terça-feira, 3 de março de 2015

Dor oncológica: frutos vermelhos e peixes gordos podem ajudar

A dor dos doentes oncológicos ou com doenças neuromusculares pode ser aliviada através do consumo de frutos vermelhos e de peixes gordos, como a cavala, o salmão e a sardinha, que têm propriedades anti-inflamatórias.

Os frutos vermelhos e os peixes gordos, como a cavala, o salmão e a sardinha, têm propriedades anti-inflamatórias que “podem aliviar em muito” a dor dos doentes oncológicos ou com doenças neuromusculares, disse à Lusa a dietista Carla Santos.

“É importante a pessoa perceber como a alimentação pode ter um alívio muito importante na dor”, disse à agência Lusa a dietista Carla Santos.

A dietista do Hospital Garcia de Orta, em Almada, explicou que há alimentos que, além de minimizarem a dor, ajudam a “aliviar a inflamação, drenar líquidos em excesso ou, em associação, perder peso”.
Mas seja para a disfagia, que pode ser oncológica, mecânica ou neurológica, seja para a obesidade, “a alimentação tem de ser sempre apelativa para que seja procurada pelo utente”, sublinhou.

Beatriz Craveiro Lopes, da direção da Astor e diretora da Unidade de Dor do Hospital Garcia de Orta, acrescentou que estes alimentos “são uma arma terapêutica para ajudar os doentes”. 

“O que se bebe e o que se come tem repercussões na saúde das pessoas”, podendo influenciar para melhor ou para pior o estado da sua doença, “porque há alimentos que podem interferir com a medicação”, explicou à agência Lusa Beatriz Craveiro Lopes.

A especialista deu como exemplo o caso das pessoas que têm dificuldade em engolir, porque têm uma doença neuromuscular, um cancro do esôfago, da laringe, ou problemas na região do pescoço e não podem comer qualquer alimento, sobretudo os sólidos. Nestes casos é importante saber os alimentos que deve escolher e como os confeccionar para ultrapassar essa dificuldade, explicou Beatriz Craveiro Lopes.

A especialista adiantou que os profissionais de saúde e a população já “estão muitos atentos” à questão dos cuidados com a alimentação, mas, em relação à importância da alimentação no alívio da dor ainda se está “muito longe do que é desejável”.

Foto: www.weblaranja.com

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