quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Cura da Hepatite C já existe, mas não é para todos

Há três anos, uma nova terapia contra a hepatite C mudaria a história da doença e traria uma notícia rara para condições virais: a possibilidade de cura. O sofosbuvir, da gigante Gilead, substituiu as vacinas semanais de interferon com fortes efeitos colaterais e mudaria o prognóstico da doença para sempre. As chances de cura com as injeções eram de 40%. Com a nova medicação – e a combinação com outras drogas -, a possibilidade subiu para mais de 90%. A hepatite mata mais que a Aids no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, são 1.2 milhão de pessoas morrem no mundo por Aids, contra 1,5 milhão de óbitos acontecem por causa da hepatite. No Brasil, a hepatite C sozinha mata 3 mil pessoas por ano.

Ao contrário da Aids, no entanto, há cura para a hepatite. Difícil compreender, então, por que tantas pessoas continuam morrendo. Ou melhor, nem tão difícil assim, já que poucos países estão conseguindo pagar a conta. Mesmo obtendo as drogas com descontos, do 1,6 milhão de infectados no Brasil, apenas 26.800 pessoas receberam os novos medicamentos – segundo dados do Ministério da Saúde. Isso significa que o País está conseguindo pagar a conta para apenas 1,6% dos infectados. E não é à toa. O valor pago por aqui para cada tratamento de 12 semanas é de US$ 6.900.

Por esses motivos, o GTPI (Grupo de Trabalho de Propriedade Intelectual) lançou um manifesto em que pede, dentre outras medidas, que o Ministério da Saúde apoie a iniciativa da produção 100% nacional dessas novas drogas e adquira os genéricos já disponíveis desses medicamentos a preços mais baixos. O grupo pede apoio da sociedade civil para isso (assine aqui). O GTPI é uma respeitada entidade que congrega diversos movimentos sociais e especialistas no Brasil como o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Médicos Sem Fronteiras e Abia (Associação Brasileira Interdisciplinar da Aids). A missão do grupo é minimizar os efeitos negativos das patentes no acesso a medicamentos e buscar um novo sistema de inovação em saúde.

Pesquisa abre caminho para diagnóstico precoce de Alzheimer

Uma pesquisa conduzida na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) pode tornar possível o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer.

Atualmente, ainda não há marcadores biológicos ou exames de imagem disponíveis na rotina clínica para detectar o avanço do processo degenerativo cerebral. O diagnóstico é feito apenas quando já há sinais de declínio cognitivo – basicamente por exclusão de outras condições que causam perda de memória e demência.

“Estima-se que quando os pacientes começam a manifestar sintomas de comprometimento cognitivo cerca de 50% dos neurônios já morreram. E, a essa altura, não há muito mais o que fazer. Porém, se conseguirmos detectar o processo degenerativo ainda no início, as chances de estabilizar sua progressão com as drogas hoje disponíveis são muito maiores”, disse Luciana Malavolta Quaglio, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP.

Superbactéria sintética será resistente a todos os vírus

Vida artificial


Ainda não está terminado, mas a engenharia genética acaba de ir mais longe do que muitos sonhavam - ou temiam.

Cientistas norte-americanos recodificaram a bactéria E. coli para que ela opere com um código genético diferente de qualquer outro organismo na Terra - um código genético sintético, criado pelos próprios cientistas, com mais de 62.000 alterações no genoma da bactéria original.

Isto é muito mais do que a equipe de Craig Venter fez em 2010, quando criaram a primeira bactéria com DNA sintético, mas que era apenas um organoide simplificado com um DNA mínimo.

O professor George Church, da Escola de Medicina de Harvard em Boston (EUA) e líder da equipe, afirma que este é um passo para criações ainda mais ambiciosas: animais com características talhadas para produzir virtualmente qualquer produto que se deseje.

Anvisa aprova novo produto biológico para hemofilia

Eloctate® (alfaefmoroctocogue) é indicado para adultos e crianças no controle e prevenção de hemorragias.

A Anvisa aprovou um novo produto biológico para tratar pacientes com hemofilia, o Eloctate® (alfaefmoroctocogue). O alfaefmoroctocogue é uma proteína de ação prolongada, recombinante, que substitui temporariamente o fator VIII de coagulação, necessário para o controle de hemorragias, ausente no sangue dos pacientes.

O produto Eloctate® (alfaefmoroctocogue) foi aprovado para as seguintes indicações terapêuticas:

Controle e prevenção de episódios hemorrágicos
Manejo perioperatório (profilaxia cirúrgica).
Profilaxia de rotina para prevenir ou reduzir a frequência de episódios hemorrágicos.

O Eloctate (alfaefmoroctocogue) não é indicado para o tratamento da doença de von Willebrand.

Por: Ascom – com informações da Anvisa 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Óleo de peixe previne prejuízos de dieta rica em gordura

A suplementação com óleo de peixe – rico em ácidos graxos da família ômega 3 – pode ajudar a prevenir problemas de saúde induzidos por uma dieta rica em gordura, entre eles diabetes e dislipidemia.

A conclusão é de um estudo feito com camundongos na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados no The Journal of Physiology.

“Importante ressaltar que nosso modelo foi de prevenção, pois iniciamos a suplementação quando os animais estavam sadios. Atualmente, estamos investigando o efeito do óleo de peixe em animais já obesos e os resultados parecem ser diferentes”, contou Maria Isabel Cardoso Alonso - Vale, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp.

Os experimentos foram conduzidos durante o mestrado e o doutorado de Roberta Dourado Cavalcante da Cunha de Sá, sob orientação de Alonso-Vale.