segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Medicamento reduz em 80% o risco de amputação para pacientes com úlcera do pé diabético

Mais de 43 mil pacientes já estão sendo medicados com o Heberprot-B, uma nova droga criada em Cuba que promete reduzir em até 80% o risco de amputação dos pés de pacientes diabéticos, segundo as autoridades cubanas de saúde. De acordo com a Fundação Mundial de Diabetes, cerca de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem com a doença. E mais de metade dos pacientes não conseguem manter seus níveis de glicose sob controle, aumentando o risco de complicações, tais como cegueira, insuficiência renal e amputações.

A cada ano, entre 15% e 30% dos pacientes que apresentam úlcera do pé diabético (DFU) — uma ferida crônica no pé que ocorre em decorrência a uma complicação da doença — precisam amputar o membro inferior, geralmente afetado por infecção e gangrena.

O Heberprot-B é um medicamento injetável, criado no Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), em Havana, que começou a ser aplicado maciçamente no sistema de saúde cubano em 2007, como parte de um programa de assistência primária aos pacientes com úlcera diabética.

Durante 2015, o sistema de saúde cubano tem prestado assistência a 6.859 pacientes utilizando a nova droga, que é administrada por injeção intralesional para acelerar a cicatrização de úlceras profundas e complexas, tanto neuropáticas quanto isquêmicas. O tratamento é feito durante dois meses, com três aplicações semanais de injeção diretamente no local da ferida. Desde que o novo medicamento começou a ser utilizado em Cuba, os casos de amputação de pés de pacientes com úlceras diabéticas foram reduzidos em mais de 80%.

As úlceras diabéticas seguidas de amputação são complicações muito temidas pelos pacientes, já que mais de 50% dos doentes que sofrem com esse problema não costuma ter mais de cinco anos de vida. O Heberprot-P tem como ingrediente ativo o fator de crescimento humano recombinante, e a eficácia do produto foi demonstrada em um estudo com mais de 4 mil pacientes.

Fonte: O Globo


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