segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ciência revela quais dietas são mais eficazes para perder peso

Para perder peso com o apoio da ciência, duas dietas podem ajudar: o programa de reeducação alimentar Vigilantes do Peso e o método americano Jenny Craig, que usa refeições pré-prontas. A conclusão é de uma revisão de estudos publicada no periódico Annals of Internal Medicine por uma equipe de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

O objetivo do estudo é entender e apontar soluções para os médicos que não sabem qual dieta receitar aos pacientes. Qual é a melhor opção para perder peso? Há alguma que demonstra evidências científicas de redução de medidas de maneira saudável? Para buscar respostas, os pesquisadores decidiram revisar os estudos sobre a eficácia de 11 métodos comerciais de emagrecimento. De acordo com os resultados, apenas dois têm a efetividade comprovada por estudos confiáveis. Os participantes que seguiram os Vigilantes do Peso por doze meses perderam quase 3% a mais do seu peso inicial do que aqueles que fizeram dieta por conta própria. Aqueles que aderiram ao método Jenny Craig perderam quase 5% a mais do que o grupo de controle.

“Métodos populares, como o plano alimentar Nutrisystem, exibem muitas promessas de perda de peso; no entanto, é preciso estudos de longo prazo para avaliar seus resultados”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Evidências científicas

É conhecida pelos médicos a falta de estudos confiáveis que comprovem a eficácia de dietas e programas de emagrecimento. Embora outros métodos analisados pela equipe de cientistas também tenham estudos que mostram que seus participantes emagreceram, o acompanhamento dos pacientes foi de, no máximo, seis meses. Isso faz com que não seja possível afirmar que as pessoas continuaram a emagrecer ou conseguiram manter os quilos perdidos. De acordo com o estudo, apenas o Vigilantes do Peso e o método Jenny Craig provaram, por meio do acompanhamento dos pacientes pelo período de um ano, que o método utilizado realmente ajudou a perder peso e mantê-lo.

Os pesquisadores afirmam que, mesmo que a perda de peso apresentada pelos dois programas pareça modesta e até mesmo decepcionante para os consumidores, conseguir manter o novo peso é um importante passo em direção a uma dieta saudável.

“Mesmo essa pequena quantidade pode ajudar a reduzir o açúcar no sangue, melhorar o colesterol, reduzir a pressão arterial e até evitar outras condições, como diabetes”, afirma a médica Kimberly Gudzune, líder do estudo. Além disso, é importante lembrar que a dieta escolhida precisa ser adequada ao estilo de vida e personalidade da pessoa, pois isso influencia diretamente nos resultados.

Métodos

Os Vigilantes do Peso faz parte da organização Weight Watchers, que surgiu nos Estados Unidos e ajuda as pessoas a perderem peso por meio de programas pagos de emagrecimento. Os participantes se inscrevem em um dos métodos disponíveis que consistem em reuniões de acompanhamento, sugestão de cardápios e receitas saudáveis com base no controle da quantidade de calorias consumidas diariamente.

O Jenny Craig é um método disponível apenas nos Estados Unidos no qual também é necessário se inscrever e pagar uma determinada quantia para participar. O programa pede ao participante que participe de reuniões com uma consultora para traçar uma estratégia de emagrecimento e depois escolha o cardápio, entre as opções disponíveis. Neste sistema, o participante recebe suas refeições pré-preparadas.

Obesidade

De acordo com um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, em 2013 50,8% dos brasileiros estavam acima do peso ideal – desses, 17,5% tinham obesidade. A pesquisa também mostrou que o excesso de peso é mais comum no sexo masculino: 54,7% dos homens estão acima do peso, contra 47,4% das mulheres. Já a taxa de obesidade é equivalente em ambos os sexos.

Outro estudo, o Global Burden of Disease Study 2013, concluiu que 1 entre 3 pessoas no mundo, ou 2,1 bilhões, estão acima do peso. Os Estados Unidos estão no topo do ranking, seguidos pela China, Índia, Rússia e Brasil.

Fonte: Veja

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