sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Composto acelera cicatrização das feridas dos diabéticos

Investigadores franceses descobriram um composto que acelera a cicatrização das feridas dos diabéticos. O estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences” pode deste modo abrir a porta para novas estratégias de tratamento.

A razão pela qual as feridas diabéticas são resistentes à cura não é totalmente compreendida, e há agentes terapêuticos limitados que podem acelerar ou facilitar a sua cicatrização.

Os investigadores da Universidade de Notre Dame, em França, já tinham previamente identificado duas enzimas denominadas por metaloproteinases da matriz, a MMP-8 e a MMP-9, nas feridas de ratinhos diabéticos. Foi proposto que a MMP-8 poderia desempenhar um papel importante na resposta do organismo à cicatrização da ferida e que a MMP-9 estava envolvida na consequência patológica da doença e tinha efeitos prejudicais. Os investigadores utilizaram um inibidor da MMP-9, o ND-322, e verificaram que este acelerou o processo de cicatrização nos ratinhos diabéticos.

Neste estudo os investigadores descobriram um inibidor da MMP-9 ainda mais eficaz, o qual foi denominado por ND-336.

O estudo apurou que o ND-336 era um inibidor seis vezes mais potente que o ND-322 e que apresentava uma seletividade 50 vezes maior relativamente à inibição do MMP-9 do que relativamente à MMP-8. Pelo contrário, o ND-322 tinha uma seletividade três vezes maior relativamente à inibição do MMP-9 do que relativamente à MMP-8. 

Os investigadores verificaram que comparativamente com as feridas tratadas com o ND-322, as tratadas com ND-336 cicatrizavam significativamente mais rápido devido à seletividade deste inibidor para com a MMP-9. Verificou-se ainda que a aplicação da enzima MMP-8 nas feridas dos ratinhos diabéticos acelerava a sua cicatrização. Adicionalmente a combinação do ND-336 com a MMP-8 acelerava ainda mais o processo de cicatrização.

"O composto ND-336 tem potencial de atuar como um agente terapêutico de forma a acelerar ou facilitar a cicatrização das feridas em pacientes diabéticos. Do mesmo modo, a enzima MMP-8 pode ser utilizada para acelerar a reparação das feridas diabéticas. A combinação de uma molécula pequena (ND-336) e a enzima MMP-8 tem o potencial de acelerar ainda mais a cicatrização das feridas dos diabéticos”, conclui uma das autoras do estudo, Mayland Chang.

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.


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