segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Exames podem detectar autismo em crianças antes de aparecimento de sintomas

Exames cerebrais de ressonância magnética podem detectar autismo antes que qualquer sintoma comece a surgir, afirmam pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Atualmente, as crianças podem ser diagnosticadas a partir dos dois anos de idade, mas, em geral, isso costuma ocorrer mais tarde.

O estudo, publicado na revista Nature, entretanto, mostra que as origens do autismo estão bem antes disso - no primeiro de ano de vida.

As descobertas do estudo podem levar a um diagnóstico precoce e até mesmo a terapias imediatas.
De acordo com o levantamento, uma em cada 100 pessoas tem autismo, condição que afeta o comportamento e interação social. A pesquisa analisou 148 crianças, incluindo aquelas com alto risco de autismo porque tinham irmãos mais velhos com o distúrbio. Todos foram submetidos a exames de ressonância magnética aos seis, 12 e 24 meses de vida.

O estudo revelou diferenças iniciais no córtex cerebral, a parte do cérebro responsável por funções de alto nível - como linguagem por exemplo - em crianças que depois viriam a ser diagnosticadas com autismo.

"Muito cedo, no primeiro ano de vida, vemos diferenças de área de superfície do cérebro que precedem os sintomas que as pessoas associam tradicionalmente com autismo", disse o médico Heather Hazlett, um dos pesquisadores da Universidade da Carolina Norte.

"Os exames indicam que essas diferenças do cérebro podem ocorrer em crianças com alto risco de autismo", afirma Hazlett. O estudo abre possibilidades para avanços na forma que a doença é tratado e diagnosticada.

Escaneamentos do cérebro de bebês, particularmente em famílias de alto risco, podem levar a um diagnóstico precoce. Acredita-se que, a longo prazo, possam surgir exames de DNA, aplicáveis a todas as crianças, capazes de identificar aquelas em que o risco de ter autismo é alto.

Com a doença diagnosticada cedo, é possível implantar antes terapias comportamentais - como treinar pais a interagir com o filho autista - em busca de resultados mais eficientes.

Intervenção precoce

Outro pesquisador do projeto, Joseph Piven, diz que agora pode ser possível identificar crianças propensas a ter autismo. "Isso nos permite intervir antes que apareçam os comportamentos da doença. Há amplo consenso de que há mais impacto antes que os sintomas tenham se consolidado. O resultado dessa pesquisa é muito promissor", afirmou.

Com a descoberta, os pesquisadores afirmam ser possível prever quais crianças desenvolverão autismo com 80% de precisão.

"É possível que a varredura feita através de ressonância magnética (MRI, sigla em inglês) possa ajudar as famílias que já têm uma criança autista para acessar o diagnóstico anterior de crianças subsequentes. Isso significaria que essas crianças poderiam receber o apoio certo tão cedo quanto possível", diz Carol Povey, diretora da Sociedade Nacional de Autistas da Grã-Bretanha.

A especialista afirma, no entanto, que o autismo pode se manifestar de diferentes maneiras e "nenhum teste único poderia ser capaz de identificar o potencial de autismo em todas as crianças".

Com informações de James Gallagher - BBC

Fruta típica do Brasil pode combater superbactéria

As temidas e mortais superbactérias, que resistem aos mais fortes antibióticos, poderiam ser controladas por uma espécie de planta encontrada em abundância no Brasil: a Aroeira-vermelha (ou Schinus terebinthifolius).

O extrato da frutinha vermelha é usado, há séculos, por curandeiros indígenas da floresta Amazônica para tratar de doenças da pele. Ao estudar a cultura medicinal dos índios, pesquisadores descobriram que a planta tem propriedades que podem combater infecções letais e frear a multiplicação de superbactérias dentro do organismo.

Os antibióticos tradicionais atacam e matam as bactérias nocivas. Mas essa ação está se tornando cada vez mais ineficaz, porque os patógenos estão aprendendo a sobreviver a esse ataque. Já os compostos da aroeira funcionam de uma forma mais inteligente, desarmando as bactérias – e não destruindo.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Exames para pacientes de diálise têm inconsistência alarmante

Um exame de sangue de rotina usado para determinar a saúde e o bem-estar dos pacientes em tratamentos de hemodiálise produz resultados preocupantemente inconsistentes dependendo de qual método de teste é usado, afirmaram Lorin Bachmann e seus colegas da Universidade da Virgínia (EUA).

A inconsistência significa que os médicos têm nas mãos informações potencialmente imprecisas para tomar decisões importantes sobre o paciente; e os pacientes com doença renal podem estar pagando por suplementos nutricionais desnecessários por causa disso.

"Nós baseamos muitas das nossas decisões em parâmetros de laboratório, e eles têm que ser tão precisos quanto possível. Obviamente, isso coloca uma sombra sobre os resultados, que não são tão claros como deveriam ser. Você realmente não sabe como basear uma decisão," disse o Dr. David Bruns, coordenador da equipe.

Brasileiros desenvolvem exame para diagnosticar Alzheimer

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão desenvolvendo um método simples, rápido e de baixo custo para detectar a doença de Alzheimer - algo inédito em termos mundiais.

Atualmente, os médicos contam apenas com técnicas pouco precisas para o diagnóstico, como tomografia, ressonância magnética e análise clínica dos sintomas, o que traz muita subjetividade ao diagnóstico.

"É muito difícil diferenciar o Alzheimer de outros tipos de demência. Normalmente, pessoas idosas tendem a ter mais demências, 60% das quais são relacionadas ao Alzheimer," explica o professor Ronaldo Censi Faria, um dos responsáveis pela pesquisa.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Fiocruz Pernambuco cria nova vacina para a febre amarela

Pesquisadores da Fiocruz Pernambuco desenvolveram uma nova vacina contra a febre amarela. Baseada no RNA do vírus, ela foi testada em camundongos e os resultados alcançaram 100% de proteção, mesmo índice alcançado pela vacina convencional hoje ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Entre as vantagens desse novo imunizante, está a possibilidade de ser ofertada para os grupos de risco da vacina de vírus atenuado (crianças, gestantes, idosos, imunodeprimidos e pessoas com alergia a proteínas do ovo) além da capacidade de produção em larga escala.

A maior cobertura da vacina de DNA pode constituir um benefício a mais para a população em época de surto da doença, como ocorre agora no Brasil, onde já foram registrados 1.170 casos suspeitos em seis estados, tendo sido confirmadas mortes em três deles. 

Outra vantagem é que a nova vacina é mais segura. “A segurança está no fato da imunização ser feita sem a presença do vírus vivo, mesmo que enfraquecido, o que torna nula a chance de ocorrer reações adversas e provocar óbito, pelo fato do DNA ser considerado uma molécula inerte no nosso organismo”, afirma Rafael Dhalia, que desenvolveu o imunizante, já patenteado em todo o mundo, junto com o seu colega médico Ernesto Marques. Ambos são pesquisadores do Departamento de Virologia e Terapia Experimental (Lavite) da Fiocruz Pernambuco.