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quinta-feira, 23 de março de 2017

Hemofilia: um grande salto em direção a cura

A hemofilia é uma doença genética que atinge basicamente meninos e que provoca propensão à hemorragia. Muitos dos portadores de hemofilia têm formas brandas da doença e conseguem ter vidas praticamente sem sobressaltos. Outros, no entanto, apresentam formas muito graves e a vida destas pessoas e de seus familiares é uma provação muito dura.

Estas crianças nascem com um defeito no cromossomo X, sempre transmitido pela mãe, que impede a produção adequada de uma de duas proteínas centrais para a coagulação do sangue, o fator VIII e o Fator IX. A maioria dos hemofílicos tem deficiência na produção do fator VIII, e são chamados de hemofílicos A. Os que têm deficiência no fator IX, são chamados de hemofílicos B.

A intensidade das hemorragias depende da quantidade de fator VIII ou IX que consegue ser produzida por estas crianças. Casos graves são descobertos já nos primeiros meses de vida. Portadores de hemofilia formam hematomas com facilidade e podem apresentar muito cedo na vida hemorragias nos joelhos e cotovelos, que podem causar deformidades permanentes nas articulações.

Cafeína faz aumentar enzima que protege contra demência

Um estudo conduzido por uma equipe de investigadores apurou que a cafeína e outros 23 compostos podem ajudar a proteger contra a demência.

O estudo conduzido por Hui-Chen Lu, do Departamento de Ciências Psicológicas e do Cérebro da Universidade de Indiana, EUA, e colegas demonstrou que aqueles compostos conseguem aumentar a produção de uma enzima conhecida como NMNAT2, a qual poderá bloquear processos associados com a demência.

Num estudo anterior, a investigadora tinha já demonstrado que a enzima NMTAT2 oferecia proteção ao cérebro contra um tipo de stress e que se liga a proteínas Tau, evitando o seu enovelamento incorreto.

Para este estudo, a investigadora e equipe procuraram identificar que compostos podem fazer aumentar a produção de NMNAT2, aumentando assim os seus efeitos protetores. 

Contestada teoria secular de como anestesia funciona

Que as anestesias funcionam ninguém duvida. Por isso pode parecer difícil de acreditar que os cientistas não saibam exatamente como ou porque elas funcionam.

Talvez por isso esse seja um campo de pesquisas difícil. Por exemplo, há cerca de dois anos foi descoberta a primeira anestesia em mais de 50 anos. Afinal, é difícil descobrir o que funciona quando não se sabe exatamente o que procurar.

Uma nova pista para ajudar a elucidar o mistério acaba de ser descoberta por uma equipe da Universidade de Cornell (EUA).

A anestesia parece induzir a inconsciência ao alterar a função das proteínas que residem na superfície de uma fina membrana que forma uma barreira em torno de todas as células.

Essa descoberta desafia um conceito que os cientistas mantêm há mais de um século de como os anestésicos funcionariam, e pode ajudar a orientar o desenvolvimento de novas anestesias com menos efeitos colaterais.

O iogurte poderia tratar a depressão?

Uma equipe de investigadores conduziu um estudo que reverteu sintomas depressivos em ratinhos com uma bactéria encontrada no iogurte.

O estudo conduzido por investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Virginia, EUA, demonstrou que a bactéria probiótica Lactobacillus possui um mecanismo específico que faz afetar o estado de humor, estabelecendo assim uma ligação direta entre a saúde do microbioma intestinal e a saúde mental.

Para o estudo, os investigadores analisaram o microbioma intestinal de ratinhos antes e depois de terem sido expostos a stress. “Quando se está stressado, aumenta-se a probabilidade de se ficar deprimido, o que já se sabe desde há muito tempo”, explicou o autor principal do estudo Alban Gaultier.

A equipa apurou que o stress causava uma perda da bactéria Lactobacillus nos intestinos dos ratinhos, provocando sintomas semelhantes aos da depressão. 

Doença do sono: possível tratamento mais próximo?

Um estudo do Instituto de Medicina Molecular (IMM) demonstrou que o parasita responsável pela doença do sono, que interfere com o relógio biológico dos infectados, tem ele próprio um relógio interno, no qual pode residir a chave para futuros tratamentos. 

Segundo apurou a agência Lusa, o estudo foi conduzido por uma equipe de investigadores do IMM liderada por Luísa Figueiredo, que trabalhou em colaboração com o grupo de Joe Takahashi da Universidade Southwestern, de Dallas, nos EUA.

“Este relógio permite ao parasita antecipar as alterações diurnas do meio que o rodeia, tornando-se assim mais virulento”, explica um comunicado do IMM.

As características do parasita agora reveladas tornam possível que os futuros tratamentos tenham por base a cronoterapia, ou seja, a administração de fármacos a uma determinada hora do dia, considerada ideal para a obtenção de resultados.