terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Aprovada lenalidomida e mais 3 tratamentos para câncer

Quatro novos medicamentos foram aprovados nesta terça-feira (26/12) pela Anvisa. Os produtos são inéditos no país e ampliam as variedade para o tratamento de diferentes tipos de câncer.

Os novos medicamentos são a lenalidomida, o durvalumabe, o olaratumabe e o netupitanto associado com a palonosetrona. Os produtos chegarão ao mercado de acordo com a programação de cada fabricante.

Confira abaixo os novos tratamentos para o câncer aprovados pela Anvisa, indicações e características.

Revlimid® (Lenalidomida)

O medicamento é indicado, em combinação com a dexametasona, para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo refratário ou recidivado que já tenham recebido pelo menos um tratamento anterior. A lenalidomida também é indicada para pacientes com anemia dependente de transfusões decorrentes de síndrome mielodisplásica.

O Revlimid foi registrado na forma de cápsulas nas concentrações de 2,5mg, 5 mg, 10 mg e 25mg. O produto será fabricado pela empresa Celgene International, localizada na Suiça. O dono do registro no Brasil é a Celgene Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Dermatite tem tratamento inédito com produto biológico

O medicamento Dupixent (dupilumabe) foi aprovado nesta segunda-feira (11/12) pela Anvisa. O tratamento inédito no país foi registrado como produto biológico novo.

O novo medicamento é indicado para o tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, quando a doença não é controlada adequadamente com as terapias tópicas ou quando essas terapias não são aconselháveis.

A dermatite atópica é uma doença crônica de pele que aparece com mais frequência nas dobras dos braços e na parte de trás dos joelhos. Ela pode provocar coceiras, formação de crosta, descamação, entre outros sintomas.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Anabolizantes comprometem funcionalidade do “colesterol bom”

Com a popularidade do estilo de vida fitness das academias, o uso de anabolizantes tem se tornado cada vez mais comum, apesar dos conhecidos malefícios para a saúde. Uma pesquisa do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) verificou mais um deles: o efeito desses esteroides na funcionalidade do HDL, a lipoproteína de alta densidade, mais conhecida como “colesterol bom”.

Ao final dos exames, foi revelado que um a cada quatro usuários de anabolizantes sofria de aterosclerose precoce, doença que não foi diagnosticada em nenhum dos outros grupos. A aterosclerose é uma doença caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura em artérias coronárias. Segundo os pesquisadores, os anabolizantes estariam prejudicando a funcionalidade do HDL, que é o responsável por evitar que a LDL, a lipoproteína de baixa densidade ou “colesterol ruim”, se acumule nas artérias.

Poli cria protótipo de baixo custo para detectar câncer cervical

A técnica da espectroscopia de bioimpedância elétrica para detecção de câncer do colo de útero é um caminho que a indústria da saúde e a ciência têm perseguido para fazer diagnósticos mais rápidos, precisos, baratos e menos invasivos do que os métodos tradicionais. Uma tese de doutorado defendida na Escola Politécnica (Poli) da USP propôs as bases conceituais para um equipamento de baixo custo que possa utilizar essa técnica para o diagnóstico da doença.

O colombiano Jose Alejandro Amaya Palacio já desenvolveu em seu país um protótipo preliminar de equipamento que tem esse objetivo, entretanto, não conseguiu atingir as especificações mínimas necessárias, pois usava componentes de “uso geral”. Veio para o Brasil para aprofundar os estudos e tornar o seu sistema mais preciso. A tese Gerador de sinais para aplicação da espectroscopia de bioimpedância elétrica na detecção de câncer foi orientada pelo professor Wilhelmus Adrianus Maria Van Noije, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI) da Poli.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Imunidade adquirida pelo vírus da dengue pode proteger contra o da zika

A imunidade adquirida por uma infecção pelo vírus da dengue pode proteger contra o vírus da Zika. 

Em síntese esta foi a conclusão de um estudo realizado pelo Instituto de Arboviroses da Universidade de Wenzhow na China, em parceria com outras instituições. Além disso, a pesquisa não encontrou evidências de interações entre as duas doenças. As conclusões do estudo foram publicadas pela revista Nature Communications.

O estudo utilizou camundongos como cobaias e observou que os animais que tiveram dengue desenvolveram a chamada proteção cruzada - termo utilizado para referir-se à transferência de microrganismos. Além disso foram observadas a presença de linfócitos - T CD8 - células de defesa que se formaram após a combinação dos vírus da dengue e da zika.