sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Por que os exames de herpes não funcionam na África?

HSV1 e HSV2

Dependendo da cepa, o vírus do herpes simplex (HSV) pode causar herpes labial - classicamente associado com o HSV1 - ou herpes genital - classicamente associado com o HSV2.

A segunda é claramente a mais grave das duas doenças, particularmente porque estudos mostram que o HSV2 torna seus portadores mais suscetíveis a contrair o HIV.

Atualmente, os exames para detectar o HSV são baseados na identificação de uma glicoproteína - uma molécula contendo um hidrato de carbono e uma proteína - presente no HSV1, que é comum em toda a população, e no HSV2, consideravelmente mais raro.

Contudo, embora o exame identifique as duas variantes com alta precisão nos Estados Unidos e na Europa, esforços associados com a epidemia de AIDS na África mostraram que o exame não funciona em grande parte do continente, justamente onde as taxas de HIV e HSV são mais elevadas.

Genética do vírus

No início das pesquisas, o HSV foi geneticamente sequenciado utilizando apenas cepas encontradas em pacientes europeus, e o teste de diagnóstico foi desenvolvido para identificar sequências de glicoproteína comuns a estas cepas.

O que se confirmou agora é que as glicoproteínas nos pacientes africanos são de fato diferentes. Além disso, em comparação com o HSV1, o HSV2 tem menos diversidade genética.

"Isso explica por que o exame de diagnóstico não funcionou na África," disse o professor Thomas Quinn, que realizou o estudo com seus colegas das universidades Johns Hopkins e Harvard.

A expectativa é que essa descoberta também torne mais efetivos os esforços em busca do desenvolvimento de uma vacina que proteja a população contra o vírus.

Fonte: Diário da Saúde 


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