sábado, 10 de novembro de 2012

Mamografias poderão ser feitas com 25 vezes menos radiação


Polêmica das mamografias

mamografia tem sido alvo de polêmicas intensas entre os especialistas.
Enquanto as entidades médicas insistem no exame preventivo desde muito cedo, cientistas insistem cada vez mais que a preocupação de mulheres de baixo risco pode fazer mais mal do que bem.
Além do aumento dos falsos positivos de câncer de mama, os pesquisadores se preocupam com a dose de radiação a que as mulheres são expostas durante a mamografia.
Ao longo de anos, esses exames acabam aumentando o risco do câncer de mama porque a radiação é cumulativa no organismo.
radiação da mamografia é ainda mais preocupante para mulheres muito jovens.

Mamografia com menos radiação

A boa notícia que surge agora é que a mamografia poderá brevemente ser realizada com uma dose de radiação 25 vezes menor do que a usada atualmente.
Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu uma nova técnica para gerar imagens de raios X 3D da mama com uma dose de radiação que é muito mais baixa do que a utilizada para os exames 2D atuais.
Segundo a equipe, a nova técnica produz imagens de tomografia computadorizada tridimensional com uma resolução espacial de 2 a 3 vezes maior do que os exames atuais, mas com uma dose de radiação 25 vezes menor.
Yunzhe Zhao e seus colegas europeus e norte-americanos divulgaram o resultado do seu trabalho na última edição da revista científica Pnas.

Novo exame de mamografia

A equipe concorda que tanto os raios X quanto a tomografia computadorizada não podem ser usados rotineiramente para o diagnóstico do câncer de mama porque o risco de efeitos de longo prazo a órgãos sensíveis à radiação - como a mama - "é muito alto".
Eles resolveram o dilema entre a necessidade da prevenção e o risco do exame juntando três técnicas: raios X de alta energia, uma técnica de detecção chamada "imageamento por contraste de fase" e um algoritmo matemático para reconstruir imagens de tomografia a partir de dados de raios X.
Os tecidos são mais transparentes aos raios X de alta energia e, portanto, uma menor dose é depositada no tecido - uma redução por um fator de 6 na dose de radiação.
O imageamento por contraste de fase permite a produção de imagens usando menos raios X para se obter o mesmo contraste da imagem.
Finalmente, o novo algoritmo precisa de quatro vezes menos radiação para gerar a mesma qualidade de imagem.
A nova técnica está em testes e ainda depende de aprimoramentos e integração dos equipamentos e sistemas para estar disponível ao público.

Fonte: Diário da Saúde