domingo, 7 de fevereiro de 2016

Farmacêutico: profissional indispensável

Ao buscar na história informações sobre as primeiras farmácias e farmacêuticos, o que se encontra são relatos que remetem às boticas, surgidas no século 10 na França e Espanha, período em que farmácia e medicina eram uma coisa só. Aliás, as boticas foram modelos de negócio que deram início ao formato das farmácias como conhecemos hoje. Segundo informações do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), os árabes fundaram, no século 2, a primeira escola de farmácia de que se tem notícia, criando inclusive uma legislação para o exercício da profissão.

No Brasil, o boticário surgiu no período colonial, quando medicamentos e outros produtos com fins terapêuticos podiam ser comprados nas boticas. "Inicialmente é importante lembrar que o farmacêutico no Brasil, desde a chegada da corte imperial de D. João VI, exerce o mesmo papel de sempre, ser um profissional do medicamento e voltado para a prática da saúde de qualquer população. Após a Segunda Guerra Mundial, o País se industrializou e o papel do farmacêutico, antes como boticário, passou a ser exercido em novas indústrias farmacêuticas, as quais passaram à industrialização do medicamento. Então esse profissional passou a ter formação no âmbito da produção de medicamentos em grande escala e, principalmente, na pesquisa de desenvolvimento de novos fármacos e de novas formulações advindas de tecnologias que foram avançando a cada década desde então", explica o diretor da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), professor Gerson Antônio Pianetti.

Segundo Pianetti, hoje se vê o farmacêutico como o mais importante profissional na cadeia médica por ser o responsável pela dispensação do medicamento e orientação do paciente. "Apesar de continuar a manipular os medicamentos sob prescrição, o farmacêutico é a última instância entre o medicamento e o paciente, e uma orientação inadequada ou a falta dela poderá trazer enorme prejuízo sanitário ao cidadão devido à utilização inadequada do medicamento", completa.

Colesterol pode evitar processos alérgicos

Usar o colesterol como um elemento essencial na proteção a alergias. É o que propõem pesquisadores dos Estados Unidos. Eles descobriram que esse lipídio pode impulsionar reações de células do sistema imunológico que protegem o corpo dessa reação de hipersensibilidade. A pesquisa, publicada na revista americana Science Signaling, também mostra como pessoas que sofrem de Smith-Lemli-Opitz, uma doença metabólica rara que causa o baixo colesterol, tendem a ser mais propensos a esses problemas imunológicos.

No experimento, os pesquisadores deram foco a um canal de cálcio chamado STIM1-Orai1, que permite que íons de cálcio, importantes para a proteção do corpo, consigam entrar em células do sistema imunológico quando elas estão enfraquecidas. Por meio de análises feitas em células de rim humano e mastócitos (estruturas do tecido conjuntivo) de ratos, a equipe observou que o colesterol provocou reações que promoveram a entrada de substâncias que protegem o corpo de alergias no canal de cálcio STIM1-Orai1.

Inverso

Segundo os cientistas, essas reações, porém, não acontecem em pacientes com a síndrome de Smith-Lemli-Opitz. “Ela é uma doença genética associada a uma deficiência em produção de colesterol. Sabemos que pode provocar anomalias do sistema imunitário, incluindo alergias. No nosso estudo, demonstramos que a perda de colesterol estimula sintomas de alergias”, destacou ao Correio Christoph Romanin, um dos autores do estudo e pesquisador da Johannes Kepler University, na Áustria.

O trabalho dos cientistas terá continuidade, focando, principalmente na interação entre o colesterol e a via STIM1-Orai1. “Vamos fazer a caracterização e a melhor visualização desses mecanismos. Essas condições nos permitirão uma melhor compreensão desse efeito modulador do sistema imunológico causado pelo colesterol”, adianta o pesquisador.

Suco de frutas 'diminui absorção de medicamentos'

Tomar medicamento acompanhado de um suco de frutas como grapefruit (a toranja), maçã ou laranja prejudica a absorção dos medicamentos, segundo uma pesquisa apresentada no encontro nacional da American Chemical Society (Sociedade Americana de Química, em tradução livre), na Filadélfia.

Segundo o chefe da pesquisa, o professor de químico-farmacologia David Bailey, da Universidade de Western Ontario, no Canadá, o efeito dos sucos de frutas pode, inclusive, anular totalmente o efeito dos medicamentos.

“Nós descobrimos recentemente que o suco de grapefruit e de outras frutas pode diminuir substancialmente a absorção oral de certos medicamentos que são passados à corrente sanguínea através do intestino”, disse Bailey. “A preocupação é a perda dos benefícios dos medicamentos essenciais para o tratamento de sérios problemas médicos.”

Entre os medicamentos afetados estão alguns receitados para doenças cardíacas, câncer, rejeição a órgãos transplantados e infecção. Este foi o primeiro estudo controlado do efeito do suco sobre drogas em humanos.

Efeito contrário

Vinte anos atrás Bailey descobriu que o suco de grapefruit aumentava drasticamente a absorção do medicamento felodipina, usado para tratar pressão alta, provocando overdoses perigosas.

Tatuagens podem dificultar o diagnóstico do câncer de pele

Pigmentação na pele pode esconder manchas ou lesões. Por isso, é importante ter atenção permanente com as áreas tatuadas do corpo.

Especialistas do Instituto Nacional do Câncer fazem um alerta sobre as tatuagens. Elas podem dificultar o diagnóstico de doenças na pele. Por isso, é importante ter atenção permanente com as áreas tatuadas do corpo.

É uma questão de escolha para a vida toda. O Felipe Mira tem 28 anos, nunca fez uma tatuagem, mas decidiu que chegou a hora.

“Eu vim acompanhar a minha namorada, que está sendo aprendiz de tatuadora, e quando ela ficar boa, eu vou fazer uma tatuagem com ela”, diz o autônomo.

O Sérgio Ricardo começou aos 18 e não parou mais. Tem 26 espalhadas pelo corpo. “Você quer fazer outra, quer fazer a segunda, a terceira, aí você para de contar, aí vai fazendo”, diz o guia de turismo.

O Márcio aproveitou a maior convenção de tatuagem da América Latina, no Rio, para fazer mais uma. “Como a gente vai emendando uma na outra, a gente não sabe se conta uma só ou se conta várias, aí eu não sei se eu tenho uma ou se tenho 20”, afirma.

Mas o Instituto Nacional do Câncer faz um alerta para quem tem ou quer fazer uma tatuagem. A pigmentação na pele pode esconder manchas ou lesões e dificultar bastante o diagnóstico de um possível câncer de pele.

Obesidade associada a coágulos sanguíneos nas crianças e adolescentes

Investigadores americanos encontraram uma associação entre a obesidade e a formação de coágulos sanguíneos nas veias das crianças e adolescentes, dá conta um estudo na revista “Hospital Pediatrics”.

Apesar de a obesidade ser um fator de risco bem conhecido do tromboembolismo venoso nos adultos, estudos realizados em populações pediátricas deram origem a resultados pouco claros. Contudo, neste estudo os investigadores do Centro Médico Wake Forest Baptist, nos EUA, verificaram que a obesidade, determinada através do índice de massa corporal, era um fator capaz de prever a formação de coágulos na população jovem.

“Estes achados são importantes uma vez que a incidência do tromboembolismo venoso tem aumentado bastante nos últimos 20 anos e a obesidade infantil continua a ser altamente prevalente nos EUA”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Elizabeth Halvorson.

Para o estudo, os investigadores realizaram uma revisão dos dados dos pacientes do Hospital Pediátrico Wake Forest Baptist Brenner, entre janeiro de 2000 e setembro de 2012. Foram identificados 88 pacientes, com idades compreendidas entre os dois e os 18 anos, com casos confirmados de tromboembolismo venoso. Destes, 33 (37,5%) eram obesos, embora a maioria tinha fatores de risco conhecidos para a formação de coágulos sanguíneos.

Após terem ajustado outros fatores de risco, nomeadamente infecção sanguínea e tempo despendido numa unidade de cuidados intensivos, os investigadores apuraram que havia uma associação pequena mas estatisticamente significativa entre a obesidade e o tromboembolismo venoso, que pode conduzir a problemas de saúde agudos e crônicos caso não seja tratado.