sábado, 7 de maio de 2016

Exercício diminui a fome

Investigadores do Reino Unido sugerem que o exercício é mais eficaz do que a restrição alimentar na diminuição do consumo diário de calorias, sugere um estudo publicado na revista “Medicine & Science in Sports and Exercise”.

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, decidiram estudar as respostas hormonais, psicológicas e comportamentais do controle de calorias através da prática de exercício físico e da restrição alimentar, ao longo de nove horas.

Os investigadores liderados por, David Stensel, constataram que quando o déficit de calorias ou energia era obtido através da restrição de alimentos, os participantes apresentavam níveis mais elevados do hormônio da fome, a grelina, e níveis mais baixos de um hormônio supressor da fome, o peptídeo YY.

O estudo apurou que estas participantes ingeriam quase um terço mais de uma refeição de buffet, comparativamente quando restringiam o consumo de calorias através da prática de exercício físico. As participantes ingeriram, em média, 944 calorias após restrição alimentar e 660 calorias após a prática de exercício

Estes resultados contrapõem alguns estudos anteriores que tinham sugerido que o exercício faz com que as pessoas, particularmente as mulheres, ingiram mais alimentos após a prática de exercício físico. Verificou-se também que a resposta do hormônio grelina e do peptídeo YY ao exercício é igual nos homens e nas mulheres. 

“Os nossos resultados fornecem uma valiosa contribuição para o debate em torno da dieta e do exercício. Demonstramos que o exercício não provoca mais fome nem encoraja a comer mais, pelo menos não nas horas imediatamente após a sua prática”, referiu David Stensel.

O investigador refere que nos próximos estudos vão avaliar se este benefício continua para além do primeiro dia do exercício.

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