terça-feira, 26 de junho de 2012

Novo anticoagulante oral chega ao mercado


Já está disponível no Brasil o medicamento Eliquis (apixaban), aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho de 2011. Trata-se de um anticoagulante oral indicado para a prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes adultos submetidos à cirurgia de prótese de joelho e quadril. Fruto de uma parceria entre os laboratórios Bristol-Myers Squibb e Pfizer, Eliquis já está aprovado em 27 países europeus, após liberação pela EMEA (Comissão que aprova medicamentos na Europa).
Por ser um medicamento oral, o paciente que passou pelas cirurgias ortopédicas não precisará realizar o tratamento com injeções periódicas, que podem causar desconforto e a não aderência a terapia. Eliquis age de forma rápida no organismo (3 a 4 horas após a ingestão do comprimido) e pode ser iniciado entre 12 a 24 horas depois da cirurgia. Sua dose possibilita um intervalo de tempo adequado para que o médico observe e estabilize os pacientes pós-cirúrgicos.
Segundo dados da Universidade Estadual Paulista (UNESP), a incidência de TEV no Brasil é de 0,6 casos para cada mil habitantes e compreende duas manifestações: a trombose venosa profunda (TVP), que ocorre quando há a formação de coágulos nas veias profundas dos membros inferiores ou pelve; e a embolia pulmonar (EP), que surge quando os coágulos se desprendem dos membros inferiores, caem na circulação e migram para os pulmões, podendo levar ao bloqueio parcial ou total das artérias, chegando até a casos de morte.

Programa de Estudos Clínicos

Eliquis está sendo investigado no programa Expanse, um total de nove estudos clínicos fase 3 finalizados ou em andamento, que prevê a participação de aproximadamente 60 mil pacientes no mundo todo. Além de prevenir o TEV em cirurgias de artroplastia de joelho e quadril, Eliquis está sendo estudado para a prevenção do TEV em pacientes hospitalizados, na prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial (uma arritmia do coração) e no tratamento do TEV.
Com relação a fibrilação atrial (FA), segundo o estudo Aristotle, realizado pelos laboratórios e divulgado no último Congresso Europeu de Cardiologia (ESC), em agosto de 2011, Eliquis foi comparado com o tratamento convencional com varfarina e demonstrou que os pacientes quando tratados com o medicamento têm 21% menos chance de sofrer AVC do que aqueles que receberam o tratamento padrão. Outro dado apontado pelo estudo foi a redução relativa de 31% do risco de hemorragia, especialmente no cérebro, e em 11% no risco de morte por qualquer motivo, sempre em comparação com a varfarina. A pesquisa Aristotle envolveu 18.201 pacientes com FA em 1.034 centros de 39 países.

Fonte: Protec - Rio de Janeiro