domingo, 25 de junho de 2017

Grupo investiga como a restrição de calorias beneficia o funcionamento celular

Controlar o consumo de calorias no dia a dia é uma forma comprovada de evitar não só a obesidade como também diversas complicações relacionadas à idade, como diabetes, doenças do coração e do cérebro. Trata-se, portanto, de uma estratégia eficaz para aumentar a longevidade.

Em um laboratório sediado no Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP), um grupo coordenado pela professora Alicia Kowaltowski investiga, em modelos animais, os mecanismos moleculares desencadeados pela intervenção dietética que resultam na melhora do funcionamento de órgãos importantes para o metabolismo, como pâncreas, fígado e até mesmo o cérebro.

“Dizer para as pessoas simplesmente comerem menos não está funcionando. A obesidade se tornou uma epidemia mundial. Temos tentado entender como a restrição calórica age no organismo e quais são as moléculas envolvidas, para encontrar alvos que permitam prevenir ou tratar doenças relacionadas ao ganho de peso e à idade”, disse Kowaltowski, que integra a equipe do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP.

Criada cartilagem artificial, tão forte como cartilagem natural

Uma equipe de investigadores criou um tecido com propriedades mecânicas e bioquímicas semelhantes às da cartilagem natural.

O novo desenvolvimento foi efetuado por engenheiros biomédicos da Universidade da Califórnia, Davis, EUA, e é desenvolvido sob tensão, mas sem estrutura de suporte. Se a nova cartilagem artificial puder ser implantada nas articulações danificadas poderá oferecer um enorme potencial para a recuperação da mobilidade dos pacientes. 

A cartilagem das articulações proporciona uma superfície macia para a movimentação das articulações. No entanto, pode ser danificada pelo uso, doença ou trauma, sendo de difícil substituição pois não volta a formar-se naturalmente.  

Nova diretriz clínica sobre alergia a nozes

O Comitê de Padrões de Cuidados da Sociedade Britânica de Alergia e Imunologia Clínica (British Society for Allergy and Clinical Immunology) desenvolveu a primeira diretriz existente para a investigação e o tratamento da suspeita de alergia a nozes em crianças e adultos. 

A orientação foi desenvolvida após uma revisão extensiva da literatura, consenso de especialistas e consulta ampla com profissionais de saúde e o público em geral.

Ela inclui algoritmos diagnósticos e uma discussão detalhada sobre o uso de testes diagnósticos para ajudar na confirmação precisa da alergia a nozes. Ela estabelece que o diagnóstico clínico de alergia primária a nozes pode ser feito em combinação com uma apresentação clínica típica e evidências de IgE específico para nozes mostrado por um teste cutâneo positivo (skin prick test, SPT) ou um teste para IgE específico (sIgE). 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sibutramina e medicamentos para emagrecer: entenda

Os anorexígenos são utilizados como coadjuvantes no tratamento de quadros de obesidade e, como qualquer medicamento, seu uso, com a indicação de reduzir o apetite, deve ser orientado por um médico. No caso dos inibidores de apetite, isso é ainda mais importante já que interferem em sistemas importantes do corpo humano.

Qual é a situação da sibutramina e de outros medicamento emagrecedores no Brasil e no mundo? Nos parágrafos abaixo esclarecemos quais são as regras para a venda desse tipo de medicamento, quais são os produtos autorizados, e os riscos relacionados a seu uso.

A obesidade é uma doença provocada por vários fatores como hábitos de vida, genética, condições econômicas, contexto cultural, entre outros. Por isso, a orientação dos profissionais é ainda mais importante para que o uso de medicamentos não se torne apenas um paliativo e gere o efeito “sanfona”, que é quando o paciente engorda e emagrece muito ao longo da vida.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Nova resolução em análise pela Anvisa deve liberar aplicação de vacinas em farmácias

Uma nova resolução que trata dos requisitos mínimos para serviços de vacinação no país está em fase de análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, caso seja aprovada, permitirá que farmácias apliquem vacinas. 

Atualmente, somente clínicas de vacinação, que têm um médico como responsável técnico, estão autorizadas a oferecer o serviço fora do sistema público de saúde.

Entidades que representam os farmacêuticos defendem que a medida ampliará o acesso da população às vacinas. Já entidades médicas expressam temor de que a nova resolução possa reduzir as exigências atualmente aplicadas aos serviços de vacinação, o que acarretaria risco para a população.

A proposta já passou por uma consulta pública, em maio, e agora está na última etapa do processo de regulamentação antes da decisão final. O texto submetido à consulta não menciona as farmácias especificamente, mas abre essa possibilidade ao não limitar o serviço de aplicação de vacinas às clínicas. A regra estabelece como deve ser a estrutura física do estabelecimento que aplicará a vacina e determina que as vacinas que não estão contempladas pelo Programa Nacional de Vacinação do SUS somente poderão ser aplicadas mediante prescrição médica.