sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Morte silenciosa: insônia pode ter consequências graves, como derrame, infarto e hipertensão

A insônia é uma doença caracterizada pela dificuldade recorrente em dormir o suficiente para que seu corpo recupere as energias que precisa para se manter saudável. Se não tratado corretamente, o transtorno pode ocasionar complicações cardiovasculares, como diabetes, obesidade, maior risco de infarto agudo do miocárdio e arritmia cardíaca.

Após realizar uma polissonografia (exame utilizado para detectar alterações e distúrbios relacionados ao sono), Solange foi diagnosticada com apneia severa do sono, uma obstrução da respiração que faz com que a pessoa acorde várias vezes durante a noite e se sinta cansada com frequência.

— Comecei a dormir em cima do computador, no banheiro da empresa. Em um culto religioso, eu apaguei, não conseguia assistir nada. Começou a ficar muito esquisito, não conseguia mais prestar atenção nas coisas. Minha memória falhava demais, mas na época eu achava que era uma noite ou outra que eu não dormia. Eu levantava mais cansada do que quando tinha deitado.

Consequências graves 

Cardiologista especialista em medicina do sono, Glaucylara Geovanini explica que dormir pouco provoca alterações no coração e nos hormônios, o que faz com que aumente o risco de a pessoa desenvolver quadros de arritmia cardíaca e infarto agudo do miocárdio.

Dentre os principais grupos de risco sujeitos a desenvolver esse tipo de complicação se encontram as mulheres depois da menopausa, pessoas obesas e as que já tenham algum problema de saúde relacionado ao coração, como hipertensão. Glaucylara ressalta que o tratamento deve ser feito com o acompanhamento de um especialista — caso contrário, as consequências podem ser graves.
— A pessoa pode morrer pela insônia ao longo dos anos.

Felizmente, não foi o caso de Solange. Depois de anos de tratamentos ineficazes, ela encontrou a solução de seus problemas em um aparelho respiratório que usa todas as noites para dormir. Após um período de adaptação, Solange garante não ter sentido mais dificuldades para descansar. Hoje, ela trata o aparelho como seu “segundo marido”.
— Muitas pessoas não acreditam que (a insônia) seja uma coisa tão perigosa, mas é. Ela mata. As pessoas não dão a importância real de se dormir bem. Você vai se matando silenciosamente.

Fonte: R7



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