quinta-feira, 24 de maio de 2018

Farmacêuticas se armam contra umidade

A indústria farmacêutica vive um dos seus melhores momentos dentro do cenário econômico brasileiro. Enquanto indústria e comércio contabilizam perdas por conta de um período de forte aperto na economia, a indústria farmacêutica segue aquecida. Os números mostram que o setor não sentiu os efeitos da crise que se arrasta desde 2014.


Um grande salto da indústria farmacêutica se deu a partir de 1950, com a adoção de procedimentos de garantia da qualidade. Foi a partir dessa época que se passou a utilizar os conceitos e técnicas de gestão de qualidade, então em franco processo de evolução.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Anvisa aprova novo genérico para tratamento da hepatite C

Produto inédito atua como inibidor de enzima essencial para a multiplicação do vírus no organismo humano

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (21/5), o registro de um medicamento genérico inédito destinado ao tratamento de infecções causadas por hepatite C crônica. O Sofosbuvir, que será utilizado como um componente da combinação do regime de tratamento antiviral, atua como inibidor da polimerase NS5B, enzima essencial para a replicação do vírus que provoca a doença.

De acordo com a Anvisa, a aprovação do Sofosbuvir deve reduzir os custos do tratamento, pois os medicamentos genéricos entrarão no mercado com valor, no mínimo, 35% menor que o do produto de referência.

Até o momento, não havia genéricos do medicamento Sofosbuvir, que está no mercado com o nome comercial Sovaldi, registrado pela empresa Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda. O registro aprovado nesta segunda (21/5) pela Anvisa foi concedido à empresa Blanver Farmoquimica e Farmacêutica S.A.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Quatorze tipos de câncer estão associados à obesidade

O risco fica aumentado para vários tipos de câncer, entre eles o de mama, em mulheres, e o de próstata, em homens

Estudo inédito realizado no Brasil confirmou que a obesidade e o excesso de peso estão associados ao aumento do risco de vários tipos de cânceres: o de mama na pós-menopausa, o de cólon e reto, de útero, da vesícula biliar, do rim, fígado, ovário, próstata, mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea), esôfago, pâncreas, estômago e tireoide. A pesquisa foi feita pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em parceria com a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados sobre obesidade – cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) – foram obtidos do censo demográfico feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), nos anos de 2002 e 2013, em todos os Estados brasileiros. Em 2002, 40% da população se encontrava com excesso de peso ou com obesidade. Em 2013, este número subiu para aproximadamente 60%. O IMC avalia o peso em relação à altura. O cálculo indica se a pessoa está ou não dentro do peso ideal para os padrões estabelecidos para uma vida saudável. Estar fora do peso, abaixo ou acima, influencia na saúde, aumentando o risco de várias doenças, como a desnutrição, AVC, infarto e predisposição para o desenvolvimento de câncer.

Dor nas costas pode ser sinal de uma doença séria - Espondilite Anquilosante

Uma das queixas mais frequentes da população - dor nas costas -  poder ser mais do que simples "mau jeito". Pode ser sinal de uma doença crônica séria, inflamatória e progressivamente incapacitante -  alerta Marcelo Pinheiro, reumatologista e Coordenador da Comissão de Espondiloartrites da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). "Pode ser uma espondilite anquilosante, uma doença reumática de caráter inflamatório, crônica, e progressivamente incapacitante, que tem como principal sintoma uma dor bastante comum, a dor nas costas".

A espondilite anquilosante (EA) é uma inflamação das articulações da coluna vertebral e de outras articulações, como quadris, ombros e membros inferiores. Acomete três vezes mais homens do que mulheres e pode apresentar os primeiros sintomas entre os 20 e 40 anos de idade. O diagnóstico correto pode demorar em média mais de cinco anos, pois a doença pode se apresentar em surtos de intensidade branda.