sábado, 29 de dezembro de 2012

Para especialistas, suplementos alimentares e vitaminas devem ser consumidos com orientação. A superdosagem pode ser pior do que a própria falta da substância


Os suplementos alimentares fornecem nutrientes, vitaminas e outras substâncias ao organismo em situações em que a alimentação não é capaz de suprir as necessidades de forma adequada. No entanto, os especialistas alertam: os efeitos da superdosagem de vitaminas podem ser piores que os da falta delas.
Os mais utilizados são os polivitamínicos que podem ser utilizados em dietas desequilibradas, em que há um baixo consumo de frutas, hortaliças, peixes e cereais integrais, para compensar a eventual carência de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais.

Outras aplicações

Não apenas os polivitamínicos são considerados suplementos alimentares. Entre os diversos tipos existentes, dra. Lilian Morimitsu, do Hospital Santa Cruz, cita os hipercalóricos (voltados para quem precisa ganhar peso), os proteicos (para aumento da massa muscular, muito populares nas academias), e os hormonais (para reposição hormonal e outras prescrições).
Por isso, também podem se beneficiar atletas profissionais e portadores de doenças crônicas que sofrem com a perda acentuada de peso e outras alterações, por exemplo.
Em geral, estes produtos são obtidos exclusivamente com receita médica. É o caso dos suplementos proteicos, que não podem ser vendidos livremente, como determinou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 1998.

Riscos ignorados

Embora benéficos, quando usados sem prescrição médica ou sem orientação profissional, os suplementos podem fazer mal à saúde.  De acordo com os especialistas, a superdosagem de vitaminas é pior do que a própria falta da substância, já que em quantidade exagerada, elas podem ser tóxicas e causar danos, como sangramentos e distúrbios neurológicos.

Interação com medicamentos

Também é preciso considerar a influência de outros medicamentos, doenças preexistentes e condições gerais de saúde. “Doses elevadas de vitamina E podem aumentar o risco de hemorragia em cardiopatas que utilizam anticoagulantes”, exemplifica dra. Lilian Morimitsu, do Hospital Santa Cruz.
“Outro grupo sujeito aos riscos, quando não há supervisão médica, é o de gestantes. O uso excessivo e indiscriminado de vitaminas C e E pode ser deletério”, afirma. Da mesma forma, os idosos também devem ser cuidadosos, uma vez que geralmente fazem uso de vários medicamentos e podem apresentar uma fragilidade maior em alguns órgãos, como fígado e rim.

Suplementação natural

Os especialistas são unânimes ao afirmar que todas as substâncias necessárias para a manutenção e funcionamento do organismo podem ser obtidas por meio das refeições, que, inclusive, representam uma fonte mais saudável. O mesmo vale para vegetarianos e indivíduos com restrições alimentares (intolerância à lactose e ao glúten, por exemplo).
•    Zinco: o mineral é um importante constituinte de enzimas antioxidantes, substâncias que atuam no cérebro e contribuem com a manutenção e melhora da função cognitiva.  Pode ser encontrado em carnes, ovos e peixes.
•    Magnésio: necessário para a composição de mais de 300 enzimas, o mineral auxilia na transmissão de impulsos nervosos e no estabelecimento de novas conexões pelos neurônios.  Tem potencial para melhorar a aprendizagem e a memória, segundo estudos preliminares. Frutas, legumes e verduras são algumas de suas fontes.
•    Coenzima Q10: aproximadamente 95% da energia total que o corpo precisa para realizar suas funções é ativada pela coenzima, que também possui função antioxidante.  Disponível em carnes, ovos e peixes.
•    Ômega-3: demonstrado por pesquisas clínicas, a ingestão regular destes ácidos graxos reduz os níveis de triglicérides no sangue e aumenta os níveis de HDL (colesterol bom). Encontrado em peixes e óleos de peixes de origem marinha.

Fonte: portal.crfsp.org.br -  (com informações UOL)