domingo, 22 de novembro de 2015

Tatuagens eletrônicas ou curativos inteligentes a caminho das farmácias

Monitor de saúde

Um novo método de fabricação promete levar dos laboratórios para as fábricas - e de lá para as farmácias - curativos eletrônicos de baixo custo capazes de monitorar continuamente os sinais vitais do corpo.

Conhecidos como "tatuagens eletrônicas" ou "curativos inteligentes", esses dispositivos eletrônicos portáteis ultrafinos aderem à pele, podendo ser usados para monitorar a cicatrização de ferimentos, a saúde durante a gravidez ou ainda para acompanhamento do desempenho de atletas durante a prática esportiva.

Eles podem captar e transmitir sinais vitais do corpo humano, incluindo frequência cardíaca, nível de hidratação, movimento muscular, temperatura, atividade cerebral etc.

Tatuagens eletrônicas e curativos inteligentes

Embora funcionem bem em laboratório, o processo de produção desses protótipos até agora era demorado, caro e virtualmente manual, ou seja, incompatível com os processos industriais.

Produtos eletrônicos epidérmicos

Nanshu Lu e seus colegas da Universidade do Texas em Austin (EUA), desenvolveram agora uma técnica tipo "copiar e colar" que reduz o tempo de fabricação das tatuagens eletrônicas de vários dias para apenas 20 minutos.

"Se você puder fabricá-los de forma barata, digamos, por US$ 1, então mais pessoas serão capazes de usá-los com mais frequência. Isso abrirá as portas para uma série de aplicações médicas móveis e muito mais. Um dos aspectos mais atraentes dos produtos eletrônicos epidérmicos é que eles podem ser descartáveis," disse o professor Nanshu Lu.

Este é o primeiro processo a seco para produzir esses aparelhos eletrônicos, com a vantagem adicional de dispensar as salas limpas normalmente associadas à fabricação dos chips - o processo é similar à impressão 3D, mas funciona em larga escala e alta velocidade.

"Estamos trabalhando para adicionar mais tipos de sensores, incluindo para pressão arterial e monitores de saturação de oxigênio para o curativo de baixo custo," anunciou o pesquisador.

Com informações de Diário da Saúde 


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