domingo, 5 de julho de 2015

Doenças da próstata: novo tratamento substitui cirurgia aberta

Os pacientes que sofrem de dificuldades urinárias por doença da próstata, como a hiperplasia benigna, estão a ser submetidos desde maio a um novo tratamento no Hospital Escola da Universidade Fernando Pessoa em Portugal.

De acordo com o urologista Fábio Almeida, o tratamento é feito através da cirurgia por vaporização anatômica, uma técnica minimamente invasiva em que a remoção do tecido prostático, que provoca obstrução da bexiga, é feita com um laser introduzido pela uretra.

“O laser já é usado há alguns anos, esta técnica cirúrgica é que é bastante recente e inovadora. Permite que de uma maneira simples e muito anatômica consigamos mimetizar o que se fazia antigamente com a cirurgia aberta, que é remover todo o tecido prostático que estava a mais - o chamado adenoma prostático - que cresce com o avançar da idade devido a muitos fatores”, referiu Fábio Almeida à agência Lusa.

O especialista adiantou ainda que o tratamento “permite a remoção do tecido sem praticamente perda de sangue nenhum, sem cicatrizes, porque a intervenção é feita de forma endoscópica através da uretra e permite operar o doente de manhã e a tarde dar-lhe alta, com a função urinária normalizada”.

“É uma inovação fantástica, porque os resultados são iguais ou melhores aos obtidos através da cirurgia aberta”, garantiu Fábio Almeida. 

A nova técnica, que foi desenvolvida por um médico espanhol, começou a ser utilizada em maio e já permitiu tratar três doentes, um dos quais com 90 anos, que “estava algaliado há praticamente três semanas e que teve uma recuperação fantástica, foi operado de manhã e a tarde foi embora, sem complicações”.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) é uma patologia ligada ao envelhecimento. Não sendo geralmente uma doença que coloque a vida em risco, manifesta-se clinicamente através de um conjunto de sintomas do aparelho urinário inferior que reduzem a qualidade de vida dos doentes. Tem implicações na vida dos homens a partir dos 45-50 anos, podendo causar sintomas significativos em até 30% dos homens com mais de 65 anos.

Foto: www.ptacs.pt


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