terça-feira, 3 de março de 2015

Tecnologias que podem mudar o rumo do câncer

Com a mudança no perfil demográfico brasileiro e as mudanças de hábito da população, vemos maiores fatores de risco e uma mudança no perfil epidemiológico da população, em que as doenças crônicas apresentam um aumento e as infectocontagiosas diminuem em grau de incidência.

Neste contexto, podemos pensar que empresas e governos estão unindo esforços para o desenvolvimento de tecnologias e ações que diminuam a incidência desta doença e aumentem a qualidade de vida dos indivíduos, portadores ou não.

O Google é uma dessas empresas que pretende diagnosticar o câncer em estágios mais precoces. A empresa está trabalhando em uma tecnologia que combina a detecção de nanopartículas, que entraria no sistema sanguíneo do paciente através de uma pílula e de um sensor alocado no punho do indivíduo. A ideia é identificar pequenas mudanças na bioquímica da pessoa que poderia indicar um aviso do corpo para a presença da doença.

Sabemos que o diagnóstico precoce pode mudar o rumo da doença e muitos tecidos saudáveis apresentam diferenças quando comparados a um tecido cancerígeno. A intenção, então, é monitorar constantemente o sistema sanguíneo para encontrar marcadores do câncer e permitir o diagnóstico antes do aparecimento dos sintomas. O projeto está sendo conduzido pelo Google X, dedicado a investigar inovações potencialmente revolucionárias.

Algumas instituições de pesquisa têm entrado também na área da inovação em busca de soluções para a doença. É o caso do Cancer Research Technology, do Reino Unido, que está envolvido no surgimento de mais de 25 startups da área e acredita que a inovação e a criação de startups podem ser as respostas para vários dos gaps que temos no sistema de saúde, possibilitando desde diagnóstico precoce até boas opções de reabilitação.

Uma delas, a Acublate, trabalhou com o desenvolvimento de um ultrassom focado em alta intensidade que trata diversos tipos de tumor, configurando um tipo não-invasivo de cirurgia com energia ultrassom para aquecer e destruir tumores enquanto deixa o tecido saudável ao redor intacto. Outra, a Infermed, lida com software e serviços que oferecem soluções para gestão de dados para a melhoria dos resultados do tratamento.

Outras startups que têm lidado com a doença são a Foundation Medicine e a Blueprint Medicines. A primeira delas trabalha com uma ideia de simplificar a natureza completa da genômica do câncer, trazendo ciência e tecnologia de ponta para rotina do cuidado. Em poucos anos, eles conseguiram uma gama de ferramentas que empoderam o trabalho dos pesquisadores da área.

A segunda, Blueprint, é uma empresa focada no paciente, que produz inibidores de quinase para alguns tipos de câncer. A empresa trabalha com uma grande base de dados e soluções de genômica que permitem a construção de compostos voltados para tipos específicos de câncer.

Desde prevenção, passando por diagnóstico precoce e tratamento de casos complexos, várias startups de saúde e instituições consolidadas estão realizando um trabalho para que o câncer se torne “somente” uma doença crônica, que não signifique uma sentença de morte, como acontece com muitos casos, principalmente se diagnosticados tardiamente.

Fonte: Empreender Saúde
Foto: www.bizjournals.com

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