sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Medicamento para diabetes pode atenuar sequelas de um AVC


Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, acreditam que a linagliptina, uma droga utilizada no tratamento do diabetes tipo 2, pode também ser uma forma eficaz de reduzir os danos causados por um derrame cerebral. Eles chegaram a essa conclusão após realizar testes com camundongos que foram induzidos a um derrame. Embora o estudo tenha observado esse efeito em animais diabéticos, que possuem maiores chances de sofrer o evento, os autores acreditam que os benefícios possam se estender a todos os grupos que têm alto risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

A pesquisa induziu camundongos a desenvolver diabetes tipo 2 dando aos animais uma alimentação rica em gordura durante 32 semanas. Nas sete semanas seguintes, parte dos camundongos foi submetida a um tratamento com linagliptina e a outra parte, a um tratamento com glimepirida, outra substância indicada para tratamento contra o diabetes. No meio desse processo de tratamento, os animais foram induzidos a um AVC.
Após comparar os quadros de saúde dos animais antes e depois do derrame cerebral, os pesquisadores observaram que a linagliptina é capaz de estimular uma neuroproteção e reduzir de forma significativa os danos de um AVC, independentemente do efeito do medicamento sobre os níveis de glicose no sangue. Esse efeito não foi observado com a glimepirida. Os autores concluíram, então, que a linagliptina pode ser um tratamento potencialmente eficaz para prevenir e tratar derrames em pacientes diabéticos.

CONHEÇA A PESQUISA
Título original: The DPP-4 Inhibitor Linagliptin Counteracts Stroke in the Normal and Diabetic Mouse Brain: A Comparison With Glimepiride
Onde foi divulgada: revista Diabetes
Quem fez: Vladimer Darsalia, Henrik Ortsäter, Anna Olverling, Emilia Darlöf, Petra Wolbert, Thomas Nyström, Thomas Klein, Åke Sjöholm e Cesare Patrone
Instituição: Instituto Karolinska, Suécia
Resultado: Camundongos diabéticos tratados com a droga linagliptina têm maior proteção dos neurônios e apresentam menores danos após um AVC do que animais com diabetes tipo 2 tratados com outro medicamento, a glimepirida

Fonte: Portal Veja.com