quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Fones de ouvido e música alta fazem jovens perder audição cada vez mais cedo, diz especialista

Estudos elaborados por universidades de todo o mundo mostram que a perda de audição tem se tornado cada vez mais comum entre a população jovem. A causa? A poluição sonora das ruas, as vozes e ruídos intensos no trabalho e o mais prejudicial e perigoso: o som alto que sai dos fones de ouvido conectados ao iPod ou aparelho MP3. 

De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital Federal da Lagoa/RJ, Leopoldo Simões, nossos ouvidos são capazes de tolerar, sem danos, no máximo 80 decibéis por até oito horas diárias.  “Ouvir musica com volume muito alto pode ocasionar perda auditiva em virtude de lesão das células responsáveis pela audição localizadas na orelha interna. Com o fone é ainda pior, pois a fonte sonora está mais próxima à parte interior, ao passo que o som ambiente pode se dissipar”, afirma.

Simões diz que a perda auditiva gradual é comum a partir da terceira e quarta décadas da vida, tanto por fatores genéticos quanto ambientais. Com o abuso de tecnologias sonoras, os jovens acabam acelerando esse processo. Em alguns casos, o prejuízo não pode ser recuperado. “A perda de audição pode ser reversível dependendo da causa. O reestabelecimento visa substituir a função  da estrutura acometida, fazendo com que a onda sonora seja transformada em onda elétrica até sua chegada ao córtex cerebral, onde teremos consciência do  som  captado no  ambiente”, explica o médico.

Sejam jovens ou com mais idade, todas as pessoas que trabalham com fones de ouvido – como os atendentes de telemarketing e recepcionistas – devem ficar atentas à saúde auditiva. “Eles  devem fazer rodízio de  orelha  a  cada  45 minutos  ou  hora  de  trabalho, para  descanso alternado.” Também é importante fazer exames de audiometria a cada seis meses ou anualmente, de acordo com o caso, e evitar ambientes com ruídos intensos.

O médico afirma ainda que é comum não perceber a perda de audição imediatamente e que muitas pessoas só descobrem o prejuízo auditivo quando o quadro está mais agravado. “Normalmente quem está começando a perder a audição não se queixa. Mas à medida em que o déficit aumenta, o indivíduo começa a reclamar que as pessoas estão falando baixo e que não consegue entender o que os outros falam. Na realidade, é a audição dele que já está em perda, pelo menos moderada.”. Ao perceber qualquer alteração no ouvido ou na audição, é imprescindível buscar ajuda de um otorrinolaringologista.

Fonte: Agência Saúde

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