sábado, 23 de abril de 2016

Medicamentos para azia podem danificar os rins

Inibidores da bomba de prótons (IBP) são medicamentos usados para tratar problemas de saúde que causam a acidez estomacal, como gastrite, úlcera e refluxo. A ingestão frequente, porém, merece cuidado. Em um artigo publicado na última edição do Journal of the American Society of Nephrology, pesquisadores dos Estados Unidos mostram que o uso a longo prazo dessas substâncias pode aumentar o risco de doenças renais. 

No estudo, os investigadores analisaram informações obtidas por meio do Departamento de Assuntos de Veteranos, órgão dos EUA que cuida da saúde de aposentados do Exército. Eles usaram como base de observação dados de 73.321 usuários de IBP e 20.270 consumidores de bloqueadores dos receptores H2 da histamina, uma classe alternativa de droga usada para suprimir o ácido clorídrico do estômago. 

Após cinco anos de análise, constatou-se que o grupo que usava inibidores de prótons era mais propenso a apresentar o declínio da função renal do que aqueles que tomavam bloqueadores dos receptores H2. Os primeiros também apresentavam 28% mais chances de desenvolver doença renal crônica e 96% a mais de risco de desenvolver insuficiência renal. Os resultados enfatizam a importância de limitar o uso de IBP para apenas quando ele for necessário, e também de diminuir a duração da utilização ao menor período de tempo possível. 

Muitos pacientes começam a tomar esses medicamentos para uma condição médica, mas continuam por muito mais tempo do que o necessário, ressaltou, em um comunicado à imprensa, Ziyad Al-Aly, pesquisador da Universidade de Washington e um dos autores do estudo. Os pesquisadores também destacam que a análise pode ser interpretada como um alerta à necessidade de mais investigações sobre a segurança desses medicamentos. O estudo serve como um modelo para mostrar como a disponibilidade de dados que temos disponíveis mais análises avançadas podem ser usadas a fim de determinar perfis de segurança para o uso a longo prazo dos medicamentos comumente usados e, dessa forma, promover farmacovigilância, justificou Yan Xie, uma das autoras do trabalho e pesquisadora da Universidade de Washington.

Com informações do Correio Braziliense

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