quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Novo tipo de célula-tronco não gera tumores


Célula tipo tronco

Cientistas acreditam ter encontrado um novo tipo de célula similar às células-tronco, com propriedades que poderão facilitar a realização da tão sonhada medicina regenerativa.
Embora muito promissoras, as pesquisas com células-tronco têm sido causas de grandes decepções porque as células pluripotentes parecem perder-se no processo de diferenciação, gerando tumores.
Os cientistas agora descobriram que um tipo de célula-tronco produzida a partir células da pele humana não expressa os mesmos genes que as células-tronco embrionárias ou as células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs).

Medicina regenerativa

A diferença genética pode explicar porque o novo tipo de célula não gera tumores quando cresce em laboratório, como acontece com as demais células-tronco.
Em vez de se perder no processo de diferenciação, a cultura fica estável, produzindo apenas o tipo de célula esperada.
As novas células foram produzidas por cientistas da Universidade Georgetown (EUA), e os resultados estão no exemplar da revista científica Pnas.
"Este parece ser exatamente o tipo de célula que precisamos para tornar a medicina regenerativa uma realidade," disse o Dr. Richard Schlegel, coordenador da equipe que desenvolveu as novas células.

Células condicionalmente reprogramadas

O resultado é continuação de uma pesquisa anunciada há cerca de um ano, quando Schlegel e seus colegas desenvolveram uma técnica capaz de manter células de pacientes vivas em laboratório de forma indefinida.
A seguir eles descobriram que a adição de duas substâncias a essas células (um inibidor da cinase Rho e células de alimentação de fibroblastos) faz com que elas assumam uma estrutura similar à das células-tronco, que também permanecem vivas indefinidamente.
Quando as duas substâncias são retiradas, elas revertem de volta para o tipo de célula que eram originalmente, sem gerar tumores.
Os cientistas as chamam de células condicionalmente reprogramadas, ou CRCs (conditionally reprogrammed cells).
Sua grande vantagem é a chamada medicina personalizada, em que as células do próprio paciente podem ser usadas em um tratamento, evitando os riscos de rejeição.

Fonte: Diário da Saúde