segunda-feira, 17 de junho de 2013

Pesquisas propõem 'coquetel' de imunoterapia contra melanoma avançado

Estudos apresentados no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em Chicago (EUA), apresentou um novo tratamento dos casos avançados de melanoma (tipo mais perigoso de câncer de pele). 

Apesar de os estudos estarem em fases iniciais, os resultados confirmam a eficácia da imunoterapia (tratamento que estimula o sistema imune a atacar o tumor) contra o melanoma. 

A estratégia explorada pelos pesquisadores é a combinação do imunoterápico ipilimumabe com outros medicamentos para potencializar os benefícios. Esse medicamento, aprovado no Brasil no ano passado, foi o primeiro a aumentar a sobrevida de pacientes com melanoma avançado, e seu alvo é uma proteína que mantém os linfócitos T inativos, o que, por sua vez, provoca uma reação do sistema imune contra o câncer.

Um dos estudos apresentados na conferência mostrou que o uso do ipilimumabe com outro medicamento (nivolumabe, ainda não aprovada no país) é seguro e levou a uma regressão rápida do tumor. O trabalho, de autoria de pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center e da Universidade Yale, foi publicado no periódico médico "New England Journal of Medicine". 

O tratamento combinado foi testado em 53 pacientes. Entre os que receberam as doses máximas das drogas, 53% responderam ao tratamento, todos com redução de 80% ou mais do tumor. 

Outro estudo apresentado na conferência mostrou que a combinação de um medicamento usado para aumentar a produção de glóbulos brancos após tratamento com quimioterapia ou transplante de medula ao ipilimumabe não só aumentou a sobrevida dos pacientes como diminuiu os efeitos colaterais do imunoterápico. 

A pesquisa envolveu 245 pacientes com melanoma metastático acompanhados por 13 meses.

Os pesquisadores, do Instituto de Câncer Dana-Farber, em Boston, observaram que quem recebeu a combinação de medicamentos tinha um risco 35% menor de morte do que quem tomou apenas o ipilimumabe. As taxas de redução do tumor foram similares nos dois grupos, mas a média de sobrevida foi maior entre os que receberam os dois medicamentos (17,5 meses contra 12,7 meses, em média).

Fonte: Assessoria de Comunicação CRF-SP (Fonte: Folha de S.Paulo)