domingo, 23 de setembro de 2012

Teste rápido detecta Problema no Fígado


Novo dispositivo com funcionamento similar ao teste que verifica o pH de uma piscina será capaz de monitorar os níveis de lesão hepática utilizando apenas uma gota de sangue.


O teste foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Harvard e do Centro Médico Deaconess Beth Israel, em Boston, e teve sua utilidade divulgada na Science Translational Medicine. O novo dispositivo é portátil, tem baixo custo e pode ser utilizado em clínicas, postos de saúde e hospitais, determinando rapidamente se um paciente tem toxicidade hepática e necessita de cuidados adicionais.
Pelo teste, após uma simples picada no dedo, o paciente aplica uma pequena quantidade de sangue em uma tira de papel. A atividade de duas enzimas do sangue humano — aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase — leva a alterações nos níveis de corantes que foram incorporados no teste. A mudança de cor na tira vinculada às concentrações das enzimas indica a possibilidade de danos às células do fígado.
Para comprovar a efetividade da análise, foram testadas mais de 200 amostras clínicas de sangue. O ensaio foi capaz de medir com precisão a toxicidade sanguínea em apenas 15 minutos, com uma performance maior de 90% se comparada ao exame padrão realizado hoje. Segundo os pesquisadores, o teste também pode ser utilizado para medir outros tipos de danos ao fígado, como aqueles gerados pela hepatite viral. Outra vantagem é o baixo custo — os pesquisadores estimam que cada teste custará menos de US$ 1. "Isso poderia ter implicações significativas em todo o mundo, particularmente em países em desenvolvimento onde exames de sangue podem ser excessivamente caros e os resultados por vezes podem levar semanas", avalia Nira Pollock, coautora da pesquisa e diretora adjunta do Laboratório de Diagnóstico de Doenças Infecciosas do Hospital Infantil de Boston. (BS)

Exame Padrão - O exame padrão usado atualmente para a medição dessas enzimas do fígado é feito com a obtenção de sangue de uma veia do paciente. A amostra é enviada a um laboratório, onde o soro ou o plasma são separados e testados sobre uma grande plataforma automatizada.

Fonte: Correio Braziliense