terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Equipamento transporta pulmões "respirando" para transplante


Transporte de órgãos para transplante

Ainda é comum ver nos noticiários, médicos levando órgãos para transplante no interior de caixas refrigeradas.
Mas já existem tecnologias que permitem que os corações sejam transportados quentes e mesmo pulsando, o que melhora muito os prognósticos do transplante.
Agora isso passou a ser possível também para os pulmões, órgãos muito mais delicados e de transplante mais difícil.

Pulmão respirando fora do corpo

O primeiro teste de transplante de um "pulmão respirando" foi feito no final de Novembro no hospital da Universidade da Califórnia de Los Angeles (EUA).
O transplante envolveu um dispositivo inovador de preservação de órgãos, ainda em fase experimental, conhecido como o Sistema de Cuidados de Órgãos.
O aparelho mantém os pulmões do doador funcionando e "respirando" em um estado quase fisiológico mesmo fora do corpo, durante toda a etapa de transporte.
Para isso, o aparelho supre os pulmões com oxigênio e glóbulos vermelhos do sangue.
Hoje, os pulmões dos doadores são transportados inertes dentro de uma geladeira portátil.
"Os órgãos não foram criados para serem congelados," disse o Dr. Abbas Ardehali, um dos idealizadores do aparelho.
"Os pulmões são muito sensíveis e podem ser danificados facilmente durante o processo de doação," completou.

Doadores de pulmões

De acordo com o médico, a tecnologia pode ajudar as equipes de transplante a avaliar melhor os pulmões dos doadores, já que os órgãos podem ser testados no próprio aparelho ao longo de um período mais longo.
Além disso, ele pode ajudar a expandir a quantidade de doadores, permitindo que os pulmões sejam transportados com segurança por distâncias maiores.
O paciente, de 57 anos de idade, que sofria de fibrose pulmonar - uma doença na qual os sacos de ar dos pulmões são gradualmente substituídos por tecido cicatricial - recebeu dois pulmões novos e está se recuperando da cirurgia de sete horas.
Com a publicação dos resultados do teste do aparelho, os médicos esperam obter autorização para sua comercialização.

Fonte: Diário da Saúde