segunda-feira, 27 de julho de 2015

Nootrópicos, as 'drogas inteligentes' que são moda no Vale do Silício

Imagine se toda manhã, antes de ir para o trabalho, você tomasse um comprimido que, além de te deixar mais ligado e concentrado, melhora a memória e impulsiona a criatividade e a produtividade.

É isso que cada vez mais pessoas estão fazendo em lugares como o Vale do Silício – região do norte da Califórnia, nos EUA, considerada a capital mundial da indústria da tecnologia –, onde os chamados nootrópicos vêm se popularizando nos últimos anos.

Essas substâncias – cujo nome vem do grego "nóos" (mente ) e "tropo" (direção) – supostamente são capazes de ajudar a melhorar o desempenho mental sem produzir efeitos colaterais negativos.

Apesar do ceticismo da comunidade científica quanto a sua eficácia, esses "potencializadores cognitivos" são cada vez mais usados em ambientes de trabalho competitivos, nos quais o intelecto é muito mais importante do que qualquer outra habilidade.

Sob o guarda-chuva dos nootrópicos estão, por exemplo, compostos químicos da família dos racetams (como o piracetam e o pramiracetam) e substâncias como vitaminas e aminoácidos encontrados em alimentos e plantas que podem ser comprados em lojas de suplementos e de produtos naturais.

Mais um país questiona "sabedoria" das mamografias preventivas

Sabedoria das mamografias

O governo da Noruega anunciou estar reavaliando o seu programa de rastreio do câncer de mama por meio das mamografias preventivas, oferecidas naquele país para mulheres de 50 a 69 anos.

Segundo a nota, a medida se deve a um "debate em curso entre pesquisadores e médicos de todo o mundo avaliando a sabedoria de oferecer exames periódicos de câncer de mama".

A grande preocupação é que as mamografias preventivas têm sido apresentadas às mulheres como um exame totalmente benigno, quando há riscos envolvendo as seguidas doses de radiação, mas, principalmente, um excessivo número de falsos positivos, o chamado sobrediagnóstico.

Recentemente a Suíça suspendeu seu programa de rastreio do câncer de mama devido a esses problemas, enquanto o Reino Unido anunciou que continuará com as medidas preventivas, mas alertando as mulheres dos riscos inerentes à mamografia.

Custo gigantesco dos sobrediagnósticos

"O objetivo do Programa de Rastreio do Câncer de Mama [da Noruega] era reduzir a mortalidade pelo câncer de mama em 30%. Dependendo de como você olha para o problema, nossas estimativas mostram que esse objetivo pode ter sido alcançado. Mas ele teve um custo gigantesco na forma de sobrediagnósticos," justificou o professor Roar Johnsen, da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.

Proteína da jaca pode detectar leucemia

Jacalina

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da USP, desenvolveram um biossensor capaz de detectar a leucemia de forma mais rápida.

A leucemia é caracterizada pelo acúmulo de células anormais na medula óssea, o tecido interno do osso, afetando a produção de células sanguíneas, como os glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, podendo ocasionar anemias, infecções e hemorragias.

O biossensor utiliza a estrutura de um biochip para analisar as amostras de sangue e detectar essas células anormais.

Valéria Marangoni e Valtencir Zucolotto utilizaram uma nanopartícula de ouro revestida com jacalina, uma proteína extraída da jaca e que é naturalmente atraída pelas células leucêmicas, que produzem grande quantidade de açúcar.

As nanopartículas são mil vezes menores do que uma célula e contêm um material emissor de luz, que invade apenas as células afetadas pelo câncer, emitindo então um sinal que indica a presença da célula tumoral.

"Inserimos o sangue com as células do paciente no chip e, através da resposta elétrica, é possível saber se as células em contato com o eletrodo são saudáveis ou de leucemia," explicou Zucolotto.

Zumbido no ouvido tem cura?

Investigar as causas do problema são o primeiro passo do tratamento

O zumbido é uma percepção de um som nos ouvidos ou na cabeça sem que tenha sido gerado por uma fonte sonora. Ele é um sintoma e não uma doença e sim, por isso deve ser ter sua origem investigada. Pode vir associado a outros sintomas como tontura, perda auditiva e intolerância a sons.

As principais causas estão listadas abaixo:

Perda auditiva (por idade, por medicamentos, por infecções)
Uso de medicamentos, como AAS, anti-inflamatórios e antibióticos
Doenças metabólicas, como aumento do colesterol e triglicérides e diabetes
Alterações hormonais, como hormônio tireoideano e dos hormônios sexuais
Problemas cardiovasculares
Distúrbios psiquiátricos, como
ansiedade e depressão
Distúrbios neurológicos
Problemas na musculatura e na coluna cervical
Maus hábitos alimentares
Disfunções temporomandibulares e outros problemas dentários
Tumores da via auditiva (raros)

Tabagismo e etilismo aumentam 20 vezes risco de câncer de cabeça e pescoço

Um levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Faculdade de Medicina da USP, mostra que 80% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço atendidos no hospital são ou já foram tabagistas.

Dos pacientes tratados no setor, 60% são acometidos por tumores localizados na boca e 40%, na faringe ou laringe. O estudo aponta ainda que as ocorrências são mais frequentes em pessoas acima de 50 anos. Desses pacientes, 60% são homens.

Tabagismo e etilismo

Além do tabagismo, o etilismo (consumo excessivo de álcool, ou alcoolismo) também está associado ao desenvolvimento desse tipo de câncer. "O álcool, assim como o tabaco, tem uma relação expressiva com a doença. Cerca de 50% dos nossos pacientes são etilistas", alerta o médico Marco Aurélio Kulcsar, chefe de Clínica da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Icesp.

Os dados ratificam os índices apontados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que mostram que o consumo das duas drogas juntas pode aumentar em 20 vezes as chances de uma pessoa desenvolver esse tipo de tumor.