quinta-feira, 9 de julho de 2015

Estudo ACHEON revela impactos da dor relacionada ao câncer na qualidade de vida dos pacientes

A farmacêutica Mundipharma, empresa líder no tratamento da dor, apresentou os resultados de seu primeiro e maior estudo transversal sobre as perspectivas dos pacientes quanto ao tratamento da dor oncológica durante o 51º encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), que ocorreu de 29 de maio a 2 de junho em Chicago, Illinois.

O estudo, chamado ACHEON[[1]], foi apresentado em forma de pôster e reuniu os dados coletados com 1.190 pacientes de 10 países asiáticos. Os resultados apontam um impacto significativo da dor oncológica na qualidade de vida dos pacientes, afetando especialmente sua vida profissional e sua autoconfiança. A partir dessa análise, é possível comprovar a necessidade de desenvolver uma gestão mais eficaz da dor durante o tratamento oncológico, com práticas que devem reunir esforços, organizações institucionais, sociais e regulatórias. As análises do ACHEON também revelaram que:

92% dos pacientes relataram que a dor afetou negativamente suas atividades diárias.
 86% disseram a dor afetou seus padrões de sono. 
87% relataram impactos relevantes seus níveis de concentração e foco.
 70% dos pacientes empregados reforçaram os impactos da dor em seu desempenho no trabalho. 
67% sentiram uma dependência excessiva de outras pessoas. 

Elge Werneck Júnior, oncologista clínico e membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, alertou: “o impacto da dor em pacientes oncológicos merece atenção não só na Ásia, mas em todo o mundo. Especialmente em países como o Brasil, onde a questão da dor ainda é subdiagnosticada e subtratada”. O especialista reforça, ainda, a necessidade de um esforço conjunto para o tratamento da dor. “A dor relacionada ao câncer é uma condição complexa e debilitante que, além de impactar na vida pessoal do paciente e sua família, cria um ônus socioeconômico significativo. É fundamental que a dor passe a ser encarada como um problema e tratada como tal”, completa.

ACHEON ainda revelou que 53% dos pacientes entrevistados atribuíram sua dor ao câncer, enquanto 18% a relacionaram ao tratamento (quimioterapia ou radioterapia). Do total, 40% dos pacientes acreditaram que sua dor foi subtratada em algum momento, afetando negativamente o restante do tratamento.

Dentre os 1.059 pacientes que tiveram sua dor oncológica tratada, apenas 286 receberam opioides, que são altamente indicados nesse tipo de terapia. Mais de 80% dos entrevistados nunca foram encaminhados a uma clínica com foco em dor, metade dos pacientes tiveram sua dor avaliada de acordo com uma escala de intensidade e apenas 6% foram tratados por um especialista em dor. A multifatoriedade da dor oncológica dificulta seu diagnóstico etiológico. Entretanto, mesmo com essa dificuldade, é fundamental que a dor seja aliviada para proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente, resultando em uma maior adesão ao tratamento oncológico especifico.

Para Andrea Naves, oncologista e Diretora médica da Mundipharma, a ampliação do acesso aos tratamentos da dor oncológica tem início com a conscientização. ”Na Mundipharma, consideramos que também é nossa responsabilidade garantir que os pacientes tenham acesso aos tratamentos mais eficazes para a dor. Por isso, investimos continuamente em programas de educação de médicos e pacientes, fóruns regionais e outras ações que incentivem a discussão sobre o tema.

Outro estudo importante apresentado no ASCO mostrou resultados animadores que comprovam a utilização de Anamorelina para o tratamento de caquexia neoplásica em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas. A caquexia neoplásica é caracterizada por uma perda contínua de peso corporal e massa muscular magra, que leva à incapacidade funcional progressiva e que não pode ser totalmente revertida por suplementação.

Os estudos clínicos de fase III, batizados Romana 1 e Romana 2, analisaram pacientes durante 12 semanas contínuas de tratamento. Os resultados indicaram ganho de massa magra e aumento de força muscular, além de melhora da sensação de fadiga. Esses estudos colocam a Anamorelina em posição de destaque, como a única droga com real impacto na caquexia neoplásica desenvolvida nos últimos anos. De acordo com o Dr. Elge, “o desenvolvimento da Anamorelina demonstra a importância de se tratar um dos sintomas mais debilitantes do câncer, que é a caquexia neoplásica. Nesse momento, o paciente costuma estar bastante debilitado, o que impossibilita o tratamento quimioterápico tradicional. Por isso, mesmo sem demonstrar impacto na sobrevida dos pacientes, o uso da Anamorelina oferecerá outros ganhos”.

O estudo intitulado Romana 3, que irá analisar os índices de sobrevida global do tratamento com Anamorelina, já está em andamento e seus resultados devem ser apresentados em breve.

Fonte: Dikajob
Foto: www.unimedfesp.coop.br


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