domingo, 10 de abril de 2016

Primeiro medicamento para Urticária Crônica Espontânea refratária é aprovado no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o primeiro medicamento para o tratamento da Urticária Crônica Espontânea (UCE) refratária, doença que pode afetar até 43 milhões de pessoas no mundo e que tem alto impacto na qualidade de vida dos pacientes Xolair® (omalizumabe) é um medicamento biológico administrado por via cutânea que demonstrou ser altamente eficaz no controle da doença (urticas,coceira e angioedema) além de propiciar qualidade de vida aos pacientes.

A Urticária Crônica Espontânea é uma doença de pele grave e debilitante, caracterizada pelo aparecimento de lesões avermelhadas (chamadas urticas) associadas à dor e coceira intensa. A UCE pode também vir acompanhada do angioedema, quando os locais sensíveis como os lábios, língua e/ou a face ficam extremamente inchados e doloridos. 

As mulheres têm 2 vezes mais chances de serem diagnosticadas do que homens e a faixa etária é de 20 a 40 anos. “Não há um agente causador definido para o aparecimento da doença, já que ela se manifesta de forma espontânea a qualquer hora e lugar”, explica Dr. Luis Filipe Ensina, membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e membro do Consenso Internacional de Urticária. “Além disso, diferente das crises agudas de urticária, quando o paciente tem a forma crônica da doença, as crises duram no mínimo seis semanas e podem prolongar-se por anos. O que acontece na maioria dos casos é que os pacientes não diferenciam um tipo do outro e acabam se automedicando, ao invés de procurar um especialista”, complementa o médico.  

O impacto da UCE vai muito além da questão visual ou cosmética, pois a doença leva ao isolamento social, desconforto emocional, afeta diretamente o desempenho no trabalho, as atividades físicas e a vida sexual. Mesmo a realização de atividades simples do dia a dia é comprometida, por exemplo, dormir pode ser desafiador, por conta da coceira e dor no caso do angioedema. A privação do sono, por sua vez, leva a falta de energia e ansiedade. Para se ter uma ideia deste impacto, até 84% dos pacientes afirmaram sofrer limitação pela doença (atividades físicas, sair para comer/beber, cancelamento de convites); 74% dos pacientes relatam que a doença compromete no desempenho do trabalho; e 73% sentem impactos negativos em sua vida sexual. 

Cerca de 30% dos pacientes com Urticária Crônica Espontânea não respondem ao tratamento com anti-histamínicos H1 (tratamento padrão da doença) mesmo em doses elevadas (até quatro vezes acima da recomendada em bula). Xolair® (omalizumabe) é um medicamento biológico de alta tecnologia e único  tratamento aprovado para UCE refratária. Seu registro  no Brasil teve como base os resultados positivos de três estudos com cerca de 1.000 pacientes, que não respondiam aos medicamentos já aprovados no país.

Em 12 semanas, até 66% dos pacientes tratados com Xolair® (omalizumabe) apresentaram a doença bem controlada. Além disso, no mesmo período até 44% deles não apresentavam mais sintomas (coceira, urticas e/ou angioedema).  Este resultado está associado ao aumento significativo na qualidade de vida comprovado pela redução de até 78% no Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI), metodologia utilizada globalmente para avaliação de pacientes com doenças dermatológicas.

A urticária crônica espontânea é de fácil diagnóstico clínico, apesar de ser uma doença de difícil controle. “Por isso, é fundamental o acompanhamento médico para que cada paciente tenha acesso ao tratamento mais adequado a seu caso”, afirma Dr. Ensina.

Para informações sobre a urticária e como conviver melhor com a doença, acesse http://www.urticaria.novartis.com.br/.

Sobre Xolair® (omalizumabe)

Xolair é uma terapia-alvo que se liga à imunoglobulina E (IgE) livre. O medicamento inibe a reação alérgica impedindo que o IgE se ligue ao mastócito ou basófilo, células que quando ativadas liberam histaminas que são as principais causadoras dos sinais e sintomas da Urticária Crônica Espontânea (UCE). Além disso, o medicamento já está aprovado em mais de 90 países, inclusive no Brasil, desde 2006, com indicação para o tratamento de asma alérgica grave.  

Com informações de Dikajob

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