sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Intercambialidade dos Medicamentos

Existem diferentes medicamentos disponíveis para a comercialização em farmácias. Atualmente, o Brasil pode vender os seguintes produtos: referência, genérico ou similar.

Medicamentos de Referência: São os novos produtos criados pelos laboratórios e indústrias farmacêuticas. Eles devem possuir o selo de qualidade da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que comprova a partir de critérios científicos a sua segurança e eficácia.

Ao descobrir uma nova substância é permitido que as análises sejam realizadas apenas no local onde ela foi criada. Essa lei, conhecida como Lei das Patentes (1996) possibilita que após 20 anos a formulação seja divulgada e utilizada por outros laboratórios e indústrias.

Medicamentos Genéricos: Os medicamentos genéricos passaram a ser utilizados no Brasil ainda em 1999, quando foi criada a Lei Nacional dos Genéricos. Estes medicamentos possuem os mesmos princípios ativos, dosagens, forma, posologia e via de administração. Eles costumam diferir apenas no preço que, na maioria das vezes, é mais acessível. Estes produtos só recebem a permissão para serem vendidos após a realização de diversos testes – equivalência de fórmula e bioequivalência.

Medicamentos similares: Possuem o mesmo princípio ativo dos medicamentos de referência, assim como a dosagem e a posologia, mas são diferentes na biodisponibilidade e bioequivalência. Além disso, o seu prazo de validade, rótulo, embalagem e formatos do produto são próprios, sendo assim, eles também são chamados entre os farmacêuticos de: medicamentos de marca.

Medicamentos Intercambiáveis: Ainda na época em que foi criada a Lei das Patentes, os medicamentos similares não eram obrigados a comprovar a eficácia de suas fórmulas por meio de testes.

A partir de 2015, para que um medicamento similar também se torne intercambiável é necessário que ele passe pelos mesmos testes de usabilidade estabelecidos para os genéricos. Neste caso, eles devem apresentar: fórmulas semelhantes (bioequivalência) e eficácia bioquímica (biodisponibilidade).

Após a realização de todos os testes, eles passam a ser chamados de similares equivalentes ou intercambiáveis. Essa troca só passa a ser possível quando existe a comprovação da intercambialidade.

Dessa forma, o produto vendido ao paciente será seguramente equivalente à referência. Além disso, é de extrema importância que as suas bulas sejam adequadas ao padrão estipulado pela ANVISA.

Opções de compra: A variedade de opções e preços de medicamentos - com a mesma função e ação - possibilita que a população tenha maior liberdade para escolher os medicamentos que serão utilizados. Além disso, as novas opções disponíveis aumentam a concorrência e, consequentemente, as ofertas de preço, tornando os produtos mais acessíveis.

Com informações de Habniesley Pereira de Carvalho em www.farmaceuticoclinico.com.br  

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