domingo, 7 de fevereiro de 2016

Colesterol pode evitar processos alérgicos

Usar o colesterol como um elemento essencial na proteção a alergias. É o que propõem pesquisadores dos Estados Unidos. Eles descobriram que esse lipídio pode impulsionar reações de células do sistema imunológico que protegem o corpo dessa reação de hipersensibilidade. A pesquisa, publicada na revista americana Science Signaling, também mostra como pessoas que sofrem de Smith-Lemli-Opitz, uma doença metabólica rara que causa o baixo colesterol, tendem a ser mais propensos a esses problemas imunológicos.

No experimento, os pesquisadores deram foco a um canal de cálcio chamado STIM1-Orai1, que permite que íons de cálcio, importantes para a proteção do corpo, consigam entrar em células do sistema imunológico quando elas estão enfraquecidas. Por meio de análises feitas em células de rim humano e mastócitos (estruturas do tecido conjuntivo) de ratos, a equipe observou que o colesterol provocou reações que promoveram a entrada de substâncias que protegem o corpo de alergias no canal de cálcio STIM1-Orai1.

Inverso

Segundo os cientistas, essas reações, porém, não acontecem em pacientes com a síndrome de Smith-Lemli-Opitz. “Ela é uma doença genética associada a uma deficiência em produção de colesterol. Sabemos que pode provocar anomalias do sistema imunitário, incluindo alergias. No nosso estudo, demonstramos que a perda de colesterol estimula sintomas de alergias”, destacou ao Correio Christoph Romanin, um dos autores do estudo e pesquisador da Johannes Kepler University, na Áustria.

O trabalho dos cientistas terá continuidade, focando, principalmente na interação entre o colesterol e a via STIM1-Orai1. “Vamos fazer a caracterização e a melhor visualização desses mecanismos. Essas condições nos permitirão uma melhor compreensão desse efeito modulador do sistema imunológico causado pelo colesterol”, adianta o pesquisador.

Sinais de autismo

É uma doença causada por um defeito em uma enzima responsável pela metabolização do colesterol. É caracterizada por problemas de comportamento como hiperatividade e traços de autismo. Suas características físicas incluem baixos peso e estatura. Essa enfermidade é mais comum na Europa Central e do Norte. Ela está presente desde o nascimento, porém pode ser detectada mais tarde, ainda na infância ou até na idade adulta.

Com informações do Correio Braziliense

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