terça-feira, 23 de junho de 2015

Novos tratamentos podem prolongar saúde após câncer de mama

Dados apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), que ocorreu em Chicago, nos Estados Unidos, indicam que o palbociclib da Pfizer é muito eficaz no tratamento do câncer de mama.

O composto recebeu luz verde do regulador de saúde norte-americano (FDA) no início deste ano para tratar mulheres com a forma mais comum de cancro da mama avançado, conhecido como receptor de estrogênio positivo (ER +), receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2).

De acordo com os resultados de um ensaio clínico de fase III, o palbociclib, utilizado em combinação com um agente anti-estrogênio o Fulvestrant, duplicou o tempo de sobrevivência livre de progressão.

A combinação atrasou a progressão da doença para pouco mais de nove meses, em comparação com quase quatro meses em mulheres que tomavam apenas o Fulvestrant, de acordo com um estudo randomizado de 521 mulheres, a maioria dos quais estavam na pós-menopausa.

O palbociclib funciona bloqueando uma proteína-chave que alimenta o crescimento deste tipo de tumores da mama e os resultados francamente positivos levaram os investigadores a suspender antecipadamente o ensaio.

Nicholas Turner, líder da equipe do Instituto de Pesquisa em Câncer, no Reino Unido, explica que este "composto relativamente fácil de tomar pode atrasar substancialmente o ponto em que as mulheres precisam dar início à quimioterapia, assumindo-se como uma nova abordagem atrativa para o tratamento destas mulheres".

Foto: www.medscape.com

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