segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Nicotina: Ações e Interações

Nicotina, droga psicotrópica de uso comum através do cigarro, tem sua farmacologia e interação com outros fármacos pouco conhecida e menos ainda divulgada. Segundo Justo, o potencial do uso do cigarro em interferir com a ação de fármacos é significante. 

A nicotina, isolada, em 1828, da folha do tabaco por Posselt e Reiman, faz parte da fumaça do cigarro, como um dos seus 4.000 componentes, e é o mais estudado entre todos. As ações farmacológicas da nicotina são em geral imprevisíveis, pois se fazem, ao mesmo tempo, sobre vários sistemas efetores, com ações estimulantes e depressoras sequenciais e dose dependentes. 

Estas diferentes ações farmacológicas interagem no mecanismo de atuação de vários fármacos, fato este pouco discutido na literatura, apesar do largo uso do cigarro em pacientes sob tratamento, com diferentes medicamentos, para males em clínica médica, em geral e, em cardiologia, em particular. Cabe ao médico estar atento para a eventualidade da modificação de ação dos medicamentos com a suspensão do uso do cigarro. 

As ações da nicotina se fazem fundamentalmente através do sistema nervoso autônomo. A nicotina se liga a receptores colinérgicos nos gânglios autônomos, na medula adrenal, na junção neuromuscular e no sistema nervoso central. Ocorre uma resposta bifásica, em geral com estímulo colinérgico inicial, seguido de antagonismo dependendo das doses empregadas. 

Câncer de tireoide ganha novo tratamento

Medicamento Lenvima® (mesilato de lenvatinibe) teve análise priorizada pela Agência por tratar tipos raros de câncer da tireoide.


Pacientes com câncer de tireoide papilífero, folicular ou célula de Hürthle ganharam uma nova opção de tratamento, com a aprovação do registro do medicamento Lenvima® (mesilato de lenvatinibe).


A nova droga aprovada pela Anvisa é indicada para adultos com a doença em estado avançado ou metastático, resistente à radioterapia. O medicamento teve a análise priorizada por ser considerado uma droga órfã, ou seja, que trata doenças raras, como é o caso dos tipos específicos do câncer de tireoide.

O medicamento será fabricado pela empresa Pantheon Inc. no Canadá e a importação ficará por conta da empresa Eisai Laboratórios LTDA.

Por: Ascom – com informações da Anvisa 

domingo, 28 de agosto de 2016

Luva sensorial para mamografias e exames médicos

Medir pressão sem compressão

As mulheres que já passaram por uma mamografia sabem o quanto a "medicina moderna" pode se mostrar "medieval" no sentido mais negativo do termo: dificilmente alguém chamaria esse exame de agradável ou não-intrusivo.

Felizmente já há soluções a caminho: a própria mulher logo poderá detectar nódulos com mais precisão por meio do autoexame usando luvas de borracha sensíveis à pressão.

Já existem muitos sensores de pressão, inclusive para colar sobre a pele, mas nenhum até agora conseguia medir a pressão com a precisão suficiente para aplicações médicas quando é dobrado ou fica enrugado - algo que é necessário para incorporá-los em luvas.

"Eu me dei conta de que muitos grupos estão desenvolvendo sensores flexíveis que podem medir pressão, mas nenhum deles é adequado para medir objetos reais, uma vez que são sensíveis à distorção. Essa foi a minha principal motivação e eu acho que nós propusemos uma solução eficaz para este problema," disse Sungwon Lee, idealizador do sensor.

Planta da Mata Atlântica é 10 vezes mais eficaz contra parasitas

Pariparoba-murta

Um princípio ativo encontrado nas plantas da espécie Piper malacophyllum, popularmente conhecida como pariparoba-murta, apresentou uma atividade antiparasitária até 10 vezes maior do que os medicamentos mais usados atualmente contra os protozoários causadores da doença de Chagas e da leishmaniose visceral.

Com resultados tão animadores obtidos em ensaios de laboratório, os pesquisadores já começaram a sintetizar as moléculas com vistas ao desenvolvimento de novos medicamentos.

"Foi identificado nessa planta um composto com ação antiparasitária chamado gibilimbol e nosso grupo já sintetizou mais de 15 análogos. Fizemos pequenas modificações na estrutura da molécula com o objetivo de aumentar sua eficácia," contou o professor João Paulo Fernandes, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Manteiga faz mal para a saúde? O que dizem as evidências

Qual é o verdadeiro impacto que a manteiga tem sobre a saúde? Esse é um tema frequentemente debatido entre os profissionais de saúde. Tradicionalmente, a recomendação é limitar a ingestão de ácidos graxos saturados em favor dos insaturados. Como manteiga é um dos alimentos mais elevados em gordura saturada, o conselho dado tem sido de limitar seu consumo.

A manteiga é mesmo prejudicial?

Comer manteiga aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares? Atualmente, nenhum estudo responde formalmente essa questão. Uma meta-análise publicada recentemente na revista PLOS One questiona a hipótese de que a manteiga tem um efeito prejudicial. Seus autores compilaram nove estudos observacionais realizados em 15 países para chegar a uma conclusão clara: consumir manteiga não está associada a um aumento no risco de doenças cardiovasculares. Eles também não encontraram nenhuma relação entre dose e efeito.

A grande mídia rapidamente usou esse estudo para exaltar as virtudes da manteiga, alegando que esse alimento injustamente acusado é benéfico para a nossa saúde, mas os profissionais de saúde ainda devem ser cautelosos ao orientar seus pacientes.