quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Bactéria pode impedir infecções nos ouvidos e pneumonia

Investigadores americanos demonstraram que uma bactéria inofensiva encontrada no nariz e na pele pode afetar negativamente o crescimento de um agente patogênico que causa habitualmente infecções nos ouvidos nas crianças e pneumonia nas crianças e nos idosos, revela um estudo publicado na revista “mBio”.

O estudo realizado pelos investigadores do Instituto Forsyth e da Universidade de Vanderbilt, ambos nos EUA, demonstrou, pela primeira vez, que a Corynebacterium accolens (C. accolens), uma espécie bacteriana inofensiva que habitualmente coloniza o nariz, pode ajudar a inibir o Streptococcus pneumoniae (S. pneumoniae) – a principal causa de pneumonia, meningite, infecções de ouvidos e sinusite.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o S. pneumoniae conduz a mais de 1 milhão de mortes anualmente, principalmente em crianças pequenas oriundas dos países em desenvolvimento. Apesar de a maioria das pessoas que hospedam o S. pneumoniae não desenvolverem infecções, a colonização aumenta consideravelmente o risco de, e é um pré-requisito para a, infecção e transmissão.

No estudo, os investigadores liderados por Katherine P. Lemon demonstraram que a C. accolens encontra-se em níveis aumentados no nariz das crianças que não estão colonizadas pelo S. pneumoniae, uma bactéria que se encontra habitualmente no nariz das crianças e pode causar infecção. 

Através de testes laboratoriais, os investigadores constataram que a C. accolens, modifica o habitat o que conduz à inibição do crescimento através da libertação de ácidos gordos livres antibacterianos dos triglicerídeos presentes na superfície da pele do hospedeiro.

Na opinião dos investigadores, este estudo ajuda a clarificar as ligações importantes entre as diversas bactérias e o nosso microbioma. Adicionalmente estes resultados abrem caminho para investigações futuras com o intuito de determinar se a C. accolens poderá desempenhar um papel de bactéria benéfica que poderia ser utilizada para controlar a colonização de agentes patógenos.

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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