sábado, 19 de janeiro de 2013

Mulheres devem esperar um ano para engravidar após cirurgia bariátrica


Gravidez e cirurgia bariátrica                

Mulheres submetidas a cirurgia para perda de peso devem esperar pelo menos 12 meses antes de tentar ter um bebê.
Além disso, elas precisam de informações detalhadas e aconselhamento sobre questões reprodutivas.
A recomendação foi feita por especialistas que revisaram casos documentados em artigos científicos sobre o assunto.
O levantamento focou-se na segurança, vantagens e limitações da cirurgia bariátrica envolvendo as pacientes antes, durante e após a gravidez.
Os especialistas disseram-se preocupados com a crescente associação entre gravidez e cirurgia bariátrica na medida que a obesidade já atinge 24,2% das mulheres em idade reprodutiva, número que deverá chegar a 28,3% em 2015.

Melhor que obesidade

A obesidade aumenta o risco de complicações obstétricas.
Assim, a gravidez após a cirurgia bariátrica é mais segura do que a gravidez de mulheres com obesidade mórbida, afirma o estudo.
Um estudo anterior, abordando a gravidez após a cirurgia de redução do estômago, mostrou que 79,2% das participantes não apresentaram nenhuma complicação durante a gravidez, ainda que 20,8% dos "outros casos" seja um número elevado.
De fato, pode haver complicações durante a gravidez após a cirurgia bariátrica.
Outro estudo documentou a ocorrência de deslizamento e migração da banda gástrica, o que resulta em vômitos severos - o vazamento da banda foi relatado em 24% das gestações.

Informações sobre os riscos

Com base em todas as evidências, os especialistas recomendam que as pacientes não devem engravidar pelo menos por 12 meses após a cirurgia bariátrica.
"A gravidez após a cirurgia bariátrica é mais segura do que a gravidez em mulheres com obesidade mórbida. As mulheres que fizeram cirurgia bariátrica geralmente toleram bem a gravidez. No entanto, há riscos envolvidos e as pacientes devem estar bem informadas," disse o Dr. Jason Waugh, responsável pela publicação do estudo.

Fonte: Diário da Saúde