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segunda-feira, 22 de maio de 2017

AINEs aumentam o risco de IM dentro de uma semana de início do tratamento

De acordo com um novo estudo publicado no BMJ, AINEs comuns, incluindo ibuprofeno e naproxeno, podem aumentar o risco de infarto do miocárdio (IM) ainda na primeira semana de uso. 

Estudos anteriores sugeriram que tanto AINEs tradicionais quanto seletivos da COX-2 aumentam o risco de IM agudo, mas a cronologia do risco, o efeito da dose, a duração do tratamento e os riscos comparativos entre os AINEs ainda não são bem compreendidos.

Esta análise sistemática e metanálise de evidências disponíveis observaram que tomar qualquer dose de AINEs por uma semana, um mês ou mais de um mês estava associada a um risco aumentado de IM. A probabilidade de um IM dentro de uma semana do início do tratamento foi aumentada em 24% com celecoxibe, 48% com ibuprofeno, 50% com diclofenaco, 53% com naproxeno e 58% com rofecoxibe. Foi observado um risco maior com doses mais elevadas de AINEs. 

Musicoterapia usa ritmo e melodia para tratar doenças

Sem restrições, qualquer idade pode se beneficiar com forma de tratamento

A musicoterapia tem diversas vantagens: ajuda na interação com o mundo, relaxa, aguça sentidos, movimenta o corpo, melhora a coordenação motora e até mesmo ajuda na cura de doenças. 

O objetivo principal é utilizar a música (som, ritmo, melodia e harmonia) para auxiliar na comunicação, na aprendizagem, na expressão e atender necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas do indivíduo ou grupo. “A música é muito provocativa, muito convidativa para entrar no mundo da comunicação. Serve para o indivíduo começar a se expressar, sendo capaz de auxiliar na cura ou melhora de uma doença”, explica Clarisse Prestes, musicoterapeuta e professora de musicalização da Universidade de Brasília (UNB).

Açaí é apontado como possível aliado no tratamento de distúrbio bipolar

Os benefícios do açaí vêm sendo explorados nos últimos anos. Por ser rico em proteínas, fibras, lipídios, vitaminas e minerais, o fruto tipicamente brasileiro já foi assinalado como importante para prevenção de doenças como colesterol alto, aterosclerose e até mesmo câncer, além de impulsionar o sistema imunológico de forma geral. Um estudo recém-publicado foi além e definiu o açaí como uma nova esperança para o tratamento de doenças neuropsiquiátricas.

Os resultados da pesquisa Neuroprotective Effects of Açaí (Euterpe oleracea Mart.) against Rotenone In Vitro Exposure estão disponíveis no Portal de Periódicos da CAPES, na revista científica Oxidative Medicine and Cellular Longevity. Segundo Alencar Kolinski Machado, autor do trabalho, os indicadores sugerem que o açaí pode ser um suplemento alimentar importante para pacientes portadores de distúrbio bipolar. 

Machado explica que a matriz química do açaí possui diversas moléculas com potencial antioxidante e anti-inflamatório. “Estudos em idosos ribeirinhos de Maués, no interior do Amazonas, indicam que o consumo habitual de frutos como o açaí poderia contribuir para a desaceleração das disfunções associadas à velhice. Então, nós decidimos avaliar o quanto o extrato do açaí poderia reverter a principal disfunção mitocondrial associada com o distúrbio bipolar”, detalha o pesquisador. 

Estimulação cerebral profunda pode ser alternativa contra ansiedade

Experimentos com ratos realizados na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus Baixada Santista, sugerem que a terapia de estimulação cerebral profunda (DBS, de Deep Brain Stimulation, em inglês) pode ser uma alternativa para o tratamento de transtornos de ansiedade e pânico refratários a outras abordagens terapêuticas.


Resultados da pesquisa, foram publicados na revista Behavioural Brain Research.

“É importante enfatizar que, por ser uma técnica invasiva, a estimulação elétrica profunda não deve ser a primeira opção terapêutica para transtornos mentais. Pode, no entanto, ser uma opção para os pacientes que não respondem bem a medicamentos – algo entre 30% e 40% no caso dos transtornos de ansiedade”, disse Milena de Barros Viana, professora do Departamento de Biociências do Instituto de Saúde e Sociedade (ISS-Unifesp) e coordenadora do estudo.

Evite estes antibióticos no início da gravidez

Um estudo canadense identificou um risco aumentado de aborto com o uso de cinco classes comuns de antibióticos no início da gravidez.

A pesquisa, publicada no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), observou que o uso de macrolídeos (exceto por eritromicina), quinolonas, tetraciclinas, sulfonamidas e metronidazol durante a gravidez inicial estava associado a um risco aumentado de aborto espontâneo. 

A exposição à nitrofurantoina não estava associada a um risco aumentado de aborto, o que sustenta seu uso como alternativa para trimetoprima-sulfametoxazol no tratamento de infecções do trato urinário durante a gestação.

Azitromicina e metronidazol foram associados a um risco de aborto aumentado em 65% e 70%, respectivamente, enquanto sulfonamidas, tetraciclinas, quinolonas e claritromicina mais do que dobraram o risco.