domingo, 5 de julho de 2015

Chás podem ser benéficos à saúde, mas em excesso fazem mal

O chá é uma das bebidas mais antigas do mundo e, apesar da infusão de ervas ser usada há milênios, é preciso ter cuidado na hora do consumo. Enquanto muitos deles são benéficos à saúde, alguns podem desencadear efeitos colaterais. O alerta é da nutricionista e gerente de Nutrição do Hospital do Coração (HCor) de São Paulo, Rosana Perim. 

Chás estimulantes, que possuem cafeína, como o mate, preto, verde e branco, devem ser evitados por pessoas que sofrem de insônia e que tem hipertensão arterial e arritmia, por exemplo. "A cafeína é estimulante. Pessoas que têm gastrite também devem evitar o consumo deste tipo de chá", explica a nutricionista.

Ao mesmo tempo, o chá verde, preto e o branco, oferecem muitos benefícios como fortalecimento do sistema imunológico, diminuição do mau colesterol (LDL), controle da pressão arterial e prevenção de problemas cardiovasculares. Isso sem falar, claro, na capacidade de ativar o metabolismo e, com isso, ajudar no emagrecimento. "Esses chás têm propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que evitam formação de radicais livres e envelhecimento das células".

Quem está em busca de chás calmantes, deve apostar nos que não possuem cafeína e ajudam a relaxar, como os chá de camomila, hortelã, erva-doce e capim-cidreira, por exemplo. Os que buscam nos chás alívio para problemas digestivos devem apostar nas infusões de boldo e carqueja.

Apesar da extensa lista de propriedades favoráveis, não se deve ingerir chás indiscriminadamente. As plantas medicinais são como remédios e, dessa forma, têm indicações, contraindicações e efeitos colaterais. "Todo chá é diurético e, em excesso, pode fazer mal porque a urina é fonte excretora de resíduos, tanto os bons quanto os ruins", afirma Rosana.

Veja abaixo os benefícios de onze tipos de chás

- Chá Branco, Verde e Preto: São feitos a partir da mesma planta, a Camellia sinensis. Estudos sugerem que pode auxiliar na prevenção do câncer, ter efeito antienvelhecimento, na queima de gorduras, redução do colesterol ruim e no controle do diabetes tipo 2.
- Boldo (Peumus boldus molin): A infusão pode aliviar sintomas de mal estar estomacal e intestinal, vômitos, mal estar e cólicas abdominais. Outros benefícios são: a diminuição da azia e dos efeitos do excesso de bebida alcoólica.
- Chá Mate (Ilex paraguariensis): Podem auxiliar na diminuição da absorção do colesterol. Também pode auxiliar no combate ao envelhecimento precoce. Outro efeito é a redução média de 10% na glicemia, auxiliando o controle do diabetes.
- Camomila: planta medicinal da família das Arteraceas. Rica em flavonoides e cumarina, tem ação estimulante da cicatrização, anti-espasmódica e calmante. Pode ser indicada como coadjuvante no tratamento de Irritações de pele, resfriados, inflamações nasais, sinusites e cólicas.
- Erva-doce: Também conhecida como anis e funcho. Pode agir como estimulante das funções digestivas, promover o alivio de gases, auxiliar a normalização da circulação sanguínea e estimular o sistema respiratório.
- Capim Cidreira (Cymbopogon citratus): pode apresentar efeito calmante, ação analgésica, diurético e no controle dos gases gastrointestinais.
- Hortelã (Mentha piperita): acredita-se que o mentol em sua composição possa ter propriedades que ajudem no tratamento da síndrome do intestino irritável, náuseas e vômitos, diarreia, dor de cabeça, indigestão, mal hálito, controle de asma leve e estresse.
- Carqueja (Baccharis trimera): a tradição popular recomenda-a para combater problemas digestivos e hepáticos, como diurético, laxante e como auxiliar no emagrecimento e no controle da diabetes.
- Hibisco (Hibiscus sabdariffa L.): pode acelerar o metabolismo e, assim, estimular a queima de gordura corporal, além de evitar o aparecimento do diabetes de tipo 2 e diminuir os níveis de colesterol, triglicérides e a glicose na circulação sanguínea.

Preparo

Existem duas formas de preparar os chás: por infusão das folhas frescas ou com os saquinhos que trazem as folhas já secas e trituradas. O segundo, mesmo sendo menos saboroso e apresentando menos quantidade de nutrientes, é o mais indicado, uma vez que reduz também a possibilidade de intoxicação. "É preciso saber a procedência. Os que vendem normalmente no supermercado já passam por testes, há um cuidado a mais, mas é sempre bom ficar atento. Quem costuma pegar as plantas direto do solo, precisa ter atenção redobrada", alerta a nutricionista.

Na hora de adoçar a infusão, fica ao gosto de quem toma a bebida. "Se a pessoa tem alguma doença que não tolere o açúcar, como obesidade, por exemplo, deve tomar com adoçante. Quem preferir, também pode tomar sem adoçar".

Fonte: A Tribuna 
Foto: lilywell.com  

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