Parceria Farmacêutica Curiosa e UninCor Pouso Alegre - MG

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Comer muito sal diminui a sede e aumenta a fome

Quando você come alimentos salgados, você fica com mais sede e bebe mais água, certo?

Talvez no curto prazo, logo após a refeição, mas em um período de 24 horas você de fato ficará com menos sede porque seu corpo começará a conservar e produzir mais água.

Esta descoberta surpreendente, feita por uma equipe de pesquisadores dos EUA e da Alemanha, está desbancando um saber científico considerado verdadeiro há mais de 100 anos, e pode fornecer novas ideias sobre as epidemias ocidentais de obesidade, diabetes e doenças cardíacas.

Esta nova informação também lança uma luz sobre como nosso corpo responde à ingestão elevada de sal e pode fornecer uma perspectiva totalmente nova para lidar com as doenças metabólicas. Os resultados complementam descobertas anteriores da mesma equipe sobre o armazenamento de sal no corpo humano.

Segunda opinião médica muda diagnóstico em 88% dos casos

Diagnósticos médicos incorretos

Uma segunda opinião é sabidamente melhor do que fiar-se numa só - tanto que existem até guias para obter uma segunda opinião médica.

Mas talvez não se soubesse que fosse tão importante.

Pesquisadores da Clínica Mayo (EUA) descobriram que cerca de 88% dos pacientes que buscam uma segunda opinião médica vão para casa com um diagnóstico diferente ou melhorado - mudando seu plano de tratamento e, potencialmente, suas vidas.

Inversamente, apenas 12% dos pacientes recebem uma confirmação de que o diagnóstico original estava completo e correto.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cancro do pâncreas: nova abordagem faz aumentar sobrevivência

Um novo estudo indicou que a utilização de um fármaco para “amolecer” os tumores do cancro do pâncreas antes da quimioterapia fez duplicar a sobrevivência e reduziu o avanço da doença.

O cancro do pâncreas apresenta apenas uma taxa de sobrevivência de 7% ao longo de cinco anos, um número que pouco mudou em 40 anos. A quimioterapia combinada apenas consegue aumentar moderadamente a sobrevivência do paciente. 

O estudo conduzido por uma equipe de investigadores liderados por Marina Pajic e Paul Timpson do Instituto Garvan de Investigação Médica em Sydney, Austrália, foi baseado em ratinhos geneticamente modificados para desenvolverem cancro do pâncreas, bem como ratinhos com tecido tumoral pancreático de pacientes.

A equipe descobriu que a administração do fármaco Fasudil nos tumores três dias antes do início da quimioterapia normalmente usada no cancro do pâncreas fez desacelerar o progresso da doença e duplicar a sobrevivência nos roedores.

O fármaco Fasudil causa a inibição de uma proteína conhecida como ROCK, que supostamente endurece as células que rodeiam os tumores e ajuda no desenvolvimento da doença.  

Estudo analisa regulação de medicamentos genéricos no Brasil

Menos de 20 anos depois de o Brasil começar a produzir versões com os mesmos princípios ativos, nas mesmas doses e formas farmacêuticas de medicamentos de referência que tivessem a patente expirada, mais de um quarto das vendas farmacêuticas são de genéricos.

Em artigo publicado no Pan American Journal of Public Health, Elize Fonseca, pesquisadora do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), e Ken Shadlen, da London School of Economics, fazem um estudo de caso sobre a regulação de medicamentos genéricos no Brasil e comparam abordagens nacionais para a promoção e regulação dos medicamentos. 

“É comum pensar que a regulação de genéricos no Brasil é algo estabelecido, mas se trata ainda de uma área com pouco estudo. Queremos entender como e por que o Brasil optou pela regulação vigente. É importante compreender isso, uma vez que é a regulação que dita as regras de um mercado com vários atores – como governo, consumidores, farmacêuticas –, podendo ampliar ou restringir o acesso aos medicamentos”, disse Fonseca.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Nova tecnologia permite detectar tumores minúsculos dos ovários

Uma equipe de investigadores desenvolveu uma tecnologia muito mais sensível para a detecção de tumores dos ovários quando estes apresentam um tamanho mais reduzido.

A maioria dos cancros do ovário são detectados num estado já bastante avançado, tornando os índices de sobrevivência reduzidos. No entanto, se for detectado mais cedo, os índices de sobrevivência podem ultrapassar os 90% aos cinco anos.

Desenvolvida por engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, a nova tecnologia foi testada em ratinhos e foi possível detectar nódulos inferiores a dois milímetros de diâmetro. Segundo os investigadores, em humanos, isto pode traduzir-se numa detecção cinco meses mais cedo do que com as atuais análises ao sangue.

O novo teste utiliza um biomarcador sintético, que consiste numa nanopartícula que interage com as proteínas do tumor para libertar fragmentos que serão detectáveis numa amostra de urina do paciente. Este tipo de teste tem a capacidade de gerar um sinal muito mais evidente do que os biomarcadores naturais que se encontram em quantidades muito reduzidas na corrente sanguínea do paciente.