domingo, 9 de dezembro de 2012

Cancro do estômago: como se dissemina?


Investigadores do Reino Unido descobriram que a produção de uma proteína que impede o crescimento e disseminação das células tumorais está ausente nos pacientes com cancro do estômago.
 
O cancro do estômago é a segunda causa de morte mais comum devido à malignidade. Contudo, este estudo realizado pelos investigadores da University of Liverpool, no Reino Unido, poderá contribuir para o desenvolvimento de futuras terapias para este tipo de cancro através da restauração das funções de uma proteína conhecida por TGFβig-h3.          
 
Os investigadores explicam que esta proteína é produzida pelos miofibroblastos, células estas que fazem parte do tecido de suporte que envolve as células cancerígenas. O ambiente dos miofibroblastos, vasos sanguíneos e outros tipos de células, permitem que o cancro sobreviva e pode representar cerca de 70 a 90% do total da massa tumoral.
 
Os miofibroblastos são células altamente móveis que produzem várias substâncias que modificam o comportamento das células cancerígenas através da alteração do seu ambiente, o que consequentemente conduz ao crescimento e disseminação do cancro. Neste estudo os investigadores verificaram que nos tumores dos pacientes com cancro do estômago avançado, os miofibroblastos produzem uma menor quantidade de TGFβig-h3, a qual em condições normais iria inibir o crescimento e disseminação da doença.
 
Uma das autoras do estudo, Andrea Varro, explicou que “esta proteína comporta-se habitualmente como uma âncora que liga as células às proteínas encontradas nas células cancerígenas restringido a sua proliferação às imediações onde elas cresceram. Isto permite direcionar os tratamentos para essas aéreas específicas. Contudo, em estádios mais avançados da doença, o efeito desta proteína está diminuído, aumentando assim o risco do cancro de disseminar para outras regiões do organismo.

O investigador espera que estes resultados ajudem no desenvolvimento de tratamentos que tenha por alvo a restauração das funções desta proteína, contribuindo assim para a recuperação dos pacientes afetados por esta doença fatal.
 
Estudo da University of Liverpool