domingo, 22 de novembro de 2015

Droga experimental apresenta efeitos antienvelhecimento

Droga antienvelhecimento

Uma droga experimental, ainda nos estágios iniciais de desenvolvimento, apresentou uma série inesperada de efeitos antienvelhecimento em animais de laboratório.

Embora estivesse sendo desenvolvida para tratar o Mal de Alzheimer, quando foi testada em camundongos que não são modelos para a doença ela resultou em melhor memória e cognição, vasos sanguíneos do cérebro mais saudáveis e outras características fisiológicas melhoradas.

"Nós não prevíamos esse tipo de efeito antienvelhecimento, mas a J147 fez os camundongos velhos se parecerem como se fossem mais jovens, com base em uma série de parâmetros fisiológicos," disse Antonio Currais, do Instituto Salk (EUA).

Outro efeito notável foi que o fármaco evitou o vazamento de sangue nos microvasculares no cérebro dos animais velhos. "Vasos sanguíneos danificados são uma característica comum de envelhecimento em geral e, na doença de Alzheimer, é frequentemente muito pior", disse Currais.

Nova tática contra o Alzheimer

Currais trabalha na equipe do professor David Schubert, que vem adotando uma tática diferente para tratar o Alzheimer - focar o processo de envelhecimento.

"Enquanto a maioria dos medicamentos desenvolvidos nos últimos 20 anos tem como alvo os depósitos de placas amiloides no cérebro, nenhuma têm-se mostrado eficaz no uso clínico," explica Schubert.

A J147 já havia se mostrado capaz de prevenir ou mesmo reverter a perda de memória do Alzheimer em camundongos com uma versão da forma hereditária da doença, mas esta forma compreende apenas cerca de 1% dos casos de Alzheimer. Para todos os outros, a idade avançada é o fator de risco primário, diz Schubert.

Assim, em vez de focar as amiloides beta, a equipe decidiu focar o principal fator de risco para a doença - a idade avançada. Eles sintetizaram a molécula J147 procurando nas células elementos tóxicos associados com o envelhecimento.

Ainda não há previsão de testes de toxicidade e eficácia do fármaco em humanos, o que poderá levar vários anos.

Com informações de Diário da Saúde 


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