segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Tecnologia de alongamento ósseo foi utilizada pela primeira vez

Uma operação de alongamento ósseo foi realizada com sucesso no serviço público de ortopedia da Madeira, num paciente de treze anos do Hospital Central do Funchal, servindo-se de uma tecnologia inovadora que foi utilizada pela primeira vez no país.

"Esta operação, feita pela primeira vez em Portugal, e usa uma tecnologia inovadora na ortopedia, que consiste na utilização de cavilhas magnéticas para alongamentos de membros superiores e inferiores", explicou à agência Lusa, o médico França Gomes, responsável pela intervenção, que vai permitir um aumento final de dez centímetros na altura do doente. 

França Gomes foi orientado por um médico austríaco e a cirurgia, que durou cerca de duas horas, foi também acompanhada por um pediatra do Hospital Pediátrico de Coimbra. 

A equipe operou um doente acondroplásico (anão), introduziu uma cavilha no interior de cada um dos fêmures, que posteriormente, por estímulo magnético, vai possibilitar um crescimento dos ossos até cinco centímetros. 

"Numa segunda fase, faremos igual cirurgia às tíbias, que aumentarão mais cinco centímetros, o que no final resulta num aumento de 10 centímetros, uma vantagem para quem é acondroplásico", disse França Gomes. 

O ortopedista referiu que a nova técnica pode ser aplicada em crianças como em adultos em diversas situações, nomeadamente face a traumatismos graves em que há grandes perdas ósseas e encurtamento de membros.  

"Por outro lado, vai acabar com os antigos sistemas de alongamento, que eram todos externos", disse, salientando que a ocorrência de infecções será menor, bem como os eventuais desvios, uma vez que a cavilha é colocada dentro do osso. 

França Gomes acrescentou ainda que se trata de uma técnica "minimamente invasiva" e sem dor para o paciente, sendo que o crescimento dos ossos fica consolidado ao cabo de um ano.

Este novo procedimento ortopédico foi iniciado em 2011, mas esta foi a primeira vez em Portugal e a sexta na Península Ibérica. 

Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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