terça-feira, 30 de outubro de 2012

Avastin® (bevacizumabe), da Roche, tem parecer positivo das autoridades da UE para tratamento de mulheres com câncer de ovário recorrente, sensível à platina


Parecer positivo do CHMP é mais um passo importante para tornar Avastin® (bevacizumabe) disponível para mulheres com câncer de ovário

A Roche anunciou que o Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) emitiu um parecer positivo sobre o uso de Avastin® (bevacizumabe) combinado à quimioterapia (carboplatina e gencitabina) para tratamento de mulheres com câncer de ovário recorrente, sensível à platina.

O câncer de ovário tem a maior taxa de mortalidade de todos os cânceres ginecológicos. Quase 230.000 novos casos são diagnosticados todos os anos em mulheres do mundo inteiro; muitas delas já têm doença avançada, que recorre após o tratamento inicial.  Considera-se que as pacientes têm doença “sensível à platina” se o câncer de ovário retorna mais de seis meses após o término da última quimioterapia à base de platina.  Em um estudo de fase III (OCEANS) em pacientes com doença sensível à platina, foi demonstrado que mulheres tratadas com a combinação de Avastin® (bevacizumabe) e quimioterapia seguida de Avastin® (bevacizumabe) isoladamente viveram significativamente mais tempo sem piora da doença (sobrevida livre de progressão), em comparação às que receberam apenas quimioterapia. 

“O parecer positivo do CHMP é uma notícia animadora para mulheres com câncer de ovário recorrente, uma doença que teve poucos avanços em sua terapêutica na última década,” disse o Dr. Hal Barron, Diretor Médico e Diretor Global de Desenvolvimento de Produtos da Roche.  “A aprovação do uso em mulheres com doença recorrente seria outro avanço significativo depois da aprovação de Avastin® (bevacizumabe), no ano passado, para tratamento de mulheres com câncer de ovário primário”. Avastin® (bevacizumabe) para tratamento do câncer de ovário foi aprovado na Europa em 2011. 

O suprimento sanguíneo independente é crítico para que o tumor cresça além de determinado tamanho (2 mm) e se dissemine para outras partes do corpo (metástases). Os tumores desenvolvem seu próprio suprimento sanguíneo por meio de um processo chamado angiogênese, no qual é liberado o fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF) essencial para o crescimento tumoral. Avastin® (bevacizumabe) é um anticorpo que inibe o VEGF, proporcionando controle contínuo do tumor. A inibição do VEGF por Avastin® (bevacizumabe) permite que ele atue de modo eficaz em combinação com diversos tipos de quimioterapia e outros tratamentos antineoplásicos, com impacto adicional limitado nos efeitos colaterais dessas terapias.

O CHMP apoiou o uso de Avastin® (bevacizumabe) combinado com carboplatina e gencitabina para tratamento de pacientes adultas com câncer epitelial de ovário recorrente, câncer da tuba uterina ou peritoneal primário, sensível à platina. Os pacientes não poderiam ter sido tratados com bevacizumabe ou com outros inibidores de VEGF ou agentes direcionados para o receptor de VEGF. Avastin® (bevacizumabe) foi administrado em combinação com quimioterapia à base de carboplatina e gencitabina por seis a dez ciclos, seguidos do uso contínuo de Avastin® (bevacizumabe) como agente único até a progressão da doença. A dose recomendada de Avastin® (bevacizumabe) é de 15 mg/kg de peso corporal, uma vez cada três semanas, por infusão intravenosa.

Sobre o câncer ovariano

O câncer de ovário é o oitavo tipo de câncer mais comumente diagnosticado em mulheres e a sétima causa de morte por câncer feminino em todo o mundo. Estima-se que, todos os anos, sejam diagnosticados 230.000 novos casos de câncer ovariano no mundo, e que cerca de 140.000 mulheres morram em decorrência dessa doença. A cirurgia com o objetivo de  remover o máximo possível do tumor é a base do tratamento, mas infelizmente, a maioria dos casos é diagnosticada em estágio avançado da doença (quando o câncer já cresceu ou se espalhou) e necessita de outro tratamento adicional. Considera-se que as pacientes têm doença “sensível à platina” se o câncer de ovário retorna mais de seis meses após o término da última quimioterapia à base de platina.

O câncer de ovário está associado a elevadas concentrações do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína implicada no crescimento e na disseminação do tumor. Estudos mostram que, em mulheres com câncer de ovário, existe correlação entre as elevadas concentrações de VEGF, o agravamento da doença e um pior prognóstico. Avastin® (bevacizumabe) foi projetado para agir especificamente contra o VEGF. 

Sobre Avastin® (bevacizumabe): Em 2004, após ser aprovado pela primeira vez nos EUA para tratamento do câncer colorretal avançado, Avastin® (bevacizumabe) se tornou a primeira terapia antiangiogênica disponível em grande escala para tratamento de pacientes com câncer avançado. 

Hoje, Avastin® (bevacizumabe) continua transformando o tratamento do câncer, oferecendo benefícios comprovados em termos de sobrevida (sobrevida global e/ou sobrevida livre de progressão da doença) a pacientes com vários tipos de câncer. No Brasil, Avastin® (bevacizumabe) está aprovado para tratamento de estágios avançados de câncer colorretal, câncer de mama, câncer pulmonar de células não pequenas e câncer renal.  Na Europa, Avastin® (bevacizumabe) está aprovado para tratamento de estágios avançados de câncer colorretal, câncer de mama, câncer pulmonar de células não pequenas, câncer renal e câncer de ovário, e nos EUA, está disponível para tratamento de pacientes com câncer colorretal, câncer de pulmão de células não pequenas e câncer renal. Além disso, Avastin® (bevacizumabe) está aprovado nos EUA e em pelo menos outros 30 países para tratamento de pacientes com glioblastoma (um tipo de câncer do cérebro). Avastin® (bevacizumabe) está aprovado no Japão para tratamento de estágios avançados de câncer colorretal, câncer de mama e câncer de pulmão de células não pequenas.  Avastin® (bevacizumabe) é a única terapia antiangiogênese disponível para tratamento de diversos tipos de câncer avançado que, em conjunto, causam mais de 2,5 milhões de mortes todos os anos. 

Avastin® (bevacizumabe) tornou a terapia antiangiogênese um pilar fundamental do atual tratamento do câncer: mais de um milhão de pacientes já foram tratados com Avastin® (bevacizumabe). Um programa clínico abrangente, com mais de 500 estudos clínicos em andamento está investigando o uso de Avastin® (bevacizumabe) em mais de 50 tipos de tumor.

Sobre a Roche

Com sede em Basileia, na Suíça, a Roche é uma das líderes mundiais na pesquisa de produtos para a saúde, atuando fortemente e de modo combinado nas áreas farmacêutica e diagnóstica. A Roche é a maior empresa de biotecnologia do mundo, e tem medicamentos realmente diferenciados para as áreas de oncologia, virologia, inflamação, metabolismo e SNC. Além disso, a Roche é líder mundial em diagnóstico in vitro e no diagnóstico tecidual de câncer, e pioneira no tratamento do diabetes. A meta da estratégia de medicina personalizada da Roche é oferecer medicamentos e recursos para diagnóstico que possibilitem melhoras tangíveis na saúde, qualidade de vida e sobrevida dos pacientes. Em 2011, a Roche tinha mais de 80 mil funcionários em todo o mundo, e investiu mais de 8 bilhões de francos suíços em P&D. O Grupo registrou vendas de 42,5 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é uma subsidiária integral do Grupo Roche. A Roche tem participação majoritária na Chugai Pharmaceutical, do Japão. Mais informações: www.roche.com.

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