segunda-feira, 17 de junho de 2013

Reiki utilizado cada vez mais em doentes oncológicos

Os doentes oncológicos em Portugal estão a ser cada vez mais submetidos à terapia reiki que os ajuda a reduzir os sintomas da quimioterapia e a relaxar, segundo médicos e terapeutas.

A notícia avançada pela agência Lusa refere que no Hospital de São João, no Porto, o Conselho de Administração autorizou já a aplicação de terapia reiki aos doentes oncológicos em ambulatório, sendo aplicada por enfermeiros com formação naquela terapia alternativa e em regime de voluntariado.

Segundo a Associação Portuguesa de Reiki, esta é uma terapia japonesa que consiste em canalizar a energia colocando as mãos em cima do corpo e pretende promover o equilíbrio global.

A médica oncologista Fátima Ferreira explicou à agência Lusa que os doentes em quimioterapia submetidos ao reiki dizem conseguir aguentar melhor os efeitos secundários, como náuseas e vômitos, e acabam por sentir-se mais relaxados, aceitando melhor a sua doença.

“Tem sido uma ajuda muito positiva para os nossos doentes. Mas isto não vai substituir qualquer tratamento de quimioterapia ou radioterapia, nem é esse o objetivo. Funciona como um complemento, como uma ajuda psicológica”, disse médica.

No Hospital de São João este projeto foi impulsionado pela Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma, com base numa investigação realizada por uma enfermeira naquela unidade que demonstrou os benefícios do reiki para os doentes com cancro. A terapia é disponibilizada, em regime de voluntariado, por enfermeiros do hospital com formação em reiki e não é fornecida pelo Serviço Nacional de Saúde.

Este projeto, que começou no ano passado, dirige-se sobretudo para os doentes oncológicos em ambulatório, mas tem sido também aplicado a pacientes em internamento.

Sonia Gomes, da Associação Portuguesa de Reiki, diz que existem diversos estudos científicos internacionais que “comprovam que a terapia reiki ajuda o processo de desintoxicação do organismo após a quimioterapia”.

Ainda não há dados sobre quantos doentes oncológicos em Portugal se submeteram a esta terapia complementar, mas Sonia Gomes dá conta de que têm sido assinados protocolos de colaboração com várias associações de doentes.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.