domingo, 11 de novembro de 2012

Contraceptivos com drospirenona aumentam risco de coágulos sanguíneos


As pílulas contraceptivas que contêm drospirenona aumentam o risco de formação de coágulos sanguíneos, sugere um estudo publicado na revista “Contraception”.
 
A drospirenona é uma versão sintética do hormônio feminino, progesterona, a qual também é conhecida por progestina. Nos últimos 10 anos a Food and Drug Administration (FDA) aprovou três novos contraceptivos hormonais combinados entre os quais o etinilestradiol /drospirenona (DRSP). Desde essa altura, vários estudos têm avaliado o risco de desenvolvimento de eventos trombóticos ou tromboembólicos resultantes destes fármacos. Este tipo de eventos têm também sido comparados com aqueles que ocorrem com a administração de contraceptivos hormonais combinados que contêm baixas doses de estrogênio e que já se encontram há bastante tempo no mercado.      
 
Contudo, os resultados obtidos têm sido um pouco contraditórios. O líder do estudo, Stephen Sidney, acrescentou que ainda não está claro o motivo destas discrepâncias, podendo estas ser causadas por metodologias ou populações alvo diferentes. Assim, tem-se instalado alguma confusão em torno da segurança destes novos fármacos, tanto entre as mulheres como entre os profissionais de saúde.
 
De forma a tentar clarificar este assunto, os investigadores do Kaiser Permanente Northern California Division of Research, nos EUA, contaram com a participação de 573.680 mulheres que tinham idades compreendidas entre 10 e os 55 anos. Todas as participantes tinham tomado pela primeira vez este tipo de fármacos, os contraceptivos hormonais combinados ou os contraceptivos hormonais combinados com baixas doses de estrogênio, durante o período de estudo que ocorreu entre 2001 a 2007.        
 
O estudo, financiado pela FDA, apurou que em comparação com a administração de contraceptivos hormonais combinados com baixas doses de estrogênio, a utilização de contraceptivos hormonais combinados que continham drospirenona estava associada a um risco 77% maior de hospitalização por eventos tromboembólicos venosos e a um risco duas vezes maior de eventos trombóticos arteriais.
 
Apesar da incidência dos eventos tromboembólicos venosos ser baixa, um número crescente de estudos indicam que há um risco aumentado deste tipo de eventos com a administração de drospirenona. Deste modo, este tipo de contraceptivos deverá ser utilizado com algum cuidado. Assim, os profissionais de saúde deverão ter em conta os riscos e os benefícios associados com a administração de contraceptivos que contêm drospirenona antes de os prescreverem, conclui Stephen Sidney.         

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