domingo, 29 de março de 2015

Descoberto novo tipo de câncer associado a implantes nos seios

Um estudo realizado pelo Instituto do Câncer da França revela que implantes nos seios podem causar um tipo raro de tumor no sistema linfático.

Em razão das conclusões dos especialistas, o governo francês estuda a proibição das próteses mamárias no país.

Os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (INC) da França revelaram a existência de uma nova doença, o "linfoma anaplásico de grandes células associado a um implante mamário (LAGC-AIM)" e propõem que esse tipo de câncer seja incluído na classificação de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Existe uma relação claramente estabelecida entre o surgimento dessa doença e o uso de um implante mamário", diz o relatório do instituto francês. "Esse tipo de câncer não foi diagnosticado em nenhuma mulher sem próteses nos seios."

Os oncologistas franceses estimam que o risco desse linfoma nas mulheres com implantes mamários é 200 vezes maior do que na população feminina em geral.

Eles ressaltam, no entanto, que a frequência dessa complicação médica é muito baixa. Desde 2011, apenas 18 mulheres desenvolveram esse tipo de câncer na França (uma delas já morreu), segundo o INC.

Alguns mitos sobre quais alimentos não devem ser consumidos na gravidez

Em todo o mundo, mulheres grávidas são bombardeadas com opiniões sobre o que comer e o que não devem nem chegar perto.

Quase sempre, os poucos conselhos valiosos acabam misturados com um caldeirão de lendas, superstições e pseudoevidências científicas.

Na Coreia, as grávidas são aconselhadas a tomar uma sopa de algas marinhas. Na África do Sul, uma mistura de ervas chamada Isilabezo, que pode incluir desde margaridas a urina de animais. No Irã, suco de romã.

A variedade de palpites sobre a alimentação de uma grávida é inacreditável – e pode ser desconcertante. Peixe é essencial para o desenvolvimento do cérebro do bebê, mas pode ser perigoso pelo risco de conter taxas perigosas de mercúrio.

Amendoim é melhor ser evitado ou, na verdade, pode ajudar a evitar que o bebê cresça sem alergias?

Se queijo cremoso e carnes curadas são mesmo altamente proibidos durante a gestação, como as grávidas italianas se esbaldam com prosciuttos e as francesas não abandonam o camembert?

Mas em um cenário em que as grávidas estão confusas sobre o que devem comer, a imprensa certamente tem sua parcela de culpa, segundo Linda Geddes, mãe de dois filhos e autora do Bumpology, um livro que usa ciência para organizar uma emaranhado de mitos, anedotas e nonsense que envolvem o tema alimentação na gravidez.

Diagnóstico tardio faz do câncer de pulmão o mais fatal entre as mulheres

Um mapeamento realizado pelo A.C. Camargo Câncer Center, hospital de referência no tratamento da doença no país, concluiu que o tumor de pulmão é o mais letal entre as brasileiras. Apenas 20% das pacientes estão vivas cinco anos após serem tratadas da enfermidade. Embora o câncer mais incidente seja o de mama, com 37,3% dos casos, o índice de sobrevida dessas pacientes em cinco anos é mais alto: 86%.

O resultado coincide com o levantamento realizado pela Sociedade Americana de Câncer e pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), segundo o qual o câncer de pulmão é o mais fatal em mulheres. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este também é o tumor proporcionalmente mais letal em pacientes do sexo feminino – mata 9.000 brasileiras por ano.

O levantamento do A. C. Camargo analisou os registros de 15.721 mulheres diagnosticadas e tratadas no hospital entre 2000 e 2010. Os resultados, compilados nesta semana, mostraram que os tumores com maior incidência de diagnóstico precoce, como mama, pele e tireoide, tiveram maior taxa de sucesso na sobrevida das pacientes. Nos três casos, os métodos de rastreamento são simples e eficazes.

“Quando há diagnóstico precoce, seguido de um tratamento adequado, as chances de sucesso são de 90%”, afirma o oncologista Ademar Lopes, vice-presidente do A.C. Camargo. Para ele, campanhas públicas de conscientização da doença, melhor preparo médico e adesão às medidas de prevenção também são fatores cruciais para diminuir as mortes pela moléstia no país.

Terapia com luz fica 170 vezes mais eficiente

Terapia fotodinâmica

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) descobriram uma nova molécula que melhora em centenas de vezes a eficácia das terapias fotodinâmicas.

A terapia fotodinâmica  é uma técnica na qual são utilizadas moléculas que são aplicadas no paciente e posteriormente ativadas pela luz. Ao serem ativados, esses fármacos geram substâncias oxidantes capazes de induzir a morte celular, o que torna a técnica uma das mais promissoras para o tratamento do câncer e de diversos tipos de infecção.

O grupo liderado pelo professor Maurício da Silva Baptista desenvolveu uma nova molécula híbrida - formada pelo metal rutênio e diversos tipos de ligantes - que apresentou efeito em menores doses e com menos luz, o que permite que a terapia funcione em camadas mais profundas da derme, onde é mais difícil fazer a luz chegar.

"Esse estudo foi inovador em dois aspectos. Primeiro porque, enquanto a maioria dos fármacos fotossensíveis usados é orgânica, descrevemos uma mistura de elementos orgânicos e inorgânicos. Segundo, pela descrição de um mecanismo de ação diferente e mais poderoso que outros já conhecidos," contou o Dr. Maurício.

Uma em duas pessoas terão cancro

Segundo um estudo recente, uma em cada duas pessoas no Reino Unido irá ter cancro a dada altura da vida.

A projeção foi avançada pela instituição Cancer Research UK e vem dar realce à necessidade de melhores e mais precoces diagnósticos, tratamentos e medidas de prevenção, tendo em conta que a população se encontra cada vez mais envelhecida.

No Reino Unido, a sobrevivência ao cancro duplicou nos últimos 40 anos, com cerca de metade dos pacientes a sobreviverem à doença mais de 10 anos. No entanto, a acessibilidade a melhores cuidados de saúde e uma maior longevidade fazem prever um aumento nos índices de casos de cancro, com uma em cada duas pessoas a serem diagnosticadas com a doença no futuro.

O estudo conduzido aponta a idade como o maior fator de risco para o cancro. “O cancro é primeiramente uma doença da idade avançada, com mais de 60 por cento dos casos diagnosticados em pessoas com mais de 65 anos. Se as pessoas vivem o suficiente irão contrair cancro a dada altura. Mas podemos fazer muita coisa para tornar isso menos provável, como deixar de fumar, ser mais ativo, beber menos álcool e manter um peso saudável”, explica Peter Sasieni, autor do estudo, da Queen Mary University of London, Reino Unido.