segunda-feira, 27 de julho de 2015

Maconha pode ajudar no tratamento de ossos quebrados

Cientistas israelenses estão explorando novas aplicações para a maconha na medicina, e seus estudos apontam que um composto da planta ajuda a curar fraturas ósseas. A nova pesquisa, publicada no Journal of Bone and Mineral Research (Jornal de Pesquisa Mineral e Óssea), revelou que os ossos quebrados curam mais rápido e ficam mais fortes quando o paciente recebe o composto não-psicoativo canabidiol, ou CBD.

“Descobrimos que o canabidiol por si só torna os ossos mais fortes durante a cicatrização, aumentando a maturação da matriz de colágeno, que fornece a base para a nova mineralização do tecido ósseo. Depois de ter sido tratado com o CBD, o osso quebrará com muito menos facilidade no futuro”, disse em um comunicado o doutor Yankel Gabet, um dos líderes da pesquisa no Laboratório de Pesquisa Óssea na Universidade de Tel Aviv.

Os cientistas administraram o CBD a um grupo de ratos com fraturas no meio do fêmur. Depois de apenas oito semanas, eles tiveram uma melhora acentuada nos ossos quebrados. Em outro grupo de ratos, eles injetaram uma mistura de CBD e THC, ingrediente psicoativo da maconha. Comparando os resultados, concluiu-se que o CBD sozinho era um tratamento eficaz.

Como explicam os pesquisadores, os seres humanos têm um sistema endocanabinóide natural, que regula uma série de processos fisiológicos, bem como o esqueleto. O cérebro humano e o corpo são, portanto, preparados para responder às substâncias canabinóides, mesmo aquelas que vêm de uma fonte externa, como a maconha.

Muitos estudos nos últimos anos têm demonstrado o potencial médico da maconha. Formas purificadas da cannabis já mostraram ser úteis para controlar os níveis de açúcar no sangue, por exemplo, e podem retardar a propagação do HIV. Outros pesquisadores sugerem que o CBD pode ser eficaz na redução da inflamação causada por esclerose múltipla e que a substância pode ajudar a parar o processo de metástase em muitos tipos de câncer agressivos, matar as células cancerosas em pessoas com leucemia e servir como um tratamento antipsicótico alternativo.

“O potencial clínico dos compostos feitos com canabinóides é simplesmente inegável”, afirmou o doutor Gabet no comunicado.

Fonte: Dikajob


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