domingo, 31 de janeiro de 2016

Exames de Imagem para o Diagnóstico do Câncer do Colo do Útero

Os principais exames utilizados para o diagnóstico e estadiamento do câncer do colo de útero são:

Radiografia de Tórax

O exame de Raios X é um procedimento de imagem para avaliar o corpo humano, que cria uma imagem das estruturas internas do corpo, utilizando uma pequena quantidade de radiação.
A radiografia de tórax é utilizada para determinar se o câncer do colo de útero se disseminou para os pulmões.

Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia. 

O exame tomográfico permite visualizar se o câncer se espalhou para os gânglios linfáticos, abdômen e pelve, bem como determinar se a doença se disseminou para o fígado, pulmões ou outras partes do corpo.

Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso. 

Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

Ressonância Magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. As imagens de ressonância magnética são particularmente úteis na análise de tumores pélvicos. A ressonância também é utilizada na avaliação de metástases para o cérebro ou medula óssea.

Assim como na tomografia, também pode ser usado um contraste via intravenosa para a obtenção de maiores detalhes do corpo, porém com menos frequência.

Urografia Intravenosa

A urografia intravenosa, também conhecida por urografia excretora, é um exame de Raios X do sistema urinário realizado após a injeção intravenosa de um corante especial. Este corante é removido da corrente sanguínea pelos rins, passando pelos ureteres e bexiga. Este procedimento detecta anormalidades no trato urinário, tais como mudanças causadas pela propagação do câncer do colo de útero para os linfonodos pélvicos, que podem comprimir ou bloquear um ureter. 

Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET)

A tomografia por emissão de pósitron mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada e ressonância magnética. O PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta.

Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se reproduzirem e se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células de tumores são ávidas da energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois da ingestão da glicose é possível fazer um mapeamento do organismo do paciente detectando ponto a ponto a concentração do radiofármaco no organismo.

O PET scan permite detectar se o câncer se disseminou para os linfonodos. Raramente é usado para pacientes com câncer do colo de útero em estágio inicial, mas pode ser usado para detectar doença mais avançada.

Com informações de Oncoguia

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