à quimioterapia e se há risco de que um tumor se espalhe para outros locais do corpo, a chamada metástase.

Os resultados também abrem a possibilidade de novas terapias focadas na medição e prevenção de desequilíbrios perigosos nas células.

Câncer não genético

"Houve um enorme investimento no sequenciamento do genoma humano com a ideia de que, se conseguíssemos toda a informação genética relevante, poderíamos prever se você tem uma predisposição ao câncer e, em última instância, usar uma abordagem baseada em medicina de precisão para desenvolver uma abordagem terapêutica. Nosso estudo demonstra que a triagem genética sozinha não é suficiente," disse o professor John Ladbury, da Universidade de Leeds, coordenador do estudo.