quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Hipocondria: Quando a preocupação com a saúde vira doença

O hipocondríaco acha que tem um problema de saúde grave, mas nenhuma doença é detectada

“Sinto várias dores pelo corpo e muitas vezes acho que estão ligadas a alguma doença grave. Por isso, já me consultei com diversos médicos”. Esse é o depoimento da servidora pública Luana Rodrigues, 25 anos. Ela sofre de um transtorno psicológico conhecido como hipocondria.

Uma pessoa é considerada hipocondríaca quando acha que tem um problema de saúde grave, procura atendimento médico, mas é detectado que não há nenhuma doença.

De acordo com o psiquiatra Álcio Braz, a doença é tratada como um distúrbio psíquico caracterizado também pela procura de diversos especialistas e a não-detecção de doenças no organismo. “Muitas vezes, o paciente já consultou outros médicos e realizou exames, mas não teve nenhum diagnóstico definido. Ele é encaminhado ao psiquiatra, o que deixa a pessoa nervosa por achar que não é levada a sério”, explica Braz.

Normalmente associada a sintomas depressivos, os hipocondríacos nem sempre são pessoas viciadas em medicamentos e automedicação. O médico explica que a doença é caracterizada também quando o paciente é sugestionado. “A pessoa descobre ter um caso de câncer na família e a partir daí, qualquer sintoma que ela tenha, por exemplo, emagrecimento, ela já acha que também está com câncer”, comenta o psiquiatra.

Existem também casos onde os pacientes não aceitam tratamento medicamentoso, por acharem que determinado medicamento poderá fazer mal à sua saúde e piorar a sua enfermidade.

Tratamento 

O tratamento básico para a hipocondria é a psicoterapia. Segundo o Álcio Braz, além do tratamento farmacológico, é necessário que a pessoa entenda que é possível reconhecer e separar seus problemas e dificuldades do que realmente é uma doença que está afetando-a fisicamente. Ele explica que em casos onde a hipocondria é associada à depressão, também são utilizados antidepressivos ou medicamentos para ansiedade.

Luana Rodrigues passou por vários médicos e unidades de saúde, até ser diagnostica. “Depois de alguns especialistas, fui encaminhada para um psiquiatra, que sugeriu que eu fosse hipocondríaca, por conta das minhas dores e de sintomas depressivos”, conta a servidora pública, que fez tratamento psicoterapeuta e hoje afirma estar bem melhor.

Como em todos os problemas que envolvem a parte psicológica do ser humano, as atividades físicas são importantes para o sucesso do tratamento. “Mudanças de hábitos alimentares, disciplina de horários para comer, para fazer exercícios, para lazer e para dormir são atitudes que podem fazer diferença”, afirma o médico.

Fonte: Blog da Saúde

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