terça-feira, 8 de março de 2016

Técnica desenvolvida nos EUA faz câncer regredir em 90% dos casos

Cientistas de um centro de pesquisas em Seattle, nos Estados Unidos, apresentaram resultados de um novo tratamento pra pacientes com leucemia. O estudo foi visto com cautela por pesquisadores britânicos.

Quem não tinha mais chance viu o câncer ir embora. O tumor regrediu em 90% dos casos. Participaram da pesquisa pessoas com câncer no sangue - a maioria com leucemia linfoblástica aguda. Cirurgia, quimioterapia e radioterapia; nada tinha dado certo. Segundo os médicos, restariam, no máximo, mais cinco meses de vida.

A técnica desenvolvida por americanos foi a última alternativa. Nosso sistema imunológico não reconhece tumores como ameaça. Talvez porque as células cancerosas façam parte do corpo. Ou porque conseguiriam driblar a nossa defesa natural.

O que os cientistas fizeram foi retirar glóbulos brancos dos pacientes. Eles reprogramaram as células pra atacar os tumores. Reimplantados no corpo, os glóbulos brancos agiram como bombas: destruíram o câncer.

O chefe da pesquisa explica que ainda é preciso avançar, mas fala em "resultados sem precedentes".

O estudo não foi publicado em revista científica nem revisado. E os riscos assustam. Dois dos 35 pacientes sofreram reações violentas e morreram. Outros sete tiveram efeitos colaterais gravíssimos antes da regressão do tumor.

A palavra não é "solução", mas "esperança". Um tratamento parecido já teve resultado em um hospital em Londres, ano passado. Também só foi testado depois de esgotadas as outras possibilidades.

A bebê de um ano tinha leucemia. Mal ganhou a vida e já enfrentava a morte. Até o câncer regredir graças à técnica experimental britânica.

Uma cientista cobra testes envolvendo mais pacientes desses tratamentos. Os métodos também deveriam ser analisados em tumores considerados mais sólidos, como câncer de mama, por exemplo.

A comunidade científica mantém os dois pés atrás. É preciso muito mais estudos pra que a última alternativa vire a primeira.

Com informações do Jornal Nacional

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