segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Riscos da automedicação e da interação medicamentosa

Novas leis e normas aumentam importância do profissional na promoção do uso racional de medicamentos; 

Confira alguns riscos associados ao uso não racional de medicamentos

Automedicação e intoxicação medicamentosa são problemas que preocupam autoridades de saúde no Brasil e que têm destacado a importância do farmacêutico, profissional que trabalha pelo uso racional dessas substâncias.

Novidades em legislação prometem melhorar a relação dos pacientes com medicamentos, aumentando a segurança no consumo, ao transformar a farmácia em estabelecimento de saúde.

A automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros, segundo levantamento feito pelo Datafolha há dois anos. A mesma pesquisa apontou que 32% dos pacientes têm o hábito de aumentar as doses prescritas por médicos para potencializar os efeitos terapêuticos.

Segundo a Fiocruz, 28% dos casos de intoxicação humana registrados, anualmente, pelo SINITOX/CICT/FIOCRUZ/MS, são motivadas por medicamentos. Os benzodiazepínicos, antigripais, antidepressivos, anti-inflamatórios são os que mais intoxicam no país. Crianças menores de 5 anos representam 35% das vítimas. O último levantamento, de 2011, registrou 30 mil casos de intoxicação no Brasil.

A Farmácia brasileira passa por transformações, que se acentuaram nos últimos anos, com a introdução de novidades como a regulamentação da prescrição farmacêutica pelo Conselho Federal de Farmácia (Res. 586/13), a instituição de um marco regulatório para esses estabelecimentos, a Lei 13.021/14, e o novo Código de Ética Farmacêutica (Res. nº 596), do mesmo ano.

A Lei 13.021/14 sacramentou a farmácia como estabelecimento de saúde. Em vez de um comércio comum, “uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva” (artigo 3º).
Especialmente em portadores de doenças crônicas, que necessitam utilizar muitos medicamentos diariamente, a correta terapia, respeitando os horários e forma de administração da terapia, a avaliação constante sobre os efeitos e resultados obtidos, resultam em maior aderência ao tratamento e em mais qualidade de vida para esses pacientes.

Com informações da Guia da Farmácia 

Um comentário:

  1. # Olá boa tarde;como o assunto é sobre clonazepam 2Mg,eu queria saber se existe algum tipo de cura para quando este medicamento, der uma "interação medicamentosa",o quase, famoso "efeito de tolerância" desse tarja preta ?, pois faz uma espécie de mal estar ou ressaca na mente.....

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