sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Plantas podem ajudar a extinguir mosquito da dengue

Uma investigadora da Universidade de Coimbra (UC) descobriu um conjunto de plantas com capacidades inseticidas e repelentes que podem ajudar a extinguir o mosquito que transmite o vírus da dengue.  

Ângela Pizarro, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, revelou que são “espontâneas ou cultivadas em Portugal, assim como por toda a Europa,” podendo ser uma ajuda, num momento em que “o mosquito está a disseminar-se e a tornar-se resistente aos métodos da sua eliminação e repelência”. 
 
Para a Farmacêutica, a particularidade destas plantas é o fato de serem aromáticas e de possuírem poderosos óleos essenciais, tais como as espécies de Mentha, Eucalyptus e Glycyrrhiza glabra (alcaçuz), que perturbam o processo normal da transmissão da doença, atuando desde a eliminação do mosquito (inseticida) até à prevenção da picada (repelente).          
 
A dengue é uma doença infecciosa, que para existir precisa do “transmissor (mosquito), da vítima (homem ou animal) e da via de transmissão (subcutânea), recordou a investigadora. 
 
Assim, para se combater uma doença infecciosa, tem de atuar em um ou nos três elementos, sendo que é na prevenção que Ângela Pizarro considera poder utilizar a sua descoberta. 
 
O objetivo deste estudo foi explorar as ferramentas que existem para aperfeiçoar a estratégia de prevenção: eliminação do habitat do mosquito, educação das pessoas, eliminação do mosquito, com inseticidas de origem natural à base de plantas, e o evitar da picada, com repelentes de origem natural à base de plantas com poderosos óleos essenciais, adiantou a investigadora.
 
Neste sentido, não se trata de uma efetiva cura, mas sim de uma prevenção, que desencadeará a extinção do mosquito, porque ele necessita do sangue humano e animal para sobreviver e para se reproduzir.   
 
Ângela Pizarro considerou também que a indústria farmacêutica teria muito a ganhar com esta alternativa, na medida em que há rentabilização quer do meio ambiente quer dos gastos em saúde.

Estudo da Universidade de Coimbra - ALERT Life Sciences Computing, S.A.