domingo, 19 de abril de 2015

Meditação melhora sono e fadiga diurna

Medicamentos para dormir vêm normalmente acompanhados pelos pesadelos dos efeitos colaterais e, em alguns casos, até mesmo da dependência química.

Por isso, médicos e pesquisadores procuram por terapias alternativas que possam ajudar as pessoas com problemas de sono a relaxar e a dormir bem sem depender dos medicamentos.

A equipe do Dr. David Black, da Escola de Medicina da Universidade do Sul da Califórnia, decidiu testar duas dessas terapias alternativas para ver qual delas produzia os melhores resultados justamente para os pacientes mais difíceis de tratar quando o assunto são os distúrbios de sono: os adultos mais velhos.

Higiene do sono e meditação

A conclusão é que os pacientes que sofrem distúrbios do sono obtiveram mais alívio usando um programa de meditação do que usando uma técnica conhecida como "higiene do sono", focada no desenvolvimento de hábitos que auxiliam a dormir bem.

Além disso, a melhoria da atenção e o focar a consciência no momento presente, sem julgamento e sem reagir aos pensamentos - o ensinamento básico da meditação conhecida como "mente alerta" - tem efeitos positivos não apenas sobre o sono, mas também ajuda a reduzir a fadiga diurna e a depressão, duas condições que muitas vezes resultam de noites mal dormidas.

O programa de higiene do sono, que proporciona estratégias como relaxamento antes de dormir, monitoramento do sono e não comer antes de ir para a cama, produziu resultados positivos, mas em menor intensidade do que a meditação.

Importância clínica da meditação

"Ficamos surpresos ao verificar que o efeito da meditação da mente alerta na qualidade do sono foi largamente acima e além do efeito do programa de educação para a higiene do sono," confessou o Dr. David.

"A meditação da mente alerta parece ter importância clínica, servindo para reduzir os problemas de sono entre a crescente população de idosos, e esse efeito sobre o sono parece se refletir na redução da fadiga durante o dia e dos sintomas de depressão," concluiu o pesquisador.

Fonte: Diário da Saúde 

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