quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Medidas para evitar quedas e fraturas em idosos


O Dia Mundial e Nacional do Idoso, que aconteceu em outubro, é uma boa oportunidade para refletirmos sobre os cuidados com este grupo da população, cada vez maior no Brasil. Um projeto apresentado pela Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina apontou que 30% a 60% da população com mais de 65 anos cai anualmente e metade apresenta quedas múltiplas. Segundo a pesquisa, dentre os fatores de risco estão problemas relacionados à idade, como condição clínica em que o paciente se encontra, bem como os efeitos que alguns medicamentos causam, a falta de equilíbrio, o trauma de uma antiga queda, a hipotensão postural e a deficiência visual.

Os mecanismos de quedas são didaticamente divididos em extrínsecos (relacionados ao ambiente, além de quedas e escorregões) e intrínsecos (cognição, mobilidade e equilíbrio). As consequências das quedas incluem lesões de menor gravidade como contusões, equimoses, feridas cortocontusas, até lesões mais graves como fraturas, traumas crânioencefálicos, que podem levar à incapacidade, institucionalização, internação hospitalar e mesmo ao óbito.

Clovis Cechinel, geriatra do Laboratório Frischmann Aisengart, explica que as quedas e as lesões em pessoas da terceira idade são consideradas problemas de saúde pública e de grande impacto social, mas podem ser reduzidas com alguns cuidados. “A implantação de um programa de exercícios físicos, que os ajude a melhorar a força muscular o equilíbrio, além do treino de marcha nos mais frágeis, com a supervisão individual de profissionais capacitados, pode ser uma atitude preventiva contra as quedas”, afirma.

Abaixo estão algumas mudanças que podem ser adotadas nos ambientes externos e, principalmente, em casa:

– Manter os recintos sempre bem iluminados. Em casa, durante a noite, manter uma luz acesa de modo a iluminar parcialmente o quarto. Nunca ir ao banheiro sem acender as luzes. Ao levantar-se da cama, tomar o cuidado de, primeiro, permanecer alguns minutos sentado, depois ficar de pé parado e, somente então, começar a andar.

– Nos locais de circulação em que não haja apoio deve-se colocar barras com este fim. Elas são especialmente importantes ao lado da cama, para auxiliá-los a levantar-se durante a noite, no banheiro, dentro do box, próximo ao vaso sanitário e também em escadas e rampas. O idoso jamais deve subir ou descer de algum local sem apoiar-se nelas.

– Ainda no banheiro, caso haja dificuldade para levantar-se do vaso sanitário, existem tampas especiais que elevam a altura do assento. Se houver dificuldade de equilíbrio, existem cadeiras especiais para que a pessoa fique sentada durante o banho.

– Todos os pisos e degraus de escadas devem ser antiderrapantes. Caso não tenha esta característica existem adesivos para este fim comprados em lojas de material de construção. Deve-se evitar tapetes, não somente nas salas, mas também no quarto, banheiro e cozinha. Eles são responsáveis por grande parte dos acidentes.

– Os móveis devem ser adaptados às necessidades da pessoa idosa. Por exemplo: a altura da cama pode necessitar ser rebaixada, para que ele se sente tocando os pés no chão, mas não ser demasiadamente baixa a ponto de dificultar quando ele se levante. Os móveis devem ter os cantos arredondados ou com protetores e deve-se estar atento à distância entre eles ou das paredes, que precisa ser suficientemente larga para que a pessoa transite com segurança. A altura de prateleiras deve ser ajustada para que não fiquem muito altas ou muito baixas.

– Do mesmo modo, é importante a organização dos ambientes evitando-se deixar objetos, fios e calçados fora de lugar, para que não haja tropeços. Um cuidado especial também deve ser dado a quem tem animais domésticos, pois podem enroscar-se nas pernas ou pular sobre os donos, tirando-lhes o equilíbrio.

– É muito importante evitar o uso de chinelos ou andar de meias dentro de casa. O uso de sapatilhas cômodas, fechadas e antiderrapantes é o mais indicado.

– Ao andar na rua, caso tenha um acompanhante, este não deve segurar o idoso pelos ombros, braços ou cotovelos, mas sim, fornecer-lhe o braço dobrado para que o idoso se apoie.

Com informações de Bem Paraná


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