terça-feira, 3 de março de 2015

SEPSE – Dificuldade de identificação precoce e tratamento correto

De acordo com o Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS), a Sepse é um conjunto de manifestações graves no corpo produzidas por uma infecção. Também conhecida como infecção no sangue ou infecção generalizada, tem como consequência a popular falência múltipla dos órgãos.

É comum nos hospitais brasileiros o uso dessa terminologia e, a falta de esclarecimento costuma trazer pânico para os pacientes, acompanhantes e familiares.

Não é de hoje que devido aos elevados custos e altas taxas de mortalidade e internações em Unidades de Terapia Intensiva, o mundo trabalha o combate à SEPSE, e de acordo com os números publicados pelo próprio ILAS, podemos ver que nos hospitais brasileiros existe uma diferença nos resultados quando comparamos hospitais públicos e privados.

Mais do que saber combater a SEPSE, é necessário que saibamos identificar precocemente esta condição em que o paciente possa se encontrar, ou ainda saber identificar sinais de deterioração clínica que possa sugerir um quadro evolutivo para SEPSE.

Temos como complicação ainda a Sepse Grave e o Choque Séptico e em ambos os casos as consequências e condições clínicas dos pacientes podem ser mais comprometedoras, requerendo maiores cuidados e intervenções como por exemplo, o uso de drogas vasoativas ou ainda a exposição a procedimentos invasivos como uma intubação.

Fato é que, apesar de estar bem descrito as orientações de como gerenciar, prevenir e antever estados mais críticos referente a SEPSE, as instituições de saúde ainda tem muitas dificuldades em implantar, gerenciar e analisar de forma consistente seus principais marcadores dentre eles:

• Reposição volêmica em até 60 minutos e na quantidade certa
• Resultado do exame de lactato em até 30 minutos para a tomada de decisão
• Antibiótico adequado ao foco em até 60 minutos
Já pudemos identificar que existem trabalhos que questionam estes marcadores. Será que a adesão ao pacote realmente traz resultados, mas até o momento é este o guideline que grande parte das instituições seguem. 

Precisamos garantir a adesão aos marcadores propostos, medir as complicações e gerenciar e analisar os resultados para que assim possamos assegurar a efetividade destas recomendações.

Foto: www.curtindoamedicina.com.br

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