terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Brasileiros desenvolvem osso artificial em pó


Estrôncio e magnésio

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveram uma nova técnica para a produção de ossos artificiais em laboratório.
O físico José da Silva Rabelo Neto está aprimorando a adição de estrôncio e de magnésio em um pó sintético, semelhante à composição do osso humano.
O resultado é um "osso em pó" constituído por hidroxiapatita, um fosfato de cálcio que forma 70% dos ossos.
O trabalho foi apresentado no 9º Congresso Mundial de Biomateriais, realizado na China.

Osso artificial

Entre as vantagens do novo osso artificial estão a estimulação da densificação dos ossos e a redução da rejeição.
"Ele pode estimular a formação do osso natural na região em que for usado," destaca José, acrescentando que seu trabalho de desenvolvimento do osso sintético com adição de elementos químicos é pioneiro no Brasil.
Para a síntese dos ossos artificiais em laboratório são usadas soluções químicas sob parâmetros específicos e controlados.
"Chama-se de dopar o material", explica o pesquisador.
A incorporação do estrôncio aumenta a massa óssea, estimula a formação dos ossos e melhora as propriedades mecânicas do material.
O magnésio provoca mudanças nos cristais que formam o pó, deixando mais semelhante ao osso natural e diminuindo sua dissolução e fragilidade.

Osso em pó

Uma das aplicações do osso sintético em pó com adição das substâncias pode ser, por exemplo, recobrir próteses metálicas usadas em articulações, prevenindo a rejeição no corpo e melhorando a integração implante-osso.
Como o novo material melhora a densidade óssea, ele também tem potencial para auxiliar no controle da osteoporose.

Fonte: Diário da Saúde