segunda-feira, 27 de julho de 2015

Antidiabético pode reduzir risco de doença de Parkinson

Um tipo de fármaco utilizado no tratamento da diabetes pode reduzir o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS Medicine”.

As glitazonas são um tipo de fármaco que ativam o receptor PPARγ, que pode ser encontrado nas células de diferentes órgãos. A ativação do receptor PPARγ pelas glitazonas conduz a redução da resistência a insulina, que tem sido útil no tratamento dos indivíduos com diabetes.

Apesar de os potenciais benefícios das glitazonas na doença de Parkinson terem sido previamente demonstrados em estudos in vivo e in vitro, os investigadores acreditam que este é o primeiro estudo que mostra a associação entre a toma de glitazonas e a incidência da doença de Parkinson.  

Para o estudo, os investigadores, liderados pelos investigadores da Escola de Medicina e Higiene Tropical de Londres, contaram com a participação de mais de 160 mil indivíduos com diabetes no Reino Unido. Foram utilizados os registros eletrônicos de saúde para associar 44.597 utilizadores de glitazonas a 120.273 indivíduos que tomavam outro tipo de antidiabéticos. Os pacientes foram acompanhados desde 1999, quando as glitazonas começaram a ser utilizadas no tratamento da diabetes, até 2013, de forma a determinar quantos tinham sido diagnosticados com doença de Parkinson durante aquele período.

O estudo apurou que havia uma redução de 28% na incidência da doença de Parkinson entre os pacientes que tomavam glitazonas (rosiglitazona ou pioglitazona), comparativamente com aqueles que tomavam outros tipos de antidiabéticos. Os fatores de risco associados à doença de Parkinson não tiveram impacto nos resultados.

“Ouvimos frequentemente falar dos efeitos secundários dos medicamentos, mas por vezes estes também podem ter efeitos benéficos inesperados”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Ian Douglas.

“Os nossos resultados sugerem que os tratamentos que ativam o receptor PPARγ da mesma forma que as glitazonas podem ser alvos promissores em estudos futuros. Apesar de o nosso estudo apenas ter analisado pessoas com diabetes, acreditamos que o efeito protetor das glitazonas também possa ser observado nos indivíduos sem diabetes”, conclui uma autora do estudo, Ruth Brauer.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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