domingo, 10 de maio de 2015

Identificada proteína que trava inflamação

Uma equipe de investigadores identificou uma proteína que funciona como uma trava à inflamação, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para a inflamação severa associada a doenças autoimunes.

Descoberta por investigadores do Hospital de Investigação de Crianças St. Jude, nos EUA, a proteína conhecida como NLRP12 age sobre as células T limitando a produção de mensageiros químicos ou de citocinas que causam inflamação. 

As células T são glóbulos brancos especializados que eliminam agentes infecciosos específicos e outras ameaças. A deleção do gene Nlrp12 conduziu a um aumento da produção de citocinas nas células T. Ratinhos que receberam células T com um déficit da proteína NLRP12 desenvolveram sintomas mais graves de colite e de dermatite atópica.

Estes resultados sugerem que as mutações no gene NLRP12 causam doenças, o que não era certo até agora. “Perceber a forma precisa de funcionamento da NLRP12 nas células T irá ajudar a direcionar esforços para o desenvolvimento de tratamentos que melhorem sintomas através da melhoria da inflamação induzida pelas células T”, explica Thirumala-Devi Kanneganti, do Departamento de Imunologia daquele hospital e autor correspondente do estudo. 

A NLRP12 pertence a uma família de proteínas que trabalham com o sistema imunitário inato, a primeira linha de defesa do organismo, para ajudar as células a detectarem ameaças e a lançarem uma resposta inflamatória para as eliminarem. O sistema imunitário inato trabalha com as células T e outros componentes do sistema imunitário adaptativo na preservação da saúde.

Estudos anteriores demonstraram que dentro do sistema imunitário inato a NLRP12 funcionava com a via de sinalização NF-kB para travar a inflamação. Este estudo demonstrou que a NLRP12 serve a mesma função anti-inflamatória nas células T. Os investigadores demonstraram que a NLRP12 funciona através da via de sinalização NF-kB nas células T para regular a produção de interleucina (IL-4) e de outras citocinas. 

Thirumala-Devi Kanneganti conclui que “este estudo fornece a primeira evidência que a NLRP12 pode funcionar em células imunes adaptativas para regular a inflamação e exercer um impacto sobre problemas autoimunes”. O investigador acrescenta ainda que “isso é importante porque a inflamação excessiva desempenha um papel em muitas doenças humanas, incluindo o cancro”.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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