domingo, 8 de julho de 2012

Estudo testa ultrassom em pílula para acelerar ação de medicamentos


O ultrassom está sendo testado em pílulas para acelerar o processo de absorção de medicamentos pelo corpo. 

A uPill, como é chamada no exterior, emite ondas ultrassônicas que turbinam a ação da droga no tecido do aparelho gastrointestinal.

A companhia de engenharia biomédica Zetroz e cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) realizam atualmente experimentos com animais para checar se a uPill atravessa o aparelho digestivo sem provocar nenhum dano. A Zetroz já desenvolveu um dispositivo semelhante -- um adesivo que libera
medicamento na pele do doente.

O ultrassom tem sido usado para acelerar a transferência de drogas pela pele, ao mesmo tempo em que eleva a capacidade de absorção.

Ele age da seguinte forma: ao aquecer as moléculas existentes dentro do tecido cutâneo, torna mais permeável as membranas do mesmo.

O método é particularmente bom para
medicamentos usados no tratamento de tumores e em diferentes tipos de vacinas. No caso dos diabéticos, a pílula poderia substituir as injeções de insulina no futuro.

O pesquisador Daniel Anderson, do MIT, acredita que a pílula poderia criar uma classe totalmente nova de drogas. Mas admite que, pelo custo de cada pílula --entre R$ 40 e R$60--, ela seria acessível a poucas pessoas.

Fonte: zetroz.com