sábado, 23 de abril de 2016

Público não sabe o que significa sobrediagnóstico

Tratamentos desnecessários

Mais de dois terços do público mais afetado pelo problema nunca ouviram falar de excesso de diagnósticos - ou sobrediagnósticos - e menos de 3% conseguiram explicar corretamente do que se trata.

Sobrediagnósticos ocorrem quando uma doença é detectada, mas nunca causaria qualquer dano durante a vida de uma pessoa. Isto pode acontecer com alguns tipos de câncer porque eles são, algumas vezes, de crescimento lento e com baixa probabilidade de causar danos.

Embora seja vital diagnosticar cânceres agressivos precocemente, para aumentar as chances de que o tratamento seja eficaz, detectar o câncer de crescimento lento pode levar à ansiedade e a tratamentos desnecessários. O problema já atingiu níveis tão preocupantes que os especialistas consideram que os sobrediagnósticos já representam perigo para a saúde humana.

No entanto, nem sempre é possível distinguir entre os dois tipos de câncer no momento do diagnóstico. É por isso que é importante que as pessoas tenham a oportunidade de tomar decisões bem informadas sobre participar ou não em opções de rastreio - as tradicionais "campanhas preventivas" - e nos tratamentos sugeridos pelos médicos.

Sobrediagnóstico

O sobrediagnóstico tem preocupado mais os especialistas nos casos dos rastreios - conhecidos como "exames preventivos" - do câncer de mama e do teste de PSA usado para detectar o câncer de próstata, mas também pode ocorrer com outros tipos de câncer e outras condições.

Os pesquisadores entrevistaram cerca de 400 pessoas com idades entre 50 e 70 anos, a faixa etária mais sujeita ao excesso de diagnósticos. Os voluntários responderam a questões sobre se tinham visto ou ouvido falar do termo "sobrediagnóstico" e o que eles achavam que o termo significava.

Cerca de 70% dos voluntários disseram nunca ter ouvido o termo antes, e apenas 2,6% explicaram corretamente o que o termo significa.

Dentre aqueles que tinham ouvido falar do sobrediagnóstico antes, apenas 7,7% explicaram o termo com precisão.

O estudo, liderado por uma equipe do Centro de Pesquisas em Comportamento de Saúde da Universidade College de Londres, foi publicado na revista BMJ Open.

Com informações do Diário da Saúde

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