quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Publicada lista de 10 produtos químicos suspeitos de causar autismo


Químicos tóxicos suspeitos

Um grupo internacional de cientistas divulgou um manifesto pedindo mais pesquisas para identificar as possíveis causas ambientais do autismo e outras desordens do desenvolvimento neurológico em crianças.
O documento também apresenta uma lista de 10 produtos químicos suspeitos, aqueles que são considerados altamente susceptíveis de contribuir para essas condições.
O documento foi publicado juntamente com quatro artigos científicos - cada um sugerindo uma ligação entre produtos químicos tóxicos e autismo - na revista científica Environmental Health Perspectives

Causas ambientais das desordens neurológicas

A Academia Nacional de Ciências dos EUA afirma que 3% de todos os transtornos neurocomportamentais em crianças, incluindo o transtorno do espectro do autismo (ASD) e déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), são causados por substâncias tóxicas no meio ambiente, e que outros 25% são causados por interações entre fatores ambientais e genéticos.
Mas as causas ambientais e seus mecanismos de ação no organismo ainda não são conhecidos.
Os pesquisadores elaboraram uma lista de 10 produtos químicos encontrados em produtos de consumo que são suspeitos de contribuir para a deficiência do autismo e de aprendizagem, de forma a orientar uma estratégia de pesquisas para descobrir causas ambientais potencialmente evitáveis.

Produtos químicos suspeitos

Os dez produtos químicos são:
1. Chumbo
2. Metilmercúrio
3. PCBs - Bifenilas Policloradas
4. Inseticidas ou pesticidas organofosforados
5. Inseticidas ou pesticidas organoclorados
6. Desreguladores endócrinos
7. Gases do escapamento de automóveis
8. Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos
9. Antichamas bromados
10. Compostos perfluorados

O primeiro dos quatro artigos, escrito por uma equipe da Universidade de Wisconsin, encontrou indícios que ligam fumar durante a gravidez com a desordem de Asperger e outras formas de autismo de alto grau.
Dois artigos, escritos por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Davis, mostram que os PCBs (bifenilas policloradas) atrapalham as primeiras etapas do desenvolvimento cerebral.
O último artigo, da mesma universidade, sugere uma ligação entre a exposição a pesticidas e o autismo.

Fonte: Diário da Saúde